Ao contrário do masculino, onde se espera a consagração definitiva de Jannik Sinner, a chave feminina deste Roland Garros não tem uma favorita clara. Aliás, até apostar numa final parece temerário. Há pelo menos cinco fortes candidatas a decidir o título, isso se não pintar uma daquelas surpresas gigantes que o torneio costuma dar de tempos em tempos.
Para mostrar o tamanho do equilíbrio, encerrados os nove torneios sobre o saibro, incluindo Charleston e Rabat fora da Europa, apenas Marta Kostyuk conseguiu mais de um título, entre eles o de Madri, enquanto Mirra Andreeva fez duas finais, a capital espanhola como destaque. A russa foi também aquela que somou mais vitórias no piso, com 15.
No entanto, no saibro mais parecido com Paris, deu Elina Svitolina em Roma e daí a ucraniana chega muito bem cotada a Roland Garros. Ela tem 28 vitórias gerais na temporada, apenas duas a menos que Elena Rybakina. Seu maior problema é nunca ter passado das quartas em Paris, barreira que se repetiu por cinco vezes.
O número 1 volta a estar em jogo, mas exige uma campanha em Paris que Rybakina não obteve até hoje, já que nunca passou das quartas. A cazaque só começará a ter chances de enfim atingir a ponta a partir das semifinais e ainda assim Aryna Sabalenka teria de perder até a terceira rodada, o que é bem pouco provável.
Para manter a liderança sem depender de nada, a bielorrussa tem de repetir a final do ano passado, mas aí existe uma barreira e tanto: a campeã Coco Gauff ficou do seu lado da chave e portanto a repetição do duelo de 2025 pode acontecer uma rodada antes. A grosso modo, Sabalenka e Gauff têm trajetória tranquila. A cabeça 1 pode cruzar com Iva Jovic e Jessica Pegula e a norte-americana tem Elise Mertens como maior preocupação.
Rybakina parece ter mais desafios, como Hailey Baptista na terceira rodada e oitavas frente a Jasmine Paolini ou Sorana Cirstea. Do seu lado, ficaram também Andreeva e Karolina Muchova. Mais desafiador ainda, a possível semifinal seria contra Svitolina ou Iga Swiatek. Esse duelo, em eventuais quartas, já promete ser um dos grandes momentos do torneio. A polonesa, cada vez mais recuperada, tem Jelena Ostapenko e Marta Kostyk no caminho, enquanto Elina pode ter algum trabalho contra Belinda Bencic.
Bia Haddad volta ao Slam onde fez semifinal em 2022. Enfrenta a britânica Francesca Jones, a quem superou nos dois duelos feitos no saibro, há cinco anos, e uma boa vitória seria um alento. Claro que suas chances caem muito se Marie Bouzkova confirmar diante de Lucia Bronzetti e ainda existe Andreeva na rodada seguinte. Ao menos, voltar a vencer num Slam ajudará na motivação.
E mais
– Há quatro jogadoras na chave que já venceram em Paris: Gauff, Swiatek, Krejcikova e Ostapenko, além de outras seis que fizeram final, casos de Sabalenka, Paolini e Muchova.
– Swiatek é a tenista em atividade com mais troféus no saibro (10), mas isso parece pequeno perto da recordista Evert (66, mais do dobro dos 32 de Graf)
– Duas tenistas de 17 anos entraram na chave: Ksenia Efremova e Emerson Jones. Os recordes são de Mary Joe Fernandez e Graf, que competiram aos 13. A mais jovem campeã em Paris foi Monica Seles, aos 16 e 6 meses.
– No lado oposto, Laura Siegemund e Tatjana Maria competem aos 38 anos. Serena Williams foi a única tenista com mais de 30 a vencer na Era Profissional (aos 31 e 33).
– A última canhota a ganhar Paris foi Seles, em 1992.
– O primeiro dia de Roland Garros já terá Djokovic, Zverev, Andreeva, Fonseca e Bia. O adversário do carioca é o local Luka Pavlovic, 240 do mundo aos 26 anos, que furou o quali para jogar seu primeiro Slam.
– E a torcida francesa já tem má notícia antes de o torneio largar: Fils, que vem de lesão no quadril em Roma, desistiu de competir e assim não haverá o confronto de geração frente a Wawrinka.
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Achei a chave da Rybakina extremamente difícil. A chave da cazaque está bem mais complicada do que a chave da número um do mundo, Sabalenka. No masculino as chances estão mesmo muito mais para o Sinner. Para encarar o italiano de frente mesmo penso que só o Djokovic em um dia muito inspirado.
Torcendo pra Bia ao menos ir à segunda rodada. Não fiz as contas, mas espero que desta forma some pontos suficientes para ao menos não sair do Top 100.
E acho que nem é pela idade. A Jasmine Paolini, aos 30, tá lá como top 10.
Navarro, Svitolina, Kostyuk, Iga, Sabalenka, Rybakina, são candidatas em Roland Garros… Sendo que Kostyuk foi a que teve maior êxito até agora no saibro em 2026…