PLACAR

Como estão as alemãs? O atual momento das rivais do Brasil

Angelique Kerber (Foto: Luiz Candido/CBT)

Por Matheus Dalcim
Da redação, em São Paulo (SP)

Brasil e Alemanha se enfrentam nos próximos dias 12 e 13 de abril, no saibro do Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, valendo uma vaga para a fase final da Billie Jean King Cup, que acontece em novembro. Escalado com força total pelo novo capitão, Luiz Peniza, o time brasileiro terá à disposição Beatriz Haddad Maia, Laura Pigossi, Carolina Meligeni Alves, Luísa Stefani e Ingrid Martins.

Já do lado alemão, a equipe de Rainer Schuttler, que já foi número 5 da ATP, terá como principal estrela a experiente Angelique Kerber, além das boas saibristas Tatjana Maria e Laura Siegemund, e a ex-top 50 Anna-Lena Friedsam.

Mas, afinal, como as nossas rivais chegam para o confronto? Para mostrar o atual momento e o histórico de cada uma das adversárias brasileiras, TenisBrasil preparou um resumo com tudo o que você precisa saber antes deste duelo decisivo na capital paulista.

ANGELIQUE KERBER

Angelique Kerber (Foto: CBT)

Ranking atual: 333ª
Melhor ranking: 1ª (em setembro de 2016)
Títulos de simples: 14
Maiores títulos: Australian Open (2016), US Open (2016) e Wimbledon (2018)
Títulos no saibro: WTA 500 de Estrasburgo (2022), WTA 500 de Stuttgart (2015 e 2016) e WTA 500 de Charleston (2015)
Finais no saibro: WTA 250 de Bogotá (2010)

Ex-número 1 do mundo e dona de três títulos de Grand Slam, Kerber ocupa atualmente a modesta 333ª colocação no ranking da WTA. Aos 36 anos, ela vive uma temporada de retorno ao circuito depois de ficar 18 meses afastada para se tornar mãe. Sua última partida havia sido a derrota para Elise Mertens na terceira rodada de Wimbledon em julho de 2022.

Neste ano, a veterana ajudou a Alemanha a faturar o título inédito da United Cup em janeiro, mas com apenas uma vitória em cinco jogos de simples, além de um triunfo e um revés nas duplas ao lado de Alexander Zverev. Desde então, Kerber disputou mais quatro torneios, caindo nas estreias do Australian Open, Linz e Miami. Seu melhor resultado aconteceu em Indian Wells, chegando às oitavas de final depois de bater Petra Martic, Jelena Ostapenko e Veronika Kudermetova. Sua algoz foi a dinamarquesa Caroline Wozniacki.

Dentre as jogadoras escaladas pelo Brasil para este confronto, apenas Beatriz Haddad Maia já enfrentou a experiente jogadora alemã, caindo por 6/2 e 6/3 na primeira rodada do Aberto da Austrália em 2019.

TATJANA MARIA

Tatjana Maria (Foto: CBT)

Ranking atual: 66ª
Melhor ranking: 42ª (em janeiro de 2024)
Títulos de simples: 3
Títulos no saibro: WTA 250 de Bogotá (2022 e 2023)

Outra mamãe do time alemão, Tatjana Maria possui três títulos na carreira, dos quais dois foram conquistados no saibro sul-americano, no WTA 250 de Bogotá em 2022 e 2023. Sua outra conquista aconteceu na grama de Mallorca em 2018. Quatro anos depois, seria semifinalista em Wimbledon.

Ex-top 50 do mundo, a jogadora de 36 anos é a atual 66ª colocada no ranking feminino de simples, mas em janeiro bateu o seu recorde pessoal, chegando ao 42º posto. Nesta temporada, ela já disputou 11 torneios, tendo como melhor campanha justamente as quartas de final em Bogotá, onde sempre se sente bem confortável jogando. Fora isso, não emendou duas vitórias seguidas em nenhum outro evento.

Já no confronto direto contra as brasileiras, Maria enfrentou três das cinco convocadas por Luiz Peniza. Diante de Bia, ela tem uma vitória e duas derrotas, sendo que a canhota paulista ganhou a única no saibro, na rodada inicial de Roland Garros no ano passado por 6/0 e 6/1.

No entanto, a alemã possui bom retrospecto contra Laura Pigossi e Carol Meligeni. Diante da paulistana foram duas vitórias em três sets, uma delas na decisão de Bogotá em 2022 e a outra na última edição da própria Billie Jean King Cup. Por sua vez, a campineira foi derrotada na capital colombiana em 2023.

LAURA SIEGEMUND

Laura Siegemund (Foto: CBT)

Rankings atuais: 85ª em simples e 6ª nas duplas
Melhores rankings: 27ª em simples (em agosto de 2016) e 4ª nas duplas (em janeiro de 2024)
Títulos: 2 de simples e 14 de duplas
Maiores títulos: US Open (2020) e WTA Finals (2023), ambos nas duplas com Vera Zvonareva
Títulos no saibro (simples): WTA 500 de Stuttgart (2017) e WTA 125 de Bastad (2016)
Finais no saibro (simples): WTA 500 de Stuttgart (2016)

Bastante versátil, a alemã também de 36 anos é uma opção tanto para as simples quanto para as duplas. Ex-top 30 do ranking individual, Laura Siegemund possui dois troféus no currículo, e ambos no saibro, em Stuttgart e Bastad. Como duplista, ela já foi número 4 e hoje é a sexta melhor jogadora do mundo e atual campeã do WTA Finals.

Em 2024, Siegemund disputou cinco chaves principais na prova individual, tendo alcançando as quartas de final em Adelaide e Bogotá. Já nos quatro WTA 1000 realizados até aqui, precisou jogar o quali em todos e furou apenas o de Miami, onde foi até a segunda rodada do torneio.

Nos confrontos diretos, ela tem duas vitórias e uma derrota contra Bia Haddad. Depois de dois triunfos no já distante ano de 2013, a alemã perdeu o duelo mais recente, na terra batida de Bogotá em 2019.

ANNA-LENA FRIEDSAM

Anna-Lena Friedsam (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Rankings atuais: 189ª em simples e 117ª nas duplas
Melhores rankings: 45ª em simples (em agosto de 2016) e 34ª nas duplas (em setembro de 2020)
Títulos: 4 de duplas
Títulos no saibro (duplas): WTA 500 de Stuttgart (2019), ao lado de Mona Barthel
Finais no saibro (duplas): WTA 250 de Bogotá (2021), ao lado de Mihaela Buzarnescu, e WTA 1000 de Roma (2020), ao lado de Raluca Olaru

Dona do currículo mais modesto entre as alemãs que jogarão em São Paulo, a tenista de 30 anos está hoje fora do top 100 em ambos os rankings. Ex-número 45 de simples, ela também já foi a 34ª colocada nas duplas, prova na qual conquistou seus únicos quatro troféus da carreira.

Neste ano, ela ainda não disputou nenhum torneio na elite do circuito em simples. Das três chaves principais que jogou, parou nas estreias dos WTA 125 de Camberra e La Bisbal d’Empordà, além de fazer quartas no ITF W75 do Porto. Ela ainda esteve nos qualis do Australian Open, Linz e Doha, mas não obteve sucesso.

Dentre as cinco brasileiras que vão ao Ginásio do Ibirapuera, três já enfrentaram Friedsam em algum momento. Bia foi a única que conseguiu vencer a alemã, justamente na abertura do confronto da Billie Jean King Cup no ano passado, com uma virada por 3/6, 6/4 e 6/3. Já Laura Pigossi acabou derrotada por 6/1 e 6/0 no dia seguinte, enquanto Ingrid Martins levou 6/1 e 6/2 no qualificatório de Linz, também em 2023.

14 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários
Fernando Venezian
Fernando Venezian
1 mês atrás

Kerber é minha tenista favorita há muito tempo! Se fosse na quadra rápida, ela seria muito perigosa! Mesmo assim nossa melhor tenista, a Beatriz, precisa ficar ligada contra uma das poucas que bateram a Serena numa final!

Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás
Responder para  Fernando Venezian

Estamos totalmente dependentes da Bia. Ela terá que ganhar os seus dois jogos , não sei se aguenta a pressão…

Fernando Venezian
Fernando Venezian
1 mês atrás
Responder para  Paulo A.

Concordo

Rockton
Rockton
1 mês atrás

O ponto decisivo aí vai ser a Pigosi. Bia é uma incognita. Pode ganhar de qualquer uma, mas pode perder para qualquer uma. Tem de botar a Bia para jogar logo, se ela jogar depois tendo a obrigação de ganhar aí já era.

Paulo A.
Paulo A.
1 mês atrás

Ótima matéria, muito elucidativa. Matheus é mesmo bom jornalista, como já havia dito o Dalcim…rs

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás

Como as fotos acima castigou a bela Angelique Kerber.
Não sei como está em seu retorno, mas quanta diferença para aquela que levou a prata no Rio.

Paulo Mala
Paulo Mala
1 mês atrás

Minhas considerações:
Bia X Maria (90% contra10% de chances de vitória)
Kerber e Bia, 50 a 50%
Kerber X pigossi 80 a 20%
Maria X Pigossi 70 a 30%
Duplas: 50 a 50%
Demais alemães, incógnita totais tanto pra mais quanto pra menos

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás
Responder para  Paulo Mala

Creio que Laura Siegemund não seja uma incógnita… Ela foi muito decisiva na conquista do título da United Cup pela Alemanha!

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás

Muito bom o texto! O Mário Sérgio escreveu um na mesma linha quando comentou sobre os juvenis e RG outro dia. Gosto, particularmente, da utilização de dados para informar. Espero que continuem seguindo essa linha editorial!

Evandro
Evandro
1 mês atrás

Um duelo gigante, sem dúvida!. Mas, as alemãs são trintonas. Três das quatro com 36 anos rodados. Temos aí inequívoca vantagem, ainda mais que temos duplistas voando, o que já garante um ponto.

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás
Responder para  Evandro

Rapaz, você já viu Laura Siegemund jogando duplas??? Reveja os vídeos da United Cup e constate toda a categoria de Laura Siegemund!

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás

Laura Siegemund junto a Zverev foi fundamental na conquista do título da United Cup pela Alemanha! A dupla SIEGMUND e ZVEREV foi implacável nas vitórias alemãs da United Cup!

Álvaro Canto de Campos
Álvaro Canto de Campos
1 mês atrás

Boa equipe!
Mas, bastante veterana…
Espero que a idade avançada das alemãs, possa ajudar a equipe brasileira

PRGD
PRGD
1 mês atrás

Me chamou a atenção a idade avançada das alemãs… quatro delas com 36 anos…
Se no primeiro dia de confronto, conseguirmos um ponto com a BIA e a Laura pelo menos fazer com que o segundo confronto seja bastante longo…
Pode fazer com que as alemãs cheguem cansadas para os confrontos de sabado…

Acho que o Brasil tem muitas chances. Bora torcer

PUBLICIDADE

VÍDEOS

Agassi recorda trajetória de drama e sucesso em Roland Garros

Os melhores lances de Iga Swiatek rumo ao tri no Foro Italico

PUBLICIDADE