Com três juvenis nas quartas de final, o Brasil pode atingir uma série de feitos em Roland Garros. Guto Miguel, Victória Barros e Leonardo Storck ainda buscam uma conquista inédita para o país em simples, além de outros números marcantes.
Victória Barros já faz o melhor resultado de uma brasileira na chave juvenil em Paris desde 1987, quando Andrea Vieira, a Dadá, foi semifinalista da competição. Também na década de 1980, Niege Dias chegou às quartas em 1984, enquanto Gisele Miró repetiu a campanha dois anos mais tarde.
A potiguar de 16 anos e número 4 do ranking mundial da categoria pode se tornar a primeira juvenil brasileira em uma final de Grand Slam em simples. E a segunda no geral, juntando-se a Beatriz Haddad Maia, que disputou duas finais de duplas em Paris nos anos de 2012 e 2013.
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Terceira cabeça de chave, Victória enfrenta a sul-coreana Ha Eum Lee, de 17 anos e 44ª do ranking. Se vencer, pode enfrentar a sérvia Anastasija Cvetkovic ou a chinesa Xinran Sun, cabeça 2 do torneio. Nas duplas, a brasileira também está nas quartas, jogando ao lado da espanhola Paola Piñera. As adversárias serão as norte-americanas Jordyn Hazelitt e Welles Newman.
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Chance de semifinal brasileira
No torneio masculino, Guto Miguel e Leonardo Storck estão do mesmo lado da chave, dando a possibilidade de uma semifinal brasileira. O país teve apenas três finalistas em simples na chave juvenil de Roland Garros: Edison Mandarino (1959), Thomaz Koch (1962 e 63) e Luis Felipe Tavares (1967).
O tênis brasileiro também tem duas semifinais recentes: Orlando Luz em 2014, superado pelo russo Andrey Rublev. E Thiago Wild em 2018, eliminado pelo argentino Sebastian Baez. O melhor resultado de João Fonseca como juvenil em Roland Garros foi em 2023, com as quartas de final.
Principal cabeça de chave e número 2 do ranking, Guto enfrenta o austríaco Thilo Behrmann, sétimo colocado e vindo de uma final em Milão. Já Storck, que recebeu convite após o título do Junior Series em São Paulo, ocupa o 56º lugar e enfrentará o norte-americano Jack Kennedy, cabeça 4 e número 11 do mundo.
Nas duplas, Guto e o esloveno Ziga Sesko estão nas quartas e enfrentam o porto-riquenho Yannik Alvarez e o norte-americano Jack Secord. O Brasil tem dois títulos de duplas na chave juvenil de Roland Garros: O primeiro em 1994, com Gustavo Kuerten, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti. Já em 2019, Matheus Pucinelli venceu com o argentino Thiago Tirante.
Campeões do mesmo país nas duas chaves
Realizado desde 1947 e com as duas chaves a partir de 1953, o torneio juvenil de Roland Garros teve nove edições com campeões do mesmo país no masculino e feminino. Os australianos já conseguiram essa façanha em três ocasiões, nos anos de 1961, 1962 e 1968. A França levou a melhor em 1953 e 2000.
Outros quatro países já conseguiram os dois títulos: Os Estados Unidos em 1977 com John McEnroe e Ann Smith, a antiga Tchecoslováquia em 1978 com Ivan Lendl e Hana Mandlikova, a Argentina em 1986 com Guillermo Perez-Roldan e Patricia Tarabini e também a Rússia em 2014, com Andrey Rublev e Daria Kasatkina, que atualmente joga pela Austrália no circuito profissional.










Caramba hein e n é que vamos com 3 BRs para as semis!?
Positivamente surpreso sobretudo com o Storck, que está mostrando uma tremenda força mental durante toda a trajetória no torneio.. será q os pontos dessa campanha já valem para o ranking junior de entrada para Wimblendon?
Contam, sim. O fechamento de inscrições é na terça-feira.
Ótimo vai ter vaga na chave principal certamente então
Acompanhando a campanha da Nana’ nao me parecia estar muito interessada na competicao ,apesar das condições climaticas te-la prejudicado seu estilo de jogo.Ela sera’ uma tenista vitoria e nos continuara’ dando muitas alegrias.
Achei q foi mais a questão de falta de um plano B: ela se propõe a espancar a bola o tempo todo, qnd está dando certo ela é quase imparável a nivel juvenil mas, qnd por qlqr motivo os erros não forçados começam a se acumular, ela n consegue abordar o jogo de outra forma para se manter viva..
Nesse aspecto a Victoria mostra-se com beeeem mais alternativas.
Uma pena pela Nauhany Silva. Mas enfim, o jogo dela foi prejudicado barbaridade pela ventania. Sorte da espanhola que já tem 18 anos. Não faltarão oportunidades para a Nauhany e Wimbledon está logo ali, depois US Open, onde com certeza a Nauhany vai com muita força se não tiver feito boa campanha em Wimbledon. E parabéns aos 3 brasileiros que estão nas quartas. Como disse Mário Sérgio Cruz, há chances reais de título tanto no masculino como no feminino.
Nahuany é apenas uma boa jogadora, e não tem nada de excepcional, como a maioria das jogadoras de tenis no Brasil. A prova, e wue nao temos nenhuma no top 100. Se tivesse, já seria a número um juvenil. Dizer que ela perdeu pro vento, é de lascar! Como se o vento só soprasse exclusivamente pra ela! A Iga também disse isso, quando perdeu da Beatriz Maia. Desculpa de perdedora.
Então você não consegue entender que com muito vento fica mais fácil para quem joga defensivamente, buscando colocar a bola em quadra e fica mais difícil para quem gosta de jogar de forma ofensiva?
Só lamento essa sua dificuldade então.
Lamento também pela Nauhany que talvez não tenha recebido alguma orientação na hora do jogo para tentar mudar a forma de jogar.
De qualquer maneira Tom França, acredito que este torneio ascendeu uma luz de alerta para a Nauhany.
Vamos ver o que você vai dizer depois das campanhas de Wimbledon e US Open.
Quem pretende alguma coisa no tênis, tem que se preparar com todas as armas. Talvez eu não tenha o conhecimento técnico e a previsibilidade de resultados, antes que eles aconteçam, que você tem. O que eu sei, é que já começam a dar desculpas pelos maus resultados dessa menina, como se ele fosse uma jogadora extraordinária, e não pudesse simplesmente aceitar a derrota, sem necessariamente culpar o clima. Apenas torço, mas com os pés no chão, sabendo do tradicional limite das nossas tenistas, principalmente sem nenhum apoio governamental, de quem não tá nem aí pros esportes. Vejo em Victória Barros uma possibilidade de sucesso maior, por treinar em uma das melhores academias do mundo. Mas não é só talento. Tem que ter aquele diferencial que fazem com que as atletas recebam o apelido de “extraterrestres”.
A Iga nunca deu “desculpa do vento quando” perdeu para a Bia em Toronto e isso é facilmente checável porque a transcrição completa daquela coletiva é pública. Pelo contrário, ela creditou a Bia por ter se adaptado melhor às condições daquele dia. Algo que a Sabalenka também fez ontem, aliás.