Coalizão pressiona WTA pelo fim de testes genéticos

WTA 1000 Cincinnati Foto: Cincinnati Open)

Cincinnati (EUA) – A decisão da WTA de exigir testes genéticos de todas as jogadoras ganhou um novo capítulo. Uma coalizão liderada pela Sport & Rights Alliance pediu que a entidade suspenda a medida e reveja a política, que já começou a ser implementada em Cincinnati.

A organização reclama principalmente da forma como a mudança foi adotada e cobra maior participação de atletas e especialistas na discussão. O tema tem gerado polêmica, com nomes de peso apoiando os testes, como a atual líder do ranking Aryna Sabalenka.

“A WTA pode afirmar que não pretende causar danos, mas boas intenções nunca apagarão a estigmatização e o trauma que mulheres e meninas sofrerão por conta dos testes”, criticou Andrea Florence, diretora executiva da Sport & Rights Alliance.

A nova regra foi anunciada em julho e obriga todas as atletas a passarem uma única vez por um teste para detectar o gene SRY, normalmente localizado no cromossomo Y. O exame pode ser feito com uma coleta na parte interna da bochecha ou por amostra de sangue. A norte-americana Jessica Pegula confirmou que algumas jogadoras já fizeram o teste antes da estreia do WTA 1000 de Cincinnati.

A ILGA World, organização internacional de defesa dos direitos LGBTQ+, também se manifestou contra a medida. O grupo destacou que atualmente não há nenhuma mulher trans assumida competindo profissionalmente no circuito e criticou a necessidade de todas as atletas terem de comprovar sua elegibilidade.

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A nova política tem dividido opiniões entre as jogadoras. Além de Sabalenka, a norte-americana Coco Gauff também considera importante garantir a igualdade competitiva. Entretanto, ela adotou tom mais ponderado ao abordar o tema, preocupada com o uso da discussão para atacar a comunidade trans.

Pegula, que integra o Conselho de Jogadoras da WTA, contou que a entidade vinha discutindo a questão com as atletas. A número 3 do mundo também afirmou não ter ouvido reclamações de quem já passou pelo teste em Cincinnati.

A Sport & Rights Alliance quer que a implementação seja suspensa provisoriamente, até a WTA voltar a discutir a política com jogadoras e especialistas. O órgão responsável pelo circuito profissional feminino ainda não se manifestou após o apelo.

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Gusmão
Gusmão
17/08/2026 08:42

Força Mulheres.

SANDRO
SANDRO
16/08/2026 18:44

O cúmulo do absurdo é punir uma “mulher biológica” que não se dopou como a Vondrousova que teve a privacidade do seu lar invadida à noite por um fanático sádico do antidoping e querer que “homens que se sente mulhere” disputem o circuito de simples da WTA no lugar da Vondrousova… Isso sim é caso de doping ideológico fisiológico!!!

Última edição 1 mês atrás by SANDRO
Verridianinha Filha
Verridianinha Filha
16/08/2026 13:29

que coalizão que!!!! protejam as mulheres! chega dessa agenda absurda. que essa parte da sociedade faça torneios esportivos para eles. entre eles. ponto final. haja paciência.

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