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Blinkova destaca coragem para superar chances perdidas

Anna Blinkova (Foto: Tennis Australia)

Melbourne (Austrália) – Responsável pela eliminação da atual vice-campeã e cabeça de chave número 3, a russa Anna Blinkova precisou de muita coragem para superar a cazaque Elena Rybakina na segunda rodada do Australian Open, depois de disputar o tiebreak mais longo de uma partida de simples em Grand Slam e de salvar seis match-points. Ao menos essa foi a avaliação da própria jogadora de 25 anos.

“Foi uma loucura. Trabalhei muito para chegar aqui e o jogo foi especialmente exigente a nível mental. Pensamentos negativos vieram à mente quando perdi cada match-point e demoraram para sair. Precisei de muita coragem para afastá-los e continuar confiante”, comentou a russa, que agora enfrentará a italiana Jasmine Paolini na terceira fase.

Blinkova ainda deu mais detalhes sobre os momentos mais delicados da partida e revelou ter chegado próxima ao limite das emoções em quadra. “Antes da partida, eu dizia a mim mesma que iria lá para me divertir e estava me preparando para ter apenas emoções positivas em quadra, independentemente do andamento da partida. Mas foi difícil manter essa positividade, pois tive momentos muito frustrantes.”

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“Quando não consegui converter meus match-points, pensava que se se ela sacasse bem tudo estaria acabado. Tentei afastar esses pensamentos, acelerar a mão na devolução e permanecer sólida o tempo todo. Quando tive minhas oportunidades, minha mão tremia. Tentei ser agressiva, mas estava cometendo muitos erros. Lembro que no último match-point acertei dois backhands muito curtos, mas muito difíceis, e estou feliz por tê-los colocado em quadra”, estacou.

A russa também comentou um pouco sobre as estratégias utilizadas em cada momento da partida, oscilando entre ataque e defesa conforme necessário. “Eu estava tentando encontrar o equilíbrio entre agressividade e solidez, tentando fazer com que ela jogasse sempre mais uma bola. Acho que no segundo set fiquei um pouco mais na defensiva e no terceiro tive que ser mais agressiva para fazê-la se mover mais. Foi preciso ter muita coragem e uma certa calma para permanecer no momento presente e jogar ponto a ponto”, finalizou.

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Marcos
Marcos
4 meses atrás

Rybakina demonstrou muita prepotência, no início do ano. Mereceu perder!

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