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Barty destaca evolução no saque, forehand e voleios de Iga

Foto: Corinne Dubreuil/FFT

Londres (Inglaterra) – O domínio de Iga Swiatek no circuito é observado de perto pela jogadora que a antecedeu na liderança do ranking mundial. A australiana Ashleigh Barty, campeã de Wimbledon em 2021, acompanhou a partida da polonesa nesta quinta-feira na função de comentarista de TV. E durante a vitória de Swiatek sobre a croata Petra Martic por 6/4 e 6/3, Barty falou sobre vários sinais de evolução no jogo da número 1 do mundo ao longo dos últimos dois anos.

“A Iga ainda está aprendendo nesta superfície e sabe que pode melhorar e, para o circuito, isso pode ser assustador. Ela tem conseguido jogar as partidas da maneira que deseja, no seu ritmo. Ela foi testada nos dois sets hoje, mas mesmo assim venceu em 1h20 e teve controle total do placar. Foi um bom dia de trabalho”, disse Barty, durante a transmissão da BBC britânica, logo após a partida.

“Acho que as principais melhorias foram seu saque e o forehand. Já o backhand sempre foi de muita qualidade. Já era possível ver o quanto ela forte quando joga com as bases mais abertas com o backhand, mas agora ela é capaz de ter mais peso e consistência no forehand. Então, ambos os lados estão muito sólidos agora”, avaliou a ex-líder do ranking e vencedora de três Grand Slam.

A australiana citou o trabalho que Swiatek fez para mudar a mecânica do saque e corrigir um ponto de vulnerabilidade de seu jogo. “Ela passou por um período de mais dificuldade com o saque. E enquanto estava mudando o movimento, não parecia fluido. Agora ela está muito mais acostumada com a técnica e os resultados estão aparecendo. Hoje ela é capaz de causar muito mais dano no primeiro saque e tem um lindo segundo serviço com muitas variações”.

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Barty também avalia que o jogo da polonesa na rede está melhorando e destaca a disposição que Iga tem para se tornar cada vez mais completa. “Acho que ela tem essa tenacidade em querer desenvolver tudo o que puder e ela está aprendendo a trazer isso para o jogo dela. Se ela conseguir melhorar a transição para a rede com voleios mais tradicionais, além dos voleios de forehand que ela já faz bem, a execução vai ser muito mais simples. Acho que muitas jogadoras do circuito torcem que ela não desenvolva tanto isso”.

Polonesa conseguiu apenas duas quebras e não enfrentou break-points

Durante a partida desta quinta-feira, Swiatek conseguiu uma quebra em cada set e não enfrentou break-points. Ela também teve que neutralizar as variações de jogo da croata, que utiliza muitos slices de backhand, curtinhas e subidas à rede. A polonesa conseguiu se impor com jogo agressivo e muita segurança nos games de saque.

“Não foi uma partida fácil porque a Petra está mudando muito o ritmo, jogando com muito top spin e usando bastante slice. Eu precisei me ajustar rapidamente, avaliou a polonesa. “Quando você muda de superfície, as primeiras partidas não são confortáveis ​​e você tem que aceitar isso. Mas sinto que estou progredindo e que a cada ano é um pouco mais rápido para mim o processo de adaptação à grama”.

Invicta há 21 jogos no circuito, com títulos em Madri, Roma e Roland Garros, a número 1 do mundo não se sente pressionada e quer apenas melhorar o próprio jogo. “Não é a primeira vez que entro neste torneio com uma série de vitórias, não é tão fácil ter essa bagagem nos ombros. Mas este ano parece diferente. Não sinto que todos estejam falando nisso. Há dois anos era muito mais difícil quando eram mais de 30 partidas”, explica a polonesa, que chegou a vencer 37 jogos seguidos em 2022. “Sei que agora estou jogando em uma superfície diferente e que traz desafios diferentes. E estou apenas me concentrando nos jogos e não nas estatísticas”.

No sábado, Swiatek enfrentará a cazaque Yulia Putintseva, 35ª do ranking e recente campeã em Birmingham, que derrotou a tcheca Katerina Siniakova por 6/0, 4/6 e 6/2. A polonesa venceu os quatro jogos que fez contra Putintseva, dois deles este ano, em Indian Wells e Roma.

9 Comentários
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Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
13 dias atrás

Ash Barty dá um show neste comentário. Tem meia dúzia que não entendem que Swiatek é perfeccionista e ainda tem muito a melhorar. A grande Campeã mostra pontos importantíssimos que a N 1 já desenvolveu. Enquanto isso o tal de Flávio , pela mor … rsrs. Abs!

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
13 dias atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

A própria antecessora da Iga Swiatek na liderança do ranking reconhecendo o valor da polonesa. A única forma que os críticos da Iga encontram para justificar suas insensatas opiniões é desmerecer a geração atual do tênis feminino e também tentar diminuir o valor do tênis feminino comparando-o com o masculino. Em vez de apreciar a beleza do esporte praticado tanto pelos homens como pelas mulheres, preferem ficar toda hora fazendo comparações entre os dois gêneros. Mas esses críticos sabem que são a minoria.

Flávio
Flávio
12 dias atrás

Mas cadê a técnica apurada da polonesa? Até hoje tentei enxergar porque ela só tem 5% de técnica, a Barti como grande que foi apenas foi simpática ao dizer isso porque na verdade ainda não procede o que ela disse, pois o jogo dela não tem dropshot, tem dificuldade com smash e voleio então a força da polonesa vem da sua condição física e mental nisso eu concordo, pois é a melhor do tênis feminino.

André Aguiar
André Aguiar
13 dias atrás

Espero, ou melhor, esperanço, que esse trecho do comentário da Barty possa em breve ser aplicado a Beatriz Haddad Maia:
“Ela (Swiatek) passou por um período de mais dificuldade com o saque. E enquanto estava mudando o movimento, não parecia fluido. Agora ela está muito mais acostumada com a técnica e os resultados estão aparecendo. Hoje ela é capaz de causar muito mais dano no primeiro saque e tem um lindo segundo serviço com muitas variações”.

Gilmar
Gilmar
13 dias atrás

pior #1 da história… joga feio demais…

Ana
Ana
13 dias atrás
Responder para  Gilmar

Ash Barty parece não concordar

Flávio
Flávio
12 dias atrás
Responder para  Ana

Ana a Barti foi apenas simpática, pois na verdade não procede o que ela fala ,acho que a Barti falou isso pra agradar a lacração ora bolas a polonesa não sabe usar dropshot, e o smash, voleio e lob são frágeis, no momento ela é limitada sim só que eficiente porque o tênis feminino atual está limitado.

Ana
Ana
12 dias atrás

É o caso de guardar print desta matéria pros chatos de plantão. Aliás, os críticos da Iga não podem ser fãs do Djoko né? O jogo dele é tão chato quanto, mas eficiente, como da Iga.

Flávio
Flávio
12 dias atrás
Responder para  Ana

Chato o jogo do Djokovic? Desculpa maa você falou uma grande bobagem Ana, pois o sérvio tem alta qualidade técnica que a polonesa não tem, pois ele sabe usar dropshot, voleio, smash e lob e a polonesa ainda não sabe fazer isso.

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