Adelaide (Austrália) – A tão esperada final entre Mirra Andreeva e Victoria Mboko acabou sendo abreviada por conta da condição física da canadense. No encontro entre duas representantes da nova geração, Andreeva conquistou o título do WTA 500 de Adelaide ao marcar as parciais de 6/3 e 6/1, com direito a nove games seguidos, em apenas 1h04 de partida.
Número 8 do mundo aos 18 anos, Andreeva conquista seu quarto título de WTA. Os mais importantes foram os torneios de nível 1000 de Doha e Indian Wells do ano passado. A jovem russa disputou sua quinta final da carreira. Ela recebe 500 pontos no ranking e sobe para o sétimo lugar, além da premiação de US$ 185.500.
“Parabéns à Vicky e à sua equipe. Vocês têm jogado de forma incrível desde o ano passado. Quero parabenizá-las pela ótima semana. Espero que possamos ter muitas outras finais juntas no futuro”, discursou Andreeva, na cerimônia de premiação.
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Por sua vez, Mboko disputou a terceira final no circuito e tinha dois títulos, com evidente destaque para uma conquista em casa, no WTA 1000 de Montréal. Eleita a Novata do Ano por conta de sua grande evolução em 2025, a canadense de 19 anos é a atual 17ª do ranking. Com 325 pontos na semana, ela sobe mais uma posição e ainda recebe o prêmio de US$ 114.500.
Pink goes good with green in Oz! 💗💚
Mirra Andreeva defeats Mboko in straight sets to take home her first title of the year! #AdelaideInternational pic.twitter.com/yrXf3HT6jg
— wta (@WTA) January 17, 2026
“Quero agradecer a todos que vieram assistir. Desculpem por não ter conseguido estar 100%. Mas quero dar os parabéns à Mirra pelo tênis incrível que jogou hoje”, comentou a canadense, que vinha jogando com uma proteção no joelho ao longo da semana e apresentou dificuldade para sacar e na execução dos golpes de fundo durante a final. Ela teve a pressão arterial aferida durante o segundo set.
O início de partida foi melhor para Mboko, que saiu vencendo por 3/0, mas logo Andreeva assumiu o controle das ações, especialmente por conta do desgaste da adversária, que se perdia em erros. Ao fim do primeiro set, em que perdeu seis games seguidos, a canadense tinha 7 a 6 nos winners, mas cometeu 21 erros não-forçados contra apenas 7 da russa. No segundo set, o domínio de Andreeva foi ainda mais evidente. Ela não enfrentou break-points, cedeu só quatro pontos nos games de serviço e conseguiu duas novas quebras para fechar a partida.











Victoria deu um apagão total. Que pena!
Parabéns à Mirra, que manteve a calma (rara), talento e força para vencer com facilidade.
Incrível! Assisti até o 3X0 e imaginei que a Mboko iria dominar o jogo. Uma pena ter acabado assim.
Aryna Sabalenka havia sido a única campeã russa nesse torneio ela venceu em 2023,vencendo a tcheca Linda Noskova
Sabalenka não é russa
Não tenho a menor dúvida de que, se se manter saudável, a Andreeva vai ser número um do mundo. Ela tem todos os golpes e uma maturidade emocional absurda. Adoro vê-la jogar, parece uma veterana em quadra.
Concordo!
Maturidade ainda não tem amigo, mas no restante concordo agora a Mboko, que é um talento surgindo, sentiu o cansaço que talvez se tivesse 100% daria mais trabalho ou poderia vencer.
Sem dúvida tem muito potencial, a briga pelo 1 vai ser intensa no feminino pelo jeito, não vai ser fácil, é preciso ser constante e não ganhar um torneio e depois sumir como foi ano passado. Quanto a maturidade parece que ela tem algo de bom quando está vencendo, pois quando perde muito fica descontrolada como vimos em cenas do ano passado inclusive com crises de choro, acho que até levou uma multa por bolada raivosa bastante perigosa pra cima das arquibancadas e que poderia por descuido ter atingido severamente alguém, é bastante nova, vamos torcer para continuar evoluindo no equilíbrio emocional pra aguentar a pressão e derrotas, e ser mais constante!
Preocupa o quanto tem sido prematuro lesões em novos atletas com frequência. Sinal de alerta! Corpo humano n̈ é máquina. É urgentemente necessário rever os critérios dos torneios. Vida de atletas cd vez será mais curta.
Não consigo ver mudanças nas brigas pelo número um agora em 2026. Tanto no masculino como no feminino. Distâncias ainda grandes pros demais e pras demais.