Alcaraz: “É ótimo manter o nº 1, mas o torneio não acabou”

Foto: Corinne Dubreuil/ATP Tour

Turim (Itália) – Invicto na fase de grupos do ATP Finals, Carlos Alcaraz cumpriu seu primeiro objetivo na competição e vai manter a liderança do ranking até o fim da temporada. Depois de defender o número 1, o foco do espanhol está em buscar o título inédito no torneio entre os oito melhores do ano em Turim.

“Garantir o número 1 da temporada aqui é ótimo, mas o torneio não acabou. Ainda há uma semifinal para jogar. O torneio continua”, disse Alcaraz, depois de vencer o italiano Lorenzo Musetti por 6/4 e 6/1 nesta quinta-feira. O espanhol espera o vencedor entre o alemão Alexander Zverev e o canadense Félix Auger-Aliassime para saber o adversário da semifinal de sábado. “Parte do trabalho está feita, mas quero continuar”.

Esta é a segunda vez que Alcaraz termina uma temporada no topo do ranking, repetindo o resultado de 2022. Ele explicou que o sentimento é especial, mas diferente de conquistar um Grand Slam. “Eu diria que são sensações diferentes. É ótimo, você comemora com a equipe e com as pessoas próximas que estão aqui. Mas logo depois precisa focar em recuperar, dormir cedo e estar pronto para a semifinal. Quando você ganha um Slam, o torneio acabou, você pode relaxar e fazer o que quiser. São sentimentos distintos”.

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Alcaraz começou 2025 na terceira posição e reconhece parecia distante de recuperar a liderança. “No começo do ano, eu via o número 1 muito distante, com o Jannik [Sinner] vencendo quase todos os torneios. Mas do meio da temporada em diante, coloquei esse objetivo porque senti que era possível. Consegui jogar um ótimo tênis em vários torneios seguidos para me colocar na disputa. Nos últimos três ou quatro torneios, lutei ponto a ponto com o Jannik por essa posição e, finalmente, conquistei”.

Oito títulos no ano e sétima vitória contra Musetti

A ATP destacou o peso da temporada do espanhol: Ele lidera o circuito com oito títulos em 2025, incluindo Roland Garros, US Open, três Masters 1000 (Monte Carlo, Roma e Cincinnati) e três ATP 500 (Roterdã, Queen’s e Tóquio). É sua temporada mais vitoriosa da carreira. Ele também se tornou o segundo atleta mais jovem da Era Aberta a conquistar seis Slams aos 22 anos, atrás apenas do sueco Bjorn Borg.

Contra Musetti, Alcaraz ampliou para 7 a 1 sua vantagem no confronto direto em nível ATP e admitiu a pressão de jogar por um objetivo tão importante. “A partida era muito importante para mim, porque eu jogava pelo número 1. No começo foi difícil, com os nervos. Tentei lidar com a pressão da melhor forma possível e estou muito feliz com o nível que apresentei”

Apesar de ter sofrido uma eliminação na estreia do Masters 1000 de Paris, o espanhol destacou sua melhora nas quadras cobertas e explicou a preparação especial para chegar bem ao fim da temporada. “Essa fase do ano sempre exige muito. Mas ter um tempo em casa antes dessa sequência indoor me ajudou a me preparar da melhor forma possível. Isso não garante que vou jogar bem, mas vim com confiança e sabendo o que preciso dentro e fora da quadra. Acho que fiz tudo da maneira certa. Não jogo muitos torneios indoor no ano, mas evoluindo a cada partida. Espero me sentir ainda melhor na semifinal”.

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Felipe
Felipe
27 dias atrás

Com os adversários atuais, Alcaraz e Sinner vão ganhar Slam até cansar.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
27 dias atrás

A reportagem só não disse, que é o mais jovem Tenista a conquistar 6 SLAM, aos 22 , em Todos os pisos ( Borg não venceu nas duras ) …Abs !

Julio Marinho
Julio Marinho
27 dias atrás

Eu particularmente estava mais preocupado com o #1 do que com o título essa semana, porque iria ser muito frustrante perder o posto e ficar pensando nessa derrota para o Norrie. Mas enfim, conquistado! O título é valiosíssimo e acho que tem uma importância grande para não se tornar aquele torneio micado para o espanhol. E como jogou ontem, não tem porque não achar que tem ótimas chances. O tênis masculino hoje é isso: ele e Sinner. O mago e a máquina. Dois jogadores e personalidades brilhantes. Não acho que valha a pena desgostar de algum deles, como tantos ficaram inebriados com o big3, levando a uma década de antipatias (por mais que eu ache que o Djokovic seja mais difícil de gostar, personalidade forte, mas agrada muita gente). Mas essa rivalidade ficou no passado. Temos dois jogadores brilhantes e que vão brindar os amantes do tênis com duelos cada vez mais interessantes. Abraços!

DENNIS SILVA
DENNIS SILVA
26 dias atrás
Responder para  Julio Marinho

É isso aí.

jon
jon
26 dias atrás

impressão minha ou os adversários garantiram quebra de 3 recordes e igualdade em 1 para o djokovic? Vezes Top 4, 5 e 10 em ranking end of the year e semanas como top 4

Última edição 26 dias atrás by jon

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