Melbourne (Austrália) – Em um dia especial para Carlos Alcaraz, que nesta sexta-feira entrou pela 100ª em quadra para disputar uma partida de Grand Slam, o espanhol não enfrentou grandes dificuldades e derrotou o francês Corentin Moutet pela terceira rodada do Australian Open, gastando 2h05 para marcar parciais de 6/2, 6/4 e 6/1.
Alcaraz tem agora 87 vitórias e 13 derrotas em Slam, exatamente a mesma marca do sueco Bjorn Borg quando completou 100 jogos neste nível. Esta foi o 14º triunfo do atual líder do ranking contra canhotos nos quatro principais torneios do circuito, ainda sem ter perdido uma partida sequer nestas condições.
Indo para as oitavas de final na Austrália pela terceira vez, Alcaraz se torna o 10º espanhol a conseguir tal feito. Em Grand Slam, ele chegou pela 15ª vez nesta fase, algo que apenas outros cinco compatriotas fizeram: Rafael Nadal (54 vezes), David Ferrer (27), Tommy Robredo (23), Fernando Verdasco (18) e Juan Carlos Ferrero (15).
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O tenista de Múrcia tenta agora repetir as quartas de final do Australian Open, seu melhor resultado na competição, que atingiu nas duas últimas temporadas. O obstáculo para conseguir isso será o norte-americano Tommy Paul, que mais cedo avançou com a desistência de outro espanhol, vendo Alejandro Davidovich Fokina abandonar a partida quando perdia por 6/1 e 6/1.
Paul e Alcaraz já se enfrentaram sete veze, o norte-americano venceu duas e perdeu cinco, sendo que nos últimos quatro encontros quem saiu de quadra com o triunfo foi o espanhol, que também levou a melhor nas duas vezes que se cruzaram em Grand Slam.
Vitória sem sustos contra Moutet
Tentando se tornar o mais jovem a fechar o Grand Slam de carreira, o espanhol não encontro grande resistência em Moutet, que foi dominado do começo ao fim. O francês até fez uma ou outra jogada de efeito, mas no geral mal conseguiu incomodar Alcaraz, que teve quase o dobro de bolas vencedoras (30 a 18) e cometeu 14 erros não forçados a menos (20 a 34).
Logo no primeiro game, o francês já foi quebrado a partir de então Alcaraz foi apenas controlando o ritmo. Moutet chegou a ameaçar com um break-point no quarto game, mas teve como resposta não apenas a frustração de não conseguir a quebra, mas também um serviço perdido em seguida.
A quebra no game inicial se repetiu nas duas parciais seguintes e assim como fez na primeira, o número 1 do mundo tomou as rédeas para si e não deu brechas para o oponente. No segundo, Moutet até conseguiu impor um pouco mais de resistência revertendo um 0/3 para 4/3, mas depois perdeu o saque novamente e assim o set. No terceiro, Alcaraz abriu 4/0 e ainda anotou novo break antes de fechar.












Uma delícia de jogo do começo ao fim! Cada ponto mais bonito que o outro. Quando dois tenistas habilidosos se enfrentam, o tênis agradece.
Sem descordar do seu comentário, mas a maior habilidade vem da maior provação. Sinner x Alcaraz é o que todos aguardamos e o melhor que se tem para ver.
Eu entendo o seu ponto, mas eu estava me referindo à criatividade e à habilidade de Alcaraz e Moutet. O Sinner é um excelente jogador, porém tem um estilo mais mecânico, bem diferente do espetáculo que esses dois proporcionam.
Alcaraz tá afiado, Sinner também. Djokovic vem bem. Essa temporada promete
Que surra do Carlitos!!!Espetacular!
Finalmente Alcaraz foi testado e não negou fogo. Jogando em altíssimo nível. Claramente, ele se preparou para fechar o Grand Slam.
Gilvan simulando torcer pelo espanhol
O que vou escrever aqui, não há nenhuma depreciação ou demérito ao excepcional tenista Carlos Alcaraz:
Quando alguns falam que ele é maior que o Big3 na mesma idade, pode até ser, mas realizar o mesmo que os outros realizaram, tem muito arroz com feijão a ser digerido ainda.
Hoje ele chegou à 100ª partida de GS.
Djokovic chegou ao mesmo tempo (essa semana), à 100ª vitória somente na Austrália.
E?!?!?!
Uma já fez. O outro, talvez faça.
Entendeu ou precisas de desenho?
Cara tens noção do que postas ?. Na mesma idade, Alcaraz compete com outro fenômeno Bjorn Borg. Ambos conseguiram 6 Slam com apenas 22 anos . Carlitos difere pois foram em Todos os Pisos . Ambos muito superiores ao Big 3 até aqui . Borg parou precocemente aos 26 , Djokovic joga até hoje . Longevidade não está em discussão. Como LF 2 se perde todo no fanatismo exacerbado. Pela mor … Rsrs, Abs !
Tenho extrema noção.
Você que não sabe interpretar mesmo o que lê.
“Ambos muito superiores ao Big 3 até aqui”.
Meu comentário não parou no “até aqui”.
Meu comentário foi uma comparação entre um fenômeno atual, em seu ápice, até o momento, com outro. O quão distantes eles estão ainda.
Por mais que Alcaraz seja melhor que qualquer tenista que já pisou numa quadra na idade que ele está, nada altera o que escrevi e o que é realidade.
Um tem 22 anos e o outro 38, claro que o Djokovic é o melhor de todos os tempos e dificilmente vão chegar na marca deke e dos outros, Federer, Nadal e Djokovic é bem difícil alguém chegar, mas que aos 22 anos o Alcaraz é um fenômeno isso não pode negar.
E não nego, como disse no primeiro comentário.
Eu, como fã de Novak Djokovic gostaria que sua previsão se realizasse, de que ninguém alcançará suas marcas. Mas, não duvido de nada.
Rodada mamão com açúcar. Venceu na terceira rodada o número 36 do ranking com quase 23 anos. Djoko em 2011 com 23 anos venceu Troicki que era o número 12 na época.
Em 2011 Djokovic finalmente estava saindo do banquinho que ficou como N 3 . Conseguiu de 2007 até então, não superar também o N 2 . Sem comparações com Carlitos, Sr Paulinho…rs. Abs !
Carlitos jogou contra Federer e Nadal aos 23 anos?