Início de semana agitado no tênis nacional. Bia Haddad, mais do que decidir se ataca ou defende, se sobe à rede ou fica no fundo, noticiou o encerramento da sua temporada de 2025.
A surpresa foi geral mas, enquanto o público e a mídia especulavam os porquês e os senões, os verdadeiros fãs aplaudiam… Não há como negar . A decisão foi corajosa, pertinente e sábia.
Bia vinha com muitas dificuldades em quadra. O ano não primou por grandes resultados e sim por duras derrotas.
Esteve longe do que foi 2023, onde chegou à posição de 10 do mundo, semifinal em Roland Garros e campeã do WTA Elite Trophy, entre outras vitórias.
Ao longo dos últimos anos, enfrentou muitos problemas físicos. Alguns mais sérios, quando precisou entregar jogos, e outros onde conseguiu superar as mazelas e seguir adiante.
Ultimamente, entretanto, as questões emocionais foram se intensificando. O desconforto em quadra, as alternâncias da performance nos jogos e as expressões corporais denotavam um sofrimento incrível, associado a uma vontade inabalável de seguir lutando, só que uma luta interminável contra ela mesma, contra os tais “fantasmas” , como ela mesma expressou.
Tentava se animar, mas o gesto foi perdendo sentido e ficando automático. Dominada pelo descontrole das próprias emoções, seu jogo acabou perdendo a efetividade, expressada principalmente na execução do único golpe que está sobre controle do jogado: o saque. Ali na quadra com ela, aparentemente, uma overdose de estresse, ansiedade, pressão e responsabilidade.
Ufa então para essa pausa! Era necessária e urgente.
Muito já se fala na provável caída do ranking ….mas e daí? O atleta profissional convive com essa eterna gangorra dos números na própria jornada e nada enfim é tão importante quanto a saúde física e mental.
Quem sabe até os futuros desafios de voltar ao topo tragam uma nova energia e a leveza perdida. Bia ainda tem muito a conquistar e agora cabe a ela pendurar a raquete, viver o que o momento pede e ser feliz!










A Bia precisa refletir e meditar. Espero que ela decida o que fazer após essa pausa. Boa sorte Bia !
O importante é a Bia encontrar uma forma de se sentir bem… Ser feliz!!!
Se ela vai conseguir isso com uma raquete na mão ou longe do tênis… Pouco importa…
O importante é a pessoa Beatriz, nossa carismática Bia, encontrar uma forma de estar bem…
Torço muito para que seja a vez da Bia ser feliz… Pois para nos brasileiros, ela ja deu felicidades de sobra…
Penso que essa questão da saúde mental, faça parte na vida do atleta de alto rendimento, como a Naomi Osaka e Asinimova e outras, mas voltaram bem, depois de algum tempo. A única diferença, a meu ver, é a idade. Todavia, a Bia, depois da retomada da carreira pós doping, onde até jogou torneios de U$ 25 mil, dará a volta por cima, porque quem já foi top 10, não esquece de jogar, de uma hora pra outra. Tomara que essa parada lhe faça bem, faça alguns ajustes na parte técnica, e retome a carreira em grande forma física, e de cabeça focada somente no tênis, seja na simples ou na dupla.
Quase todos amamos essa grande Tenista, a Bia! Que ela retorne física e mentalmente melhor, mais serena, assertiva, vibrante, aquela Bia que tanto admiramos!!!
Novamente concordo plenamente com sua análise.
Na minha opinião já deveria ter tomado esta decisão.
Parabéns pela coragem, não deve ter sido fácil
Com certeza voltará melhor!!!!!!!!
Não só a Bia, mas tantas parando como a Svitolina, a Jabeur, e em outros anos como a Osaka e a Anisimova, só para citar algumas, é importante fazermos uma reflexão da sociedade. Nossos antepassados estavam certos em preservar as mulheres do mercado de trabalho, pois é uma jornada brutal. Tenistas ainda podem se dar ao luxo de parar como elas fizeram, mas e as mulheres mais simples que encaram jornadas de trabalho diárias pegando ônibus e não podem parar pq os boletos e impostos só aumentam. Essas sim são grandes de guerreiras, mas a sociedade mudou e mulheres não foram feitas para trabalho duro e sim gerenciar o lar e a família, uma função extremamente importante que é negligenciada hoje em dia.
Difícil encontrar comentário mais machista do que esse.
Nunca pensei em ler um comentário como esse por aqui…
Meu Deus…
Para alguém que não tem a mente aberta, te convido a fazer uma reflexão: olhe para o famoso big3 ou big4 formado por Federer, Nadal, Djokovic e Murray. Apesar de muito diferentes, o que eles tem em comum?
3 dos maiores tenistas da história, com esposas longe do ofício desgastante. Tenistas de grande sucesso e mulheres muito mais felizes que as tenistas ou executivas que estão se retirando pelo burnout.
Se você tem a mente aberta e não pauta seus comentários apenas em seus recalques, procure pela história de Mardy Fish, para enxergar que problemas de saúde mental não atinge apenas mulheres.
Caro Realista, mas nesse caso vc apontou esposas de 4 milionários (big 4)… nesses casos não teria motivo para trabalharem. Daí entra a questão financeira, acredito. Seu comentário está de acordo com algumas mulheres que tem a religião (algumas) como norte da vida, e cuidar da família se dedicando exclusivamente a ela é uma forma que elas entendem o cuidar. E é direito delas. Entretanto, não me parece exatamente o caso da Bia. Ela quer estar na ativa mas não encontrou o equilíbrio ainda. Até porque ela escreveu no comunicado de sua pausa para os fãs que ainda ama o tênis, então, que continue a jogar… É minha impressão do assunto, claro.
Tem mulheres cientistas, médicas, filósofas, enfim… quer dizer então que todas nasceram pra serem donas-de-casa e deveriam largar os seus ofícios?
Ótima decisão da Bia. Vai descansar, refletir e se voltar ao circuito, que volte com decisão firme.
Sempre, que leio um texto sobre a Bia, acontece do articulista (no caso, a Patrícia Medrado) fazer uma análise sobre as dificuldades e necessidade de parar.
Até aí tudo bem, ela precisa, a saúde mental é algo muito importante, principalmente nos dias atuais, onde o indivíduo é “bombardeado” com todo tipo de informação (e desinformação).
O problema é quando relacionamos a melhora (saúde) a volta ao “topo” do ranking, a novas conquistas, a jogar novamente em um nível sufocante.
Espero que a Bia apenas melhore.
Se o tênis não está fazendo bem, que faça outra coisa que a deixe mais feliz.
Adoro a Bia, admiro-a como jogadora e pessoa.
E concordo com você, se ela não ficar mais feliz jogando tênis, prefiro que ela faça outra coisa na vida. Já fez história e nos deu inéditas alegrias como tenista. Não deve mais nada a ninguém.
José Cláudio
Esse desejo de voltar a jogar é dela. Terminou o post sobre o afastamento dizendo que ama o tênis .
Me parece óbvio que ela planeje descansar, se reestruturar e voltar ao circuito .
Uma vez jogando, o que podemos desejar é que siga vencendo.
Olá Patrícia
Algumas coisas nos fazem mal, mesmo achando que nos faz bem, de certa forma é um “sequestro” íntimo, ficamos prisioneiro, sofrendo.
Olhando Bia e uma garrafa de água, acho que o tênis, nesse momento não faz bem a ela (dificilmente fará).
Caso a Bia fosse do meu círculo afetivo, apresentaria outro esporte, algo mais lúdico e prazeroso.
O tênis profissional está machucando.
Belo e lúcido texto
Bia ja deve ter entrado naquela vibe de que conquistou muito para uma brasileira especialmente se levarmos em consideracao se tratar de uma modalidade que ainda carece de mais patrocinio e incentivo por parte dos dirigentes locais. Afinal de contas a atleta atingiu numeros e feitos bastante expressivos e raros para uma tenista nacional. N vejo num futuro proximo la Bia ainda tendo gana para vencer os grandes torneios da temporada como os eventos Majors ou WTAs 1000 vencidos neste momento em sua maioria por gigantes da atualidade como Iga e Aryna que de fato sao tenistas mais tenazes e regulares em comparacao com a ate entao ilustre representante brazuca!!!
Já ganhou muito. Agora é cuidar da saúde, da vida. O sucesso que alcançou trouxe visibilidade, patrocinadores e pressão que a sucumbiu. Não tinha a mínima condições de continuar jogando.
Obrigado Beatriz……… Por tudo que realizou no tenis vc será eternamente nossa grande campeã
Já falei e repito, se a Bia parar hoje o nome dela já está escrito na história do tênis do Brasil, ela não precisa provar mais nada pra ninguém. Se ela se sentir animada e motivada pra seguir jogando será excelente, mas se não quiser, está no direito dela e só temos que agradece-la.