Ferrero revela preocupação com amizades e hábitos de Alcaraz

Foto: Equelite Ferrero/Instagram

Madri (Espanha) – Juan Carlos Ferrero contou que, durante os anos em que treinou Carlos Alcaraz, suas preocupações iam muito além do que acontecia dentro das quadras. O espanhol procurava orientar o antigo pupilo sobre amizades por interesse, redes sociais e hábitos fora do tênis. Também dedicava boa parte do trabalho ao controle emocional do jogador.

“Sempre existem riscos ao redor de um tenista, como más companhias e amizades perigosas. Eu e sua família o alertavam. Queria que ele percebesse quem eram seus amigos de verdade e quem se aproximava por interesse”, afirmou Ferrero em entrevista ao programa El Larguero, da rádio espanhola Cadena SER.

A vida noturna também entrava nas conversas entre os dois. “Eu dizia para tomar cuidado com o que fazia à noite, porque isso poderia afetar seu rendimento, e para descansar o suficiente. São esses pequenos detalhes que acabam diferenciando um jogador dos demais”, explicou.

Ferrero admitiu que trabalhar a parte emocional de Alcaraz foi bem mais complicado do que desenvolver seu tênis. O atual número 3 do mundo assimilava rapidamente as orientações técnicas e táticas, mas precisava aprender a lidar melhor com as próprias reações.

“Ele sempre foi um jogador muito emocional. Controlar as emoções foi o aspecto que mais precisamos trabalhar. A parte do tênis, a maneira de enfrentar diferentes partidas, era relativamente simples, porque ele era capaz de fazer qualquer coisa e se adaptava rapidamente”, comentou.

O perfeccionismo era outro ponto de atenção. “Eu sempre dizia para ele não ser tão duro consigo mesmo. Como tudo acontecia de maneira muito natural, quando algo não saía como queria, ele se castigava demais. Precisava amadurecer aos poucos para entender isso”, acrescentou.

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Na avaliação do treinador, Alcaraz conseguiu avançar nesse aspecto, embora ainda tenha algumas reações mais intensas. “Acho que ele aprendeu a lidar melhor com isso. Ainda vemos algumas explosões de vez em quando, mas acontecem cada vez menos”, avaliou o ex-número 1.

Ferrero e Alcaraz encerraram a parceria em dezembro de 2025. O treinador ainda não anunciou um novo trabalho no circuito, embora haja expectativa para seu retorno em 2027. Já o ex-pupilo conquistou neste ano seu sétimo título de Grand Slam, ao ganhar o Aberto da Austrália, e completou a coleção dos quatro principais torneios do calendário.

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José Afonso
José Afonso
10/10/2026 01:30

Sabe que o ex-pupilo é um fanfarrão, mimado e pouco perspicaz para relações humanas. Só faltou mencionar a ingratidão e o mau gosto, para completar a cartela do bingo.

M. Lima
M. Lima
11/10/2026 01:20
Responder para  José Afonso

Rapaxx, já que ele é tão fanfarrão, mimado e ruim assim, por que será que todos falam tão bem dele? Jogadores, ex-jogadores, a mídia e fãs, inclusive o próprio Ferrero kkkkk. Será que todo mundo está errado e só você está certo?

José Afonso
José Afonso
11/10/2026 11:12
Responder para  M. Lima

Exatamente isso, minha querida kkkkkkkkk

Brincadeiras à parte, eu não disse que ele é ruim. Normalmente a galera gosta de quem é fanfarrão. O lado mimado dele ele mostra só quando é contrariado, então aparece pouco, e é a única coisa que poderia incomodar os outros, dentre as que falei, hehe.

M. Lima
M. Lima
11/10/2026 17:15
Responder para  José Afonso

Mas ele não é fanfarrão kkkkk. O Carlos é brincalhão, extrovertido e gosta de se divertir, mas isso não faz dele um fanfarrão. Ele não fica se gabando, se achando superior aos outros ou tentando diminuir os adversários para se sentir melhor. Pelo contrário, costuma demonstrar muito respeito pelos rivais. Ser confiante, carismático e gostar de brincar não é a mesma coisa que ser arrogante.

E também não acho que ele seja mimado. O Carlitos é um cara extremamente simples que, apesar de todo o sucesso e dinheiro, continua muito ligado à família e às suas origens. Ele é gentil tanto quando vence quanto quando perde. Sempre que um adversário perde e deixa a quadra, ele fica de pé aplaudindo. Quando o Shapo se lesionou no último confronto entre eles, o Carlos o abraçou, disse palavras carinhosas e foi supercontido na comemoração da vitória. Depois, ainda desejou uma boa recuperação a ele no Instagram. A forma como trata os fãs e esses pequenos gestos dizem muito sobre seu caráter.

Nunca vi um tenista ou fã falar algo negativo sobre ele como pessoa. Claro que ele tem seus defeitos, afinal, é um ser humano como qualquer outro e ninguém é perfeito. Às vezes, ele fica frustrado e acaba reagindo mal, mas desconta essa frustração em si mesmo, não nos outros. Ele não fica gritando com o box, culpando a equipe, destratando árbitros, boleirinhos ou adversários só porque está irritado. Existe uma diferença enorme entre ficar frustrado consigo mesmo e descontar essa frustração nas pessoas ao redor.

O Charly é muito querido e respeitado no circuito. Ele é literalmente o Federer dessa geração kkkkk, não só pelo talento, mas também pelo carisma e pela maneira como conquista o carinho e o respeito das pessoas ❤️

Textão em dia :D

José Afonso
José Afonso
12/10/2026 03:56
Responder para  M. Lima

Sobre o fanfarrão, vou ter que dar o braço a torcer, olhei o significado exato e realmente ele não é kkk. Eu achava que era alguém adepto a farras.

Sobre ser o Federer dessa geração, aí é já demais, né? Kkkkk. Federer era não só um jogador excepcional e amado pelo público e querido pelo circuito, mas também um verdadeiro gentleman, elegância em pessoa, sequer sujava as meias quando jogava no saibro, kkk. Seu Carlitos é tudo menos elegante, kkkkkk.

M. Lima
M. Lima
12/10/2026 10:55
Responder para  José Afonso

Mesmo que “fanfarrão” significasse alguém adepto a farras, também não representaria o Carlos Kkkkk. O cara só tem 23 aninhos e passa praticamente o ano inteiro viajando pelo mundo para jogar tênis, é extremamente perfeccionista e se cobra até demais, como o próprio Ferrero já comentou. Ele está longe de ser alguém que negligencia a própria carreira. Vou te fazer uma pergunta simples: quantas vezes por ano você vê notícias sobre o Carlos em farra? Que eu me lembre, ele costuma ir a Ibiza uma vez por ano, geralmente depois de RG, seja para comemorar o título, seja para distrair a cabeça quando perde. Às vezes, também comemora as conquistas com a equipe, os familiares e os amigos, mas são coisas pontuais. E qual é o problema nisso? Os jogadores passam praticamente o ano inteiro treinando, competindo e viajando de um país para outro, sob uma pressão absurda. Eles também merecem aproveitar as próprias conquistas! Lembro de o Murray ter dito, em uma entrevista ao podcast do Andy Roddick, que se arrependia de não ter aproveitado mais os títulos, porque mal vencia um torneio e já estava viajando para o próximo. Acho importante isso de parar para saborear as vitórias, em vez de viver constantemente pensando na próxima competição.

Agora, sobre ser o Federer dessa geração, fala sério, você sabe que ele é! Kkkkk. Evidentemente, o Carlos tem a própria identidade e não precisa ser uma cópia do Roger para ser comparado a ele. Mas me diga: existe algum jogador desta geração mais talentoso, amado pelo público e querido pelo circuito do que o Carlitos? Ele tem um carisma enorme, conquista as pessoas com a personalidade e a maneira como joga e tem uma relação muito especial com o público.

E sobre ele não ser elegante, acho que estamos confundindo elegância com aparência e estilo pessoal. Ser um gentleman não significa necessariamente se vestir de maneira clássica, ter uma postura séria o tempo todo ou apresentar aquela elegância quase aristocrática do Federer. Significa ser educado, respeitoso, gentil, atencioso e saber tratar as pessoas. E o Carlos demonstra essas qualidades: respeita os adversários, trata bem os fãs, demonstra carinho e gratidão pela equipe e sabe reconhecer o mérito de quem joga melhor. Ser brincalhão, espontâneo e gostar de se divertir não faz dele menos cavalheiro.

O Federer é um gentleman à maneira dele, e o Carlos também é à maneira dele. São personalidades diferentes, com estilos diferentes, e não vejo por que isso impediria o Carlos de ser considerado um gentleman. Ele pode ser extremamente competitivo, perfeccionista e exigente consigo mesmo dentro de quadra e, ao mesmo tempo, ser descontraído, brincalhão e aproveitar a vida fora dela. Uma coisa não exclui a outra! Aliás, acho que essa espontaneidade, essa alegria e essa capacidade de não levar a si mesmo tão a sério o tempo todo são justamente parte do que torna o Carlos tão especial.

Deu até pra cansar depois desse textão kkkkkk

José Afonso
José Afonso
12/10/2026 13:07
Responder para  M. Lima

Pra minha sorte, escrever cansa mais que ler, kkkkk. Acabou que te escrevi um também na notícia do bigode, então vou tentar ser mais breve neste aqui.

Embora eu seja “hater” dele, reconheço que tem várias características positivas mesmo na personalidade (em técnica esportiva nem se fala), mas não são suficiente pra ser considerado “gentleman”, rs.

Essa palavra se reserva a quem também tem uma aparência sofisticada e muita etiqueta e moderação nos modos. Já assistiu algum filme da série “Kingsman”? O primeiro ensina muito bem o que é ser um, hahaha.

Última edição 1 dia atrás by José Afonso
M. Lima
M. Lima
12/10/2026 17:28
Responder para  José Afonso

De acordo com minhas pesquisas sobre a palavra, o Carlos se encaixa, sim, no conceito de gentleman, porque isso está muito mais relacionado à maneira como alguém se comporta e trata as pessoas do que à aparência física ou a um padrão específico de elegância. Ele demonstra respeito pelos adversários, reconhece o mérito de quem vence, sabe elogiar outros jogadores e, mesmo sendo extremamente competitivo, consegue ser simpático, carinhoso e humilde nas interações com as pessoas.

Ser um gentleman não significa necessariamente ser sério, contido ou ter modos aristocráticos o tempo inteiro. Um homem pode ser descontraído, brincalhão, espontâneo e até extravagante sem deixar de ser educado e respeitoso. E, quando se trata de eventos formais, o Carlos está sempre de terno e bem vestido, seguindo o código de vestimenta da ocasião, mas sem deixar de lado a própria personalidade e os gostos pessoais. Ou seja, ele sabe se adequar a diferentes ambientes sem precisar abrir mão de quem é.

Acho que você está confundindo a imagem tradicional de um cavalheiro com o significado da palavra em si. Elegância e etiqueta podem complementar essas qualidades, mas não são suficientes para definir alguém como gentleman. Afinal, uma aparência sofisticada e o domínio das regras de etiqueta não fazem de alguém uma pessoa gentil, assim como não ter uma aparência tradicionalmente sofisticada não significa que alguém não possa ser um cavalheiro Kkkk. No fim, o que realmente importa é a maneira como a pessoa trata os outros, e não se ela corresponde a um ideal estético específico.

E sim, já assisti aos filmes da franquia Kingsman e, inclusive, gosto bastante! :3

M. Lima
M. Lima
09/10/2026 16:35

É isso, soa exatamente como o Carlos kkkk

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