Nova York (EUA) – O goiano Luis Guto Miguel lutou bastante, mas acabou ficando com o vice-campeonato do US Open juvenil. Líder do ranking e principal cabeça de chave, o brasileiro de 17 anos foi derrotado neste sábado pelo norte-americano Marcel Latak, 41º colocado, com uma virada por 4/6, 7/5 e 7/6 (15-13), em 2h46 de confronto na decisão em Nova York. Guto chegou a salvar quatro match-points do rival e teve três a seu favor, mas não concretizou as chances.
O goiano buscava seu terceiro título de Grand Slam em 2026, depois de conquistar o torneio de simples em Roland Garros e o de duplas em Wimbledon, ao lado do esloveno Ziga Sesko. Apesar da derrota na final, Guto teve uma campanha de destaque em Nova York, tornando-se o primeiro juvenil do país a disputar duas finais de Slam na mesma temporada. O gaúcho Thomaz Koch também jogou duas decisões, mas em anos consecutivos, ficando com o vice de Paris em ambas.
No US Open, Guto foi o terceiro brasileiro a alcançar a final de simples, igualando as campanhas de Thiago Wild, campeão em 2018, e João Fonseca, vencedor em 2023. Além deles, Felipe Meligeni levantou o troféu de duplas em 2016, ao lado do canadense Juan Carlos Aguilar.
O goiano, portanto, encerra sua trajetória no juvenil com três finais de Grand Slam e dois títulos. Ele ainda está bem próximo de fechar a temporada como número 1 do mundo no ranking da ITF, podendo repetir a façanha de João Fonseca em 2023. Guto completará 18 anos em fevereiro de 2027 e deverá intensificar a transição para o circuito profissional.
Latak encerra jejum de 11 anos dos EUA
Atual número 41 do ranking, Marcel Latak conquista apenas seu segundo título, emabalado após vencer o J300 de Repentigny na semana passada. Ele tinha apenas seis anos de idade quando o último norte-americano havia sido campeão juvenil do US Open, Taylor Fritz em 2015. Além deles, apenas Jack Sock (2010) triunfou em Nova York no século 21.
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Nesse período, a Espanha também ganhou o torneio em três oportunidades, com Daniel Rincón (2021), Martín Landaluce (2022) e Rafael Jódar (2024). O Brasil está entre os países com dois títulos neste século, com Wild (2018) e Fonseca (2023), ao lado de França, Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Bulgária e República Tcheca.
Guto reage no super tie-break, mas perde decisão dramática
Guto largou melhor e rapidamente colocou Latak sob pressão. Com uma quebra já no terceiro game e outra no sétimo, abriu 5/2 e saque, ficando muito perto de levar o primeiro set. O norte-americano ainda devolveu uma das quebras e ameaçou a reação, mas o brasileiro não perdeu o controle. Com 5/4, voltou a ter a chance de fechar e desta vez não perdoou, largando na frente.
O segundo set teve uma história bem diferente. Guto até começou melhor e abriu 3/1, dando a impressão de que o título não escaparia. Latak, porém, não deixou o brasileiro disparar. Com uma sequência de três games, virou o placar e passou a controlar a parcial. Guto buscou novamente a reação em 4/4, mas o norte-americano tornou a abrir vantagem e sacou em 6/5 para empatar. O goiano ainda salvou três set-points, mas Latak aproveitou a quarta oportunidade e levou a decisão ao terceiro set.
A partida ganhou ainda mais tensão na última parcial. Latak conseguiu a quebra no quinto game e abriu 3/2, mas Guto respondeu imediatamente, recusando-se a deixar o adversário tomar a dianteira. Depois disso, os dois sustentaram seus serviços e nenhuma nova quebra apareceu. O equilíbrio levou a final ao super tie-break, deixando o título a dez pontos de distância para cada lado.
Latak começou o desempate com tudo e abriu 4/1, ampliando depois para 7/2. Quando parecia ter o título nas mãos, porém, Guto encontrou forças para uma reação impressionante. O brasileiro ganhou quatro pontos seguidos e encostou em 7/6. O norte-americano chegou a três match-points, mas Guto salvou todos e, na sequência, passou a ter suas próprias oportunidades de fechar a partida.
A reta final foi de tirar o fôlego. Guto teve três match-points, mas não conseguiu aproveitar nenhum deles, enquanto Latak seguiu resistindo. O brasileiro teve a principal oportunidade ao sacar para o jogo e ter uma bola flutuando próxima ao T, mas na hora de finalizar acabou exagerando e mandando a bola para longe.
O norte-americano então se manteve firme, chegou ao quinto match-point e, depois de uma longa troca que fez o brasileiro correr de um lado para o outro, encontrou a quadra aberta para definir o título e conquistar seu primeiro Grand Slam juvenil.












Perdeu a bola do jogo na vantagem do Tie bresk por pura empolgação juvenil, mas vale como aprendizado. Joga muito, seguimos
Vi a partida. Esse jovem goiano fez excelente jogo. Mas que discussão foi aquela no 3º set? Esses estouros desse rapaz tão ficando muito toscos.
Até quando vão ficar passando pano pros comportamentos marrentos desse jovem? Isso pode acabar com seus resultados em quadra…e atrair muita antipatia a ele no circuito.
Se continuar assim, Guto vai se formar rápido nessa escolinha Wild de péssimos hábitos.
Guto entregou tudo em quadra e fez um bom último torneio da sua boa carreira juvenil. Infelizmente o título não veio, mas sinceramente? Não faz diferença nenhuma. É agora que comeca sua carreira de verdade e, mais do que outro título juvenil, o que ele precisa é baixar a bolinha e controlar a arrogância, porque se ele chega assim no circuito profissional com esse comportamento de ficar batendo boca por qualquer motivo, vai ser massacrado nas redes sociais e é algo que atrapalha demais o desempenho dele.
Um jogaço em que o Guto ficou com o vice. Ele deve terminar o ano como n.1 e que faça um ótima transição para o profissional.
Entendo que pra carreira dele foi melhor ele ter perdido do que o título. No futuro ele entenderá
Derrota amarga!!! Mas quem não aproveita as chances que tem, fica mesmo só na amargura. Mas foi uma boa campanha, sem dúvida.
Concordo. Vai evitar a babação e o ôba-ôba, que são um tipo de criptonita. E o erro na bola flutuando próxima ao T que ele mandou para longe pode ser uma lição duradoura.
Sem dúvida. Se tivesse ganho, os erros teriam uma atenção muito menor. Agora vai trabalhar ainda mais. Vai administrar a dosagem de energia. etc
Guto tem que melhorar tudo! Començando pelo backhand, principalmente! Esta no caminho: devagar e sempre!
Pode ser difícil chegar ao nível do João Fonseca, mas ele tem potencial muito superior aos demais compatriotas.
O Guto é só porradeira. Precisa aprender a jogar o jogo
GS juvenil não quer dizer nada.
O que diz muito eh o comentário do bem sucedissimo Juca
Sua vida não deve ser fácil hein Juca?
Que o diga seu ídolo nao eh mesmo?
Tem uns caras que fazem muita questão de passar vergonha , não é mesmo ? O que será que lhes falta ?
Não vale nada ? Vamos checar os finalistas dos últimos anos pra ver se este torneio mostra ou não futuros grandes jogadores ?
Finalistas :
2024 : Jodar e Kjaer ( top 150)
2023 : Fonseca e Tien
2022: Landaluce e Bailly ( top 100 e top 300)
2021 : Rincon e Shang ( este já chegou no top 50)
2019 : Forejtek e Nava ( top 300 e ex top 80)
2018: Wild e Musetti
2017 : Wu e Geller ( um é top 100 , ex top 60 , o argentino foi pro College e não voltou )
2016: Aliassime e Kecmanovic
2015 : Fritz e Paul
Chega né . Isso mostra bem como ser finalista de um Slam como o US Open abre mais de 70% de chances de termos mais um top 100 em algum tempo !
Bora parar de falar bobagens !
Guto e a Luiza tinham o título nas mãos. Era agarrar e fechar. Eles “flertaram” com o azar. E deu o azar. Não gosto do termo “matador” mas mata logo quando tem.chances. inúmeras chances perdidas por Guto e Luiza. Jogo não perdoa em QQ esporte. A chinesa Zeng virou jogos no usopen onde perdia o set por 5×0 ou 5×1. Deu chance, vai tomar virada.
Luísa perdeu na semifinal, mesmo que passasse perderia a final para a Siniakova e a Townsend.
Desculpa foi semi. Tambem.concordo que perderia para as favoritas Siniakova/Towsend.
Parabéns, Guto Miguel.
Agora é focar na transição para o profissional.
Em 2027 será top100.
Eu sou sempre um otimista, mas não acredito nisso. Se chegar no TOP200, já será espetacular. Lembrando que o João, no ano correspondente ao 2027 para o Guto fechou o ano como 145 do mundo
Espero que Guto Miguel aprenda que não se pode perder games como perdeu, enquanto sacador. No mais, boa campanha no USOPEN. Creio que ambos, Latak e Guto, serão bons jogadores quando profissionais, chegarão a Top 10. São muito jovens, irão amadurecer.
Depois das emoções proporcionadas pela Luísa naquele, digamos, jogo, vem o Guto e desperdiça aquele penalty com match point a favor no 12/11 no match tie break. Eu preciso entender q, na minha idade, torcer pra brazuca nos match tie breaks é muito perigoso.
Doeu perder penalty. Duro que foi penalty mesmo.
Parabéns ao Guto Miguel pela campanha e vice-campeonato. Lutou e deu o seu melhor e, pra mim, isso é o mais importante. Perdeu no tie-break do terceiro set por 15/13 e isso mostra que a derrota foi nos detalhes. Obviamente que deve estar frustrado agora, mas é descansar um pouco e pensar no próximo desafio.
Que pena! 15 a 13 no tie-break do terceiro set, diz tudo esse jogo. Uma batalha!
Guto levou o talento, Latam mostrou resiliência, foco, paciência e “humildade”. Mereceu. Gostei pelo esforço do garoto. Guto não perdeu pra outro mala.