São Paulo (SP) – Foi realizado neste sábado, no Parque Villa-Lobos, o sorteio das chaves da segunda edição do SP Open. No torneio de simples, cinco brasileiras já estão garantidas na disputa e conheceram suas primeiras adversárias, enquanto outras disputam o quali e tentam aumentar a participação nacional em casa.
Uma das convidadas da organização, a juvenil Victória Barros encara a jovem sérvia Teodora Kostovic, de 19 anos e número 171 no ranking da WTA. Apesar de ser um pouco mais velha, Kostovic tem pouca experiência em torneios da elite do circuito, com participações em um WTA 500, um WTA 1000 e um Grand Slam, mas nenhuma vitória. Ela enfrentou a bielorrussa Aryna Sabalenka na primeira rodada de Wimbledon nesta temporada e ganhou apenas cinco games.
Quem passar deste duelo pode enfrentar na segunda rodada a canadense Leylah Fernandez, principal inscrita na capital paulista. Vice-campeã do US Open em 2021, a canhota de 24 anos abre campanha contra uma qualifier.
No mesmo setor está a outra representante da nova geração brasileira. Depois de vencer uma partida e chegar às oitavas de final em São Paulo no ano passado, a paulista Nauhany Silva volta a jogar em casa e desta vez encara uma rival bastante experiente, a australiana Astra Sharma, de 31 anos e ex-número 84 do mundo.
Atualmente na 924ª posição do ranking, Sharma disputou apenas cinco partidas em 2026 e não vence um jogo desde a primeira rodada do quali do US Open em 2025. Deste confronto sai a próxima adversária da francesa Leolia Jeanjean ou da espanhola Kaitlin Quevedo.
Ainda na parte superior da chave, a paulistana Laura Pigossi enfrentará a jovem tcheca Vendula Valdmannova, de 18 anos e ex-top 15 juvenil. Será apenas a segunda chave principal da carreira de Valdmannova, que em fevereiro furou o quali do WTA 250 de Ostrava, em seu país natal. Quem avançar encara a russa Anna Blikova, cabeça número 4, ou a norte-americana Carol Young Lee.
Cé, Meligeni e Badosa estão na chave inferior
Já no quadrante de baixo, a gaúcha Gabriela Cé terá uma das missões mais complicadas desta primeira fase. A experiente canhota de 33 anos terá um duelo contra a alemã Eva Lys, 98ª colocada na WTA e quinta pré-classificada da competição. A ganhadora encara a seguir a italiana Lucrezia Stefanini ou a argentina Nadia Podoroska, semifinalista de Roland Garros em 2020.
“É uma chave que, no final das contas, é legal que não tem brasileiras contra brasileiras, então a torcida vai poder comparecer em peso e torcer para a gente. Estou muito feliz de estar aqui, acho que é um primeiro jogo bem duro, mas acredito que com a força da torcida e do jeito que eu venho me preparando ultimamente, vou estar bem. Estou bem confiante e acho que pode ser um ótimo jogo para mim”, disse Cé após o sorteio.
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Completando a participação brasileira, a também paulista Carolina Meligeni Alves abrirá campanha contra a holandesa ex-top 60 Suzan Lamens, que ocupa hoje a modesta 164ª posição na WTA. Se avançar, Carol pode cruzar com a cabeça 3, a argentina Solana Sierra, ou uma qualifier.
Já na ponta de baixo está a segunda principal favorita ao título, a espanhola Paula Badosa. A ex-número 2 do mundo encara a letã Darja Semenistaja e pode enfrentar na sequência a argentina Jazmin Ortenzi ou uma tenista vinda do quali. Principal estrela do torneio, ao lado de Leylah Fernandez, Badosa não conquista um título de WTA desde Washington em 2024. Na atual temporada ela venceu o WTA 125 de Bastad e vem se recuperando no ranking após diversos problemas físicos.
As chaves principais do #SPOpen 2026 ficaram assim 🎾🆚
Temos 5 🇧🇷 disputando a chave de simples e 9 🇧🇷 na chave de duplas, com destaque para a dupla cabeça 1 da nossa Luisa Stefani 💚💛
Quais confrontos vocês mais querem ver a partir de segunda-feira? 🤔 pic.twitter.com/Q1Xd9OA21v
— SP Open (@spopenoficial) September 12, 2026













Na torcida, mas muito difícil passarem. Talvez a Naná passe, devido a situação atual da adversária.
Quem viver, verá.
Cé pegou o jogo mais difícil. Pigossi e Nauhany pegaram bons jogos e podem avançar. Victória e Carol serão zebras.
A primeira rodada acho ganhável para as brasileiras que jogarão em casa com apoio do público porém ganhar 2 jogos infelizmente se torna um grande desafio. Vamos na torcida. É uma pena que esse nível vai estar favorável pra nós somente com o crescimento das juvenis daqui a dois anos. Chegar em quartas de final ou semi final seria a glória pra QQ uma delas hoje. Se tivesse que apostar seria a Pigossi pra ir mais longe no torneio.
Naná dá para chegar nas quartas, as demais se não caírem na estreia, caem na segunda ronda.
Naná se deu melhor!!!
Sorteio relativamente bom pra Naná e Victória. Naná vai enfrentar uma tenista experiente ex-top 100, atual top 900, que jogou apenas cinco jogos em 2026 e perdeu os cinco jogos. A adversária da Victória é mais difícil, mas é alguém que ela conhece bem, sua ex parceira de duplas no juvenil, com quem ela treinava junto na França, então não alguém de um nível tão distante como seria se ela caísse contra uma cabeça de chave logo na estreia. Bora chegar na R2 e ver o que acontece. Dale meninas.
Parece bom para a Naná