Nova York (EUA) – Último representante do backhand de uma mão ainda vivo na competição, o grego Stefanos Tsitsipas se despediu do US Open na noite de domingo com uma derrota em sets diretos para o norte-americana Ben Shelton, encerrando assim uma escrita de 150 anos, já que pela nenhum tenista com backhand de uma mão chegou às semifinais nos Grand Slam.
Tsitsipas não adotou um tom de lamentação sobre a situação. “Acho que é um fato. Estou constatando o óbvio. Se você comparar com as décadas de 1950 ou 1960, verá um declínio enorme no backhand de uma mão. Dei uma olhada, na década de 1950, e acho que 97% ou 98% dos jogadores jogavam com o backhand de uma mão”, pontuou o grego.
“Agora são apenas uns 2% ou 3%. Então, a situação se inverteu completamente. Tênis sempre será tênis, independentemente de haver jogadores usando backhands de uma ou duas mãos, isso não importa muito. É só que eu acho que é um golpe clássico e tradicional e é uma pena perder um golpe como esse”, acrescentou o grego.
O que Tsitsipas lamentou é a diminuição da variedade de estilos no tênis atual. “Tenho a impressão de que antigamente havia muitas variações de estilo e essa variação se restringiu a um estilo específico hoje em dia, onde todo mundo joga mais ou menos da mesma forma. As quadras ficaram mais lentas. Todo mundo está girando em torno do mesmo jogo”, analisou.
Dificuldades impostas por Shelton
Ao comentar sobre as dificuldades que encarou contra Shelton, o grego destacou principalmente o saque do rival. “Tem muitos efeitos e slices. É difícil prever seus movimentos. Isso foi algo muito difícil de lidar hoje. A bola pode vir de qualquer lugar, com qualquer tipo de efeito”, afirmou Tsitsipas.
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“Ele é um ótimo sacador. Sabe usar a mão esquerda de forma muito inteligente. Foi difícil lidar com a maioria dos seus saques. Já joguei contra ele antes. Ele melhorou, sem dúvida. A dinâmica da partida foi bem diferente da última vez. Ele jogou melhor do que eu, então mereceu a vitória”, acrescentou o tenista de 28 anos.
Partida noturna no Arthur Ashe
Tsitsipas havia comentado alguns dias atrás que sempre sonhou em jogar uma partida noturna no Ashe e finalmente conseguiu. “É uma ótima sensação. Apesar da derrota de hoje, é algo que podemos encarar como positivo, sabe? Nem todo mundo tem a oportunidade de jogar numa quadra tão importante”, contou o atual número 53 do mundo..
“Tenho uma mentalidade de campeão e, claro, exijo mais de mim mesmo. Hoje, obviamente, é um dia triste. Eu gostaria de ter levado a partida para quatro ou cinco sets, em vez do jeito que terminou, o que é meio agridoce, porque tive algumas boas vitórias nos últimos dias, mas sinto que poderia ter terminado de uma forma melhor, mais emocionante”, acrescentou.
“Mas independentemente do resultado ou do que aconteceu lá fora, ainda estou orgulhoso e feliz por ter conseguido encontrar soluções contra jogadores de alto nível nos últimos dias e por ter conseguido sobreviver a momentos de pressão e me destacar nessas sequências específicas em certas partes do jogo”, finalizou o grego.










Exato, os dirigentes destruíram a variação no tênis de tal forma que como Tsitsipas afirmou, todos estão jogando de maneira igual. Basicamente o tênis se resume atualmente a muitas trocas de bola até um dos tenistas perceber que está numa situação melhor de conseguir um winner. Agora a criatividade não importa mais, o importante é a regularidade.