Nova York (EUA) – Maior campeão da história nos Grand Slam, o sérvio Novak Djokovic voltou a mostrar limitação física e, apesar de ter tido vantagem para tentar fechar a partida no quarto set, acabou eliminado logo na estreia do US Open 2026 diante do regular e resistente argentino Mariano Navone. O placar final foi de 7/6 (7-5), 5/7, 4/6, 6/2 e 6/1, após longas 4h36 de confronto. Em desvantagem no quinto set, chegou a chorar quando diminuiu a vantagem para 1/3.
Djokovic jamais havia perdido uma estreia em Nova York em 19 participações anteriores. Em torneios de Grand Slam, ele não perdia no jogo inicial desde 2006, ainda aos 18 anos, quando foi superado pelo norte-americano Paul Goldstein no Australian Open. Desde então, o sérvio venceu 78 estreias em sequência.
A derrota tão precoce também determinará a saída do sérvio do top 10 do ranking, algo que não acontecia desde julho de 2018, quando apareceu no 21º lugar. Ele também perde a chance de buscar o recorde de vitórias em Flushing Meadows, permanecendo três atrás das 98 de Jimmy Connors.
Navone por sua vez aguarda quem passar do duelo entre o suíço Stan Wawrinka e o italiano Matteo Berrettini. Esta é apenas o sexto Slam em que o argentino consegue superar a primeira rodada e a segunda no torneio. Sua maior campanha foi a terceira rodada de Roland Garros de 2025.
Jogo muito exigente
A profundidade e maior potência dos golpes de base do sérvio ficaram patentes nos primeiros games, quando ele abriu 3/0 e 4/1, embora evitando 0-40 neste quinto game. Não demorou para o batalhador argentino empatar tudo, com 4/4, e empurrar a decisão para o tiebreak, onde liderou o placar do começo ao fim graças a sua regularidade.
O tetracampeão manteve a postura, não fugiu dos longos ralis e, depois de desperdiçar break-points no terceiro e quinto games, enfim mostrou a qualidade de sua devolução para fazer 6/5 e empatar o jogo no game seguinte.
Ao longo do terceiro set, o teto retrátil foi fechado e isso deixou o jogo mais veloz. O sérvio se aproveitou disso, manteve pressão sobre o serviço pouco contundente do argentino e finalmente concretizou a quebra no nono game, suando para fechar em seguida, evitando o empate com um forehand espetacular na paralela.
A situação parecia sob controle quando Nole obteve nova quebra para fazer 2/1, mas passou a demonstrar fragilidade com o desgaste físico, ora parecendo vomitar, ora com espasmos musculares. Perdeu então cinco games consecutivos, já com mais quatro horas de partida, mostrando reduzida mobilidade no game final do quarto set.
O fisioterapeuta foi chamado para soltar a parte lombar, tomou comprimido e retornou, mas claramente não tinha mais condições físicas. Tentou encurtar os pontos e viu Navone rapidamente abrir 3/0. Enfim conseguiu voltar a ganhar um game e se viram lágrimas em seus olhos. O argentino, de 25 anos e atual 49º do ranking, seguiu firme e marcou a mais significativa vitória de sua carreira, cometendo menos da metade de erros (34 a 70).
Bublik e Etcheverry confirmam
Dois cabeças de chave conseguiram boas vitórias na abertura do US Open. O cazaque Alexander Bublik, 15º favorito, teve trabalho antes de superar o norte-americano JJ Wolf, por 6/4, 6/2, 3/6 e 6/1. Ele enfrentará o argentino Thiago Tirante ou o francês Adrian Mannarino.
Já o argentino Tomas Etcheverry, 27º entre os inscritos, superou com muita tranquilidade o tcheco Vit Kopriva, com parciais de 6/3 e 6/4 e 6/0. Seu adversário sairá do jogo entre o espanhol Martin Landaluce e o britânico Jacob Fearnley, interrompido pela chuva ainda no oitavo game.











É, tudo tem um fim. Até a carreira do maior da história. O cara é “só” o recordista de slams jogando contra Federer e Nadal. Ninguém da atual geração serve pra limpar a sola do tênis do Djokovic.
Infelizmente, acho que chegou a hora da aposentadoria.
Nole.
Federer teve um fim de carreira mais inteiro do que mole!
Sim.
E com menos troféus de GS;
Menos M1000;
Menos Finals;
Menor duração no topo do ranking;
cansei…
Acabou.
Agora só vai passar vergonha
Vai nada.
Djoko ê “sem vergonha”
Incrível a longevidade do Big3, Nadal se aposentou aos 38 anos (mesma idade do Djoko hoje), Federer fez seu último jogo com quase 40 anos (faltava menos de um mês). Espero que o atual Big2 (AlcaSinner) aguente tudo isso.
Não, Djoko tem 39 anos e 3 meses.
Já deu né Djokovic,vc não precisa provar mais nada,vai descansar, curtir a família
Adaptando a famosa frase do Batman do Nolan: “Ou você morre (aposenta) como um herói (campeão), ou vive (joga) o bastante para se tornar o vilão (a piada).
Djoko tem que parar já! Já!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk….apenas isso a dizer……
O veio dançou. Tecnicamente é excelente mas para jogar profissionalmente falta físico. O Nadal aconteceu a mesma coisa, lesões e físico
Sentirei muita saudade do Big3, ganharam quase tudo durante duas décadas. Adorava ver o embate entre eles e eu sempre fui torcedor do sérvio, porém jamais desdenhei do suíço e do espanhol. Nadal, o rei do saibro, Federer, o rei da grama e Djokovic, o rei da quadra dura. Eles, juntos, venceram 66 GS, 104 master 1000, 13 ATP Finals e ficaram 947 semanas como número um do ranking da ATP. Não década de 80, meu tenista favorito era o sueco Bjorn Borg e como brasileiro, também fui torcedor do Gustavo Kuerten, o nosso Guga, vencedor de três GS, todos no saibro de Paris. Agora, vamos aguardar o nosso João Fonseca para ver se ele decola, tornando-se um integrante do novo Big3, já que atualmente temos o Big2, formado pelo espanhol Carlos Alcaraz e o italiano Jannik Sinner.
Eu havia mencionado que ao colocarem o Djokovic como terceiro melhor favorito deixaria felizes os apontadores. Pena que não sou apostador. Mas vou considerar apostar nas próximas que o colocarem como favorito de algo.
Sou fã de Federer, mais o que esse cara faz pelo tênis é algo sobrenatural.
Me arrisco a falar que não terá outro nesse nível de entrega.
Obs: Ele não precisa provar mais nada para ninguém.
Se é pra acabar dessa forma melancólica, com todo jogo penando fisicamente, é melhor que se aposente.
Tenta de tudo para ter carisma. Mas sua maior marca é ser negacionista.
Acho que a maior marca foi conseguir ter sido deportado. Acho q nenhum tenista top bateu essa.
A marca invencível será a de madeiradas.
No match-point então, mais difícil ainda.
Sinônimo: anti-Djokovic = fãs do Roger Federer; Só os anti-Djokovic se lembram da deportação que o Djokovic sofreu na Austrália em janeiro/2022. De lá pra cá ele ganhou Wimbledon/2022 e AO, Roland Garros e US Open/2023, ATP Finals 2022 e 2023, Master 1000 de Roma/2022 e Masters 1000 de Cincinnati e de Paris/2023, com direito a vitórias sobre Sinner e Alcaraz nesse período. Outro detalhe: um cabeça de chave, pra perder de Jannik Sinner ou Carlos Alcaraz de 2024 pra cá teve que chegar longe nos torneios. Se ele enfrentou várias vezes os dois fenômenos da nova geração e perdeu a maioria dos jogos, foi porque chegou longe nos torneios. Aqueles que estão sempre lembrando da deportação para tentar diminuir a imagem do GOAT, é porque sentem um enorme ressentimento e enorme frustração pelo fato do Nole ter superado o seu ídolo. Os fãs do Nadal acredito que são tranquilos. Porque o Djokovic foi melhor tenista que o Nadal em termos gerais, mas nos torneios de saibro, particularmente em Roland Garros, o Nadal fica gigante perto de qualquer adversário, inclusive o Djokovic. Agora, Roger Federer, que vantagem importante e incontestável teve sobre Novak Djokovic? Nenhuma.
Hater é um bicho doido mesmo. Djokovic é o melhor de todos tempos e quem nega isso quer chamar alguém de negacionista.
Maior vencedor de todos os tempos. “Ain, não tem carisma, uhr dhur” …
Eu sou fã do Federer, mas o que o Djoko fez ontem foi uma demonstração de amor ao esporte, um cara q não se recusa a perder, que quer sempre estar no topo, 39 anos, 4 horas e 36 minutos, não precisa provar nada pra ninguém, que imagem emocionante o cara em lágrimas pq o físico não aguenta mais, um verdadeiro exemplo pra todos.
Ué, ficar numa partida até o fim é motivo para elogios? Eu pensava que era obrigação de um tenista ficar até o fim mesmo se ver que não teria chances…
Não fale asneira, estamos falando de dor física, esgotamento físico e não de capacidade técnica de ganhar ou não…já dá pra ver que vc não entende nada de nada, muito menos de tênis !!!
O parceiro ” fã do Federer”, estava onde quando Craque Suíço a 3 Semanas de fazer 40 anos , visualmente lesionado, nas Quartas de Wimbledon 2021 , não largou e tomou um Pneu de Hurcakz em sua Casa, naquela que foi sua última partida como profissional ???? . Não largou de jeito algum. Nenhum abandono em 1542 partidas em sua mais que vitoriosa carreira de 103 ATPs . Abs !
Isso porque é fã do Federer! Kkkkkk
O Djoko tbem não largou, cada caso é um caso, fica na sua Zé arruela !!!
Ele teve um problema fisico, não é o fisico que não aguenta mais. Um Djokovic cansado dava com sobra pra ganhat o jogo. Ele falou: tem alguma doença
Graças a Deus a era do maratenis vai chegando a fim. Tchau, ate nunca mais.
E tem gente que nem apareceu para comemorar, acertou na mosca. Uma pena gostaria que fosse até as oitavas. Força grande Djokovick, fez História no tenis.
Amanheci e li essa triste notícia.
Fui dormir no final do 3 set, com 2×1 no placar.
E sobre o teto, foi fechado desde o primeiro set.
Foi dormir também , caríssimo LF 2 ? rs . Que tal ficar acordado daqui pra frente nos jogos de JF ? rs. A Copa Davis já é logo ali … rsrs. Abs !
Eu tinha dito há 2 dias e teve gente querendo discutir: quem perde do Tirante na 1a rodada é capaz de perder para qualquer um. Qualquer um.
Hoje o sérvio é mais um no circuito. Saiu do top-10 para nunca mais voltar.
E olha que tinha tudo a seu favor: partida à noite, contra um saibrista, que vinha em péssima fase, mas ainda assim o sérvio simplesmente não aguentou.
Mas fiquem tranquilos, que ele já aparece como um dos favoritos para qualquer torneio nos próximos 5 anos, a despeito de não vencer um torneio de bom nível há 3 anos.