Ivanisevic coloca Djokovic acima de Federer e Nadal: “É o mais completo”

Foto: Corinne Dubreuil/ATP Tour

Zagreb (Croácia) – Goran Ivanisevic fez uma análise profunda sobre o impacto do “Big 3” para o esporte e não hesitou ao colocar Novak Djokovic acima de Roger Federer e Rafael Nadal. O croata, que trabalhou com o sérvio entre 2019 e 2024, considera seu antigo pupilo possivelmente o melhor jogador da história.

O campeão de Wimbledon de 2001 destacou o jogo completo e a força mental do dono de 24 títulos de Grand Slam. Contudo, ele fez questão de exaltar Federer e Nadal, apontando os principais atributos do suíço e do espanhol, que, assim como Nole, também lideraram o ranking.

Ivanisevic acompanhou algumas das principais conquistas da carreira de Djokovic durante os seis anos em que trabalharam juntos. Atualmente, o ex-número 2 do mundo atua com o jovem francês Arthur Fils, em parceria iniciada em fevereiro.

O croata explicou o motivo de considerar Djokovic o mais completo de todos os tempos. “Para mim, Novak é um dos maiores atletas da história e possivelmente o melhor tenista. É o mais completo e joga o melhor tênis. Parece um tubarão ou uma cobra, ele te pega e te sufoca. Não há volta”, afirmou Ivanisevic em entrevista ao site croata 24sata.hr.

Federer encanta até jogando mal

Ivanisevic também teceu muitos elogios a Federer, principalmente pela exuberância de seu estilo de jogar. Para o agora treinador, assistir ao vencedor de 20 títulos de Grand Slam era agradável mesmo quando ele não estava em um bom dia.

Já em sua reta final de carreira, Ivanisevic chegou a disputar duas partidas contra o suíço e levou a pior em ambas. O tenista da Basileia derrotou o então veterano no piso sintético de Londres em 2000 e no ano seguinte na quadra dura coberta de Milão.

O croata foi categórico ao analisar a forma como o multicampeão atuava e encontrava soluções devido ao talento. “Federer joga com uma beleza extraordinária. É um prazer vê-lo jogar até quando joga mal”, assegurou.

Nadal seria escolhido em situação extrema

Ao falar sobre Nadal, Ivanisevic valorizou a entrega do espanhol dentro de quadra. O croata foi além e afirmou que escolheria o 14 vezes campeão de Roland Garros caso precisasse confiar sua própria vida ao resultado de uma partida.

Eles também duelaram por duas vezes e o canhoto de Mallorca prevaleceu no Masters 1000 de Miami e depois no saibro do Estoril, em 2004, quando o espanhol estava iniciando a jornada como profissional.

“Nadal sempre dá tudo e é alguém em quem eu confiaria para jogar uma partida se minha vida dependesse disso”, garantiu, ao falar sobre o campeão de 22 Grand Slam.

Ivanisevic defende comportamento de Djokovic 

Além de destacar Djokovic como o tenista mais completo, o croata também defendeu a personalidade do recordista de Slam, que soma 24 títulos deste porte e segue em atividade. Ivanisevic considera que o comportamento do sérvio durante as partidas não mostra exatamente como ele é fora das quadras.

“As pessoas o julgam pelo que veem em quadra e isso é um erro. Ele é um grande brincalhão e uma pessoa que quer ajudar. Criou uma associação de tênis, fundações, ajuda todo mundo. Não há ninguém que ele não tenha auxiliado”, comentou.

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Ao contrário dos outros dois rivais, Ivanisevic se aposentou em 2004 e não encarou o atual número 5 do mundo. Ele contou que a preocupação de Djokovic com as pessoas ao seu redor chegou a incomodá-lo durante os seis anos de parceria.

“Novak tem tempo para dar conselhos a todos. Isso me irritava algumas vezes porque ele cuidava de todo mundo meia hora antes do jogo, mas ele é assim. Depois as pessoas dizem: ‘Olhem para ele, ele grita’. Sim, ele grita. É uma pessoa que diz aquilo que os outros pensam”, assegurou.

Ivanisevic concluiu sua análise destacando a força mental do sérvio. “Ele é um gênio que nem é possível compreender. Disseram para mim no começo da nossa parceria: ‘Você não pode trabalhar com ele se não entender sua loucura’. Não é fácil chegar ao topo e é ainda mais difícil permanecer lá por tanto tempo”, completou.

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Bruno
Bruno
19 horas atrás

Maior vencedor do tênis é o Djoko….os números estão aí……agora o maior jogador dá historia sem dúvidas é Roger Federer……
Ele mudou a história do tênis……
Os grandes do tênis dizem isso todos os dias……ex tenistas e atuais…..

Ma Long
Ma Long
22 horas atrás

Estranho seria se o ex-funcionário do Djokovic dissesse o contrário.

Andre Borges
Andre Borges
22 horas atrás

Mais completo = evoca o ódio interno, devolve e corre

Última edição 22 horas atrás by Andre Borges
Jair
Jair
22 horas atrás

Sempre admirei o Federer… lembro como ele começou batendo o Sampras , Agassi , Safin …Hewitt, Rodick ..e outros.. estilo único… porém ele criou dois monstros… Nadal ( bateu muito nele) e o Djoko não aceitou ficar vendo os dois duelarem e entrou no páreo.. melhor fase do tênis!! Del Potro, Wawrinka , Cilic e Murray merecem muita consideração por tirarem um GS deles. Finalizando, o Djoko é o cara mesmo, pois foi impedido de jogar alguns torneios, simplesmente pela postura ética de não tomar a vacina.. senão, com certeza já teria ganhado uns 28 GS.

Leonardo
Leonardo
22 horas atrás
Responder para  Jair

O erro do Federer, se é que podemos considerar assim, foi ter ignorado o Djokovic chegando. O grande adversario do Federer era Nadal, mas os dominios eram diferentes. Nadal no saibro, Federer em todo o resto, com Nadal ali “roubando” um GS ou outro fora do saibro de vez em quando, mas nada para assustar. O Djokovic ganhou um GS em 2008, e talvez se o Federer tivesse aberto os olhos e treinado para enfrentar Djokovic a historia seria outra. Quando em 2011 Djokovic se consolidou, era tarde para o Federer reagir, e diferente do Nadal, o dominio de Djokovic era exatamente nas quadras rapidas, maior dominio do Federer. Se o Federer tivesse se preparado melhor para esse “take over”, talvez nao tivesse ficado tanto tempo se ganhar GS entre 2012 e 17.

Jonas
Jonas
20 horas atrás
Responder para  Leonardo

A meu ver ele continuou se preparando bem, mas nem ele nem o Nadal previram o monstro que o Djokovic viraria. Lembro que, em Roland Garros 2011, o suíço entrou naquele jogo nitidamente engasgado com as três derrotas seguidas pro sérvio no começo do ano. Ele deve ter achado que aquela fase do sérvio era passageira, mas para seu azar acabou testemunhando a era mais dominante da história do tênis até 2023.

Realista
Realista
16 horas atrás
Responder para  Leonardo

O Federer não ignorou ele não. Apesar de vencer bastante o Djokovic, dava para ver potencial nele.
O erro do Federer está mais para o equipamento. O tenis sofreu bastante mudanças durante os anos do auge dele e uma raquete de cabeça 90 deixou de fazer sentido. Mas também o maior vencedor do tenis até aquele momento, é difícil considerar uma troca dado seus resultados. Mas se tivesse trocado antes, continuar liderando os slams e sendo número 1 isolado.

valdemir colleone
valdemir colleone
23 horas atrás

Na minha opinião, de fato, ele é o mais completo dos três, basta ver o nº de conquistas, mas é preciso salientar que o seu físico o ajudou em muito e isso é coisa de Deus e não tem como interferir.
Acho ele intragável, fazendo um esforço danado para ser simpático e bem quisto, mas da mesma forma que Deus lhe deu um físico privilegiado, lhe tirou esse dom. Seus esforços para ser simpático, soa sempre de maneira falsa e artificial, pelo menos para mim.

Jonas
Jonas
22 horas atrás
Responder para  valdemir colleone

Sem físico, é impossível vencer torneios e se manter no topo do esporte. O próprio Federer tinha um físico impecável; quando o corpo cedeu em 2021, sua competitividade chegou ao fim, assim como o domínio do Djokovic em 2024 e Nadal em 2023.

Mauricio
Mauricio
19 horas atrás
Responder para  valdemir colleone

A respeito da simpatia, não é isso que os tenistas mais velhos e, também, os mais jovens falam.

Racional
Racional
18 horas atrás
Responder para  Mauricio

Peganta para os boleros que atuaram nos jogos do Djoko

Mauricio
Mauricio
10 horas atrás
Responder para  Racional

Desculpe, não sabia que os boleiros também davam entrevistas. Depois me mande o link delas, por favor

Racional
Racional
18 horas atrás
Responder para  Mauricio

Pergunta

JOSE PEDRO
JOSE PEDRO
1 dia atrás

Mais slam e vantagem no mano a mano contra os dois. Pra mim o mais eficiente e o mais completo. Federer tinha o jogo mais bonito, mas não o melhor ou mais eficiente.

Jonas
Jonas
1 dia atrás

O tênis exige o máximo do físico e da mente. A trajetória do Djokovic reflete essa genialidade da qual o Ivanisevic fala: ele conquistou seu primeiro Grand Slam aos 20 anos, após já ter vencido Federer em uma final de Masters 1000 no ano anterior — um claro indicativo do que ele iria realizar no esporte. A partir dali, estabeleceu um domínio avassalador que se sustentou por mais de uma década, dos 23 aos 36 anos. Manter essa hegemonia por tanto tempo contra gerações distintas é um feito reservado apenas a gênios.

Quando Alcaraz completar 31 anos — idade do Djokovic em 2018 —, estará enfrentando o auge da geração de Fonseca e Jódar. Ao mesmo tempo, o espanhol continuará rivalizando com Sinner, o grande oponente de sua própria geração, repetindo a dinâmica que Djokovic viveu ao longo de toda a carreira contra Nadal, Murray e Del Potro. Um atleta com um jogo tão físico quanto o espanhol vai precisar se reiventar.

Realista
Realista
1 dia atrás

Um jogador completo é um jogador que sabe jogar de várias formas, tem grande repertório técnico e tático e executa todos os golpes do tenis com mestria e o Djokovic não é esse cara.
Ele joga e jogou sempre da mesma maneira, no contra-ataque, privilegiando seu fisico. Tirando seu jogo de base, tem recursos técnicos medianos como slice, voleio e smash. Entre os cinco últimos grandes tenistas que foi ele, Fedal e Alcassiner, tem o pior forehand entre esses, mas acaba se salvando com o backhand.

Joselito
Joselito
1 dia atrás
Responder para  Realista

Concordo, com um jogo medíocre foi o maior vencedor. Isso desmontra o tanto que a dupla Fedal era fraca.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
22 horas atrás
Responder para  Joselito

Pois é.
O Realista esqueceu de observar esse ponto. Ele acha que só físico ganha jogo.
Se o Incrível Hulk segurar uma raquete, vai faze-la virar pó antes mesmo da bolinha chegar a ele.

Realista
Realista
17 horas atrás
Responder para  Joselito

Em nenhum momento eu disse que ele é medíocre, apenas alguns golpes. No que ele é bom é ter um jogo de base muito bom, fruto do seu físico perfeito para o tênis em se tratando de velocidade e resistência.

CRAS
CRAS
10 horas atrás
Responder para  Realista

Realista…. Você não é um Gênio!! Lamentável!!

CRAS
CRAS
10 horas atrás
Responder para  Joselito

Joselito. Você é um Gênio!! Sensacional

Luciano Antônio
Luciano Antônio
1 dia atrás

Djokovic: a mente mais forte do tênis. De longe, o melhor neste quesito! O que eu vi esse cara sair de buracos, não está escrito nos gibis!

Flávio
Flávio
1 dia atrás

Concordo com Ivanesevic, sobre o Federer era genial demais que dava gosto de o ver jogar, por isso foi o único até hoje que me fez adquirir uma admiração devido sua elegância de jogo depois que parou acabou deixando um vazio no tênis que faz muita falta, então quem não se lembra dos duelos entre o Big 3 que além de jogos bons a mídia mundial parava para ver, ou seja, saudades dessa jornada e o que vemos hoje é Sinner x Alcaraz que é a boa rivalidade da nova safra, mas não se compara o que foi o Big 3. Agora respeito demais Nadal, Djokovic, Murray e Warinka, mas Federer era caso a parte igual é o Messi, ou seja, talento raro mesmo.

MARCELO
MARCELO
1 dia atrás

Qual foi o ponto de virada na carreira do djoko pra superar Fed e Nadal? Djokovic é o maior da história, pela quantidade de slams, mas na minha opinião o big3 está no mesmo nível de qualidade.

Realista
Realista
1 dia atrás
Responder para  MARCELO

A idade tenistica que foi o ponto da virada. Ele desabrochou em 2011, 8 anos após o Federer iniciar seu legado e 6 anos após o Nadal iniciar o dele. O mais jovem sempre terá vantagem quando são tenistas de níveis semelhantes.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 dia atrás
Responder para  Realista

Não mesmo.
Somente por sua juventude deixou escapar um US Open em 2007, depois de liderar o primeiro set e desperdiçar quando foi sacar para fechar esse set. Jogaram mais dois extremamente equilibrados.
Djokovic é tão fora de série que sua “velhice” não lhe deixa passar vergonha diante de dois fenômenos como a dupla Sinner/Alcaraz, que têm uma relação de idade para ele jamais vista dentro do top10 da história.

Realista
Realista
1 dia atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Temos que ressaltar que o Alcaraz e Sinner são inferiores ao Fedal, então não vejo nenhuma anormalidade ou algo surreal em o sérvio não passar vergonha com eles.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
22 horas atrás
Responder para  Realista

Só você não vê, finge que não sabe… como dizia o poeta.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  Realista

Auge do Nadal foi entre 2008-2014. Ainda assim, venceu 8 Grand Slams após os 30 anos atuando em altíssimo nível.

Realista
Realista
14 horas atrás
Responder para  Jonas

Negativo. O auge do Nadal começou em 2005 até 2011, tendo conseguido slam, master 1000 e virando o número 2 em 2005, que foi o ranking que ele mais ficou durante a carreira.

Jonas
Jonas
14 horas atrás
Responder para  Realista

Negativo, a maioria dos analistas sérios apontam a melhor versão do Nadal como 2010 ou 2013. Em 2005 ele ainda estava surgindo no circuito, com claras dificuldades em performar no Australian Open e US Open, o que é natural para um tenista de apenas 19 anos.

Jonas
Jonas
1 dia atrás
Responder para  MARCELO

Ele atropelou os dois em 2011 e desde então seguiu dominando. Ainda conseguiu dominar jogadores cerca de uma década mais novos que ele como Zverev, Thiem etc.

Andre Borges
Andre Borges
22 horas atrás
Responder para  MARCELO

ponto de virada da carreira dele foi o Federer e Nadal envelhecerem

Jonas
Jonas
21 horas atrás
Responder para  Andre Borges

Nadal era um idoso em 2011, tendo incríveis 24 anos e Federer 29.

Andre Borges
Andre Borges
20 horas atrás
Responder para  Jonas

Bastante diferença pra um nível de jogo q era decidido no mínimo detalhe

Jonas
Jonas
20 horas atrás
Responder para  Andre Borges

É uma questão puramente de nível de jogo. Nadal fez três finais de Slam em 2011 e perdeu todas para o mesmo cara, sendo que os dois são da mesma geração.

Já o Federer acabou superado pelos dois bem antes dos 30 anos — basta lembrar das três finais seguidas de Slam que ele perdeu pro Nadal entre 2008 e 2009. É difícil de aceitar, mas contra fatos não há argumentos.

Andre Borges
Andre Borges
16 horas atrás
Responder para  Jonas

5 anos é bastante tempo nesse nivel de exigencia e de excelencia, é difícil de aceitar mas contra fatos não ha argumentos.

Jonas
Jonas
15 horas atrás
Responder para  Andre Borges

Nadal é apenas 1 ano mais velho que Djokovic (mesma geração). Federer foi surrado a partir dos 29 anos pelo sérvio e contra fatos não há argumentos, próximo.

Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
1 dia atrás

Tá aí uma questão que sempre vai gerar um bom debate! Cada um tem um critério.

Ronildo
Ronildo
1 dia atrás

Sim, não tinha como falar diferente. Amigo e técnico.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 dia atrás
Responder para  Ronildo

Claro que tinha, mas falou a verdade.
Tio Tony, por exemplo, jamais falou de Mr. Federer como Ivanisevic falou agora.

Ronildo
Ronildo
17 horas atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Concordo que Djokovic é o maior vencedor. Embora não seja o melhor da história.

Federer eterno GOAT
Federer eterno GOAT
1 dia atrás

jamais conseguirá superar o GOAT

Jonas
Jonas
1 dia atrás

“Não é fácil chegar ao topo e é ainda mais difícil permanecer lá por tanto tempo”

Alca e Sinner devem ter essa prova dentro de alguns anos. O espanhol já começou a dar sinais.

Rafassiner
Rafassiner
1 dia atrás

Eu falo a muito tempo.
1° Djokovic
Um grande abismo

2 Nadal
3 Federermídia

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