Pegula cobra mudanças: “O calendário ficou longo demais”

Jessica Pegula (Foto: Jimmie48/WTA)

Toronto (Canadá) – Após garantir vaga nas oitavas de final do WTA 1000 de Toronto, Jessica Pegula voltou a falar sobre o calendário e a defender mudanças no circuito feminino. A norte-americana afirmou que a obrigatoriedade de disputar seis torneios WTA 500 pode estar contribuindo para o desgaste físico e mental das atletas.

A número 3 do mundo revelou que o tema vem sendo discutido pela WTA e disse que o atual formato tem aumentado a pressão para participar de um número elevado de eventos. Ela precisou disputar a final do WTA 500 de Washington apenas na segunda-feira por causa da chuva e demonstrou descontentamento, especialmente depois de amargar o vice-campeonato.

“É uma questão complexa. Faço parte do conselho que discute justamente como podemos diminuir essas obrigatoriedades. Acho que, de modo geral, as jogadoras querem competir. Os torneios buscam criar incentivos para que as melhores participem, mas nós gostamos de jogar e competir naturalmente”, afirmou.

A experiente atleta de 32 anos destacou que a ampliação dos torneios de duas semanas tornou a programação ainda mais pesada. Segundo ela, quem consegue boas campanhas nessas competições encontra dificuldades para cumprir todas as exigências da temporada.

“O que mudou é que agora temos muitos torneios de duas semanas. Quando você vai bem em um desses eventos, não apenas em um Grand Slam, fica muito mais difícil encaixar todos os WTA 500. O calendário ficou longo demais”, avaliou.

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A norte-americana destacou que a discussão tem como foco reduzir o desgaste das atletas, diminuindo o risco de lesões e o esgotamento ao longo da temporada. “Estamos analisando isso principalmente sob o aspecto da saúde das jogadoras”, explicou.

“Muitos atletas, tanto no circuito feminino quanto no masculino, reclamam que o calendário ficou longo demais. Espero que consigamos encontrar uma solução que alivie esse estresse. Acho que exigir a participação em seis WTA 500 talvez tenha sido um número alto demais”, explanou.

Bicampeã no Canadá em 2024 e 2023, Pegula chegou à 40ª vitória na temporada ao bater a uzbeque Kamilla Rakhimova por 6/4 e 6/0. Nas oitavas de final, ela enfrentará a russa Diana Shnaider, 17ª do ranking mundial. A norte-americana está invicta no confronto direto, com quatro triunfos, o mais recente na semifinal de Washington, no sábado passado.

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Andre Borges
Andre Borges
07/08/2026 10:13

A titulo de curiosidade Pegula teve 18 semanas (4,5 meses) de calendario em 2026, nessas 18 semanas jogou 48 jogos, media de 2,6 jogos por semana.

SANDRO
SANDRO
07/08/2026 09:09

Em relação ao “desgaste físico e mental de tenistas” citados por Pegula, as seguintes medidas poderiam ser tomadas:
Torneios 1000 de “Uma Semana” e não duas. Extinguir o “Segundo Serviço” e o “Let”. Para mim, quando o saque tocasse na rede, o ponto deveria ir direto para o adversário, porque o objetivo do sacador deve ser a quadra adversária e não a rede, já que a rede deve ser “local proibido” para o saque. A extinção do “Segundo Serviço” e do “Let” tornaria o esporte mais dinâmico, sem repetições enfadonhas de saques. Se o sacador resvala seu saque na rede, ele cometeu uma falta, um erro de saque; logo, o ponto deve ir para o adversário em decorrência do erro de saque. O excesso de repetição do movimento de saque no tênis é um dos grandes responsáveis também por desgaste fisico e mental dos tenistas desnecessariamente. Também adotaria o fim do “deuce”: no 40 a 40, quem fizer o ponto seguinte ganha o game; ”Tie break”: quando o set empatar em 5/5 vamos direto para o tie break a fim de que o set termine em 6/5, desta forma o vencedor do set será sempre quem ganhar 6 “games” e não 7/6. Em partidas de 5 sets nos Grand Slams, o quinto set será um Super Tie Break de 10 pontos, em vez de ser um set completo. Outros tenistas e técnicos já propuseram mudanças, inclusive a disputa do Next Gen e do UTS adotam regras diferentes justamente para evitar partidas com mais de 2 horas de duração. Inclusive concordo com Rennae Stubbs, técnica da Serena, que considera partidas com mais de 2 horas de duração é demais.. Por fim, acabar com as “obrigatoriedades” de torneios sem punição aos tenistas, deixem cada um montar seu calendário livremente!

Luciana
Luciana
07/08/2026 12:19
Responder para  SANDRO

Parei de ler no “acabar com segundo serviço”. Isso mudaria toda a dinâmica do tênis, seria um novo esporte. E sobre let, eu já acho até tocou na rede deveria valer o saque, entendo ou saindo. Agora, querer que só tenha um saque é o fim da picada, Piquè

SANDRO
SANDRO
07/08/2026 08:56

A primeira medida a se tomar é: “voltar com o Masters Mil de uma semana urgentemente, para ontem!!! E depois acabar com a palavrinha “obrigatoriedade”: tenistas devem ter direito ao seu “Livre Arbítrio ” para montar seu calendário e escolher quais torneios pode disputar sem a tal “obrigatoriedade”… Tenistas não devem ser escravos desta obrigatoriedade e muito menos sofrer punições absurdas por não jogar certos torneios!

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