Mouratoglou questiona presença de Sinner e Alcaraz nas Olimpíadas

Foto: Jimmie48/WTA

Paris (França) – Conhecido pelas críticas ao calendário do circuito, Patrick Mouratoglou afirmou que Jannik Sinner e Carlos Alcaraz podem até abrir mão dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. Segundo o treinador francês, o curto intervalo entre Wimbledon e o torneio poderia colocar a saúde dos atletas em risco.

A competição começará apenas três dias após a final do Grand Slam britânico e será disputada em quadras duras, exigindo rápida adaptação de superfície, além da longa viagem até a costa oeste dos Estados Unidos.

Mouratoglou avalia que a situação pode obrigar os principais jogadores do circuito a escolher entre representar seus países ou preservar a condição física.

“Vocês viram que o torneio de tênis dos Jogos Olímpicos de 2028 começa três dias depois da final de Wimbledon, em Los Angeles, e em quadra dura? Isso é uma loucura”, afirmou o francês em vídeo publicado nas redes sociais.

Na avaliação do treinador e promotor do UTS (Ultimate Tennis Showdown), os anos olímpicos representam um enorme desafio para os tenistas. Eles precisam disputar Roland Garros, Wimbledon e os Jogos em um intervalo de cerca de dois meses, em superfícies distintas.

“É algo extremamente difícil para os jogadores, porque entre o começo de junho e o fim de julho você tem dois Grand Slam e os Jogos Olímpicos. São três grandes torneios que exigem muito física e mentalmente”, afirmou.

Mouratoglou acredita que a preocupação com lesões poderá pesar na escolha dos grandes nomes do circuito, como Sinner e Alcaraz. Em Paris-2024, o número 1 do mundo ficou de fora alegando amigdalite, enquanto o espanhol foi medalha de prata. O ouro ficou com o sérvio Novak Djokovic, que já manifestou o desejo de competir em Los Angeles.

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Embora Mouratoglou demonstre preocupação com o calendário, ele sabe da importância de competir nos Jogos. “É claro que é perigoso, mas não sei se Alcaraz e Sinner vão decidir jogar. É uma decisão muito difícil abrir mão das Olimpíadas, porque você representa seu país e pode receber muitas críticas se decidir não jogar”, ponderou.

Entretanto, o treinador e empresário não descarta que alguns dos principais jogadores optem por ficar fora de Los Angeles para preservar a carreira. “Em algum momento, se a escolha for entre sua saúde e evitar lesões, eles podem dizer que estão fora”, comentou.

O francês também ressaltou a importância da conquista olímpica, mas acredita que ela não tenha o mesmo peso no tênis que em outros esportes. “Ter uma medalha de ouro está acima de qualquer outra conquista, mas não no tênis”, garantiu.

Os eventos de tênis dos Jogos Olímpicos de Los Angeles serão disputados no complexo de Carson, entre quarta-feira, 19 de julho, e sexta-feira, 28 de julho de 2028. A competição será ampliada para dez dias, mantendo as chaves de simples com 64 jogadores e as de duplas com 32 parcerias, além de 16 times nas mistas. Cada país poderá ter até quatro jogadores em simples, duas equipes em duplas e uma equipe em duplas mistas.

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SANDRO
SANDRO
3 dias atrás

Olimpíada não é prioridade para quem está atrás de conquistas de Grand Slams , Masters Mil, pontos no ranking e grandes premiações em dinheiro… Assim como Jannik Sinner, grandes tenistas como Jimmy Connors (Para Connors, as medalhas olímpicas não têm o mesmo peso histórico do circuito ATP e de Grand Slams), John McEnroe, Ivan Lendl, Mats Wilander (“Não vou à Olimpíada de Seul. Não vale a pena. Estou com canelite e não vou correr esse risco…” Wilander deu declarações minimizando o valor do tênis olímpico, afirmando que “uma medalha de ouro olímpica não seria como vencer um Grand Slam”. Dias depois, competiu normalmente em um torneio regular na Itália.) não focavam em Olimpíadas…

Última edição 3 dias atrás by SANDRO
Bernardo
Bernardo
3 dias atrás

Comentário sensato.

Marco Graco
Marco Graco
3 dias atrás

Ninguém liga muito pros jogos olímpicos. É bastante comum tenistas de ponta abrirem mão da competição em nome do circuito profissional.

Gabriel
Gabriel
3 dias atrás
Responder para  Marco Graco

Foi assim… Desde Nadal e Djokovic, que sempre deram a maior importância para os Jogos Olímpicos, é difícil algum tenista de ponta desdenhar das Olimpíadas, e se o faz, é duramente criticado. A folclórica história do Sampras e de muitos tenistas que recusaram os Jogos na década de 90 e começo dos anos 2000, ficou para trás.

Marco Graco
Marco Graco
3 dias atrás
Responder para  Gabriel

Sinner abriu mão dos últimos jogos olímpicos quando era líder do ranking.

Everton
Everton
3 dias atrás
Responder para  Marco Graco

Ele estava sendo investigado por doping, certo? Caso contrário, será que abriria mão?

Pedro Queixada o 9
Pedro Queixada o 9
3 dias atrás
Responder para  Marco Graco

É, mas ele tinha uma motivação muito forte que inclusive comentei aqui qual era essa motivação e meu comentario foi reprovado pela moderação

SANDRO
SANDRO
3 dias atrás
Responder para  Gabriel

Criticados por não disputar Olimpíada? Por que um tenista “Profissional” deveria participar de uma “Gincana Olímpica” e não focar no circuito profissional??? O tênis é um esporte secundário nas Olimpíadas em relação ao atletismo e às lutas que estão no programa dos Jogos desde a Grécia antiga…

SANDRO
SANDRO
3 dias atrás
Responder para  Marco Graco

Sinner abriu mão das Olimpíadas de Tokyo e Paris, dando prioridade ao circuito ATP e aos Grand Slams, da mesma forma fizeram tenistas famosos como Jimmy Connors, Mats Wilander, John McEnroe, Ivan Lendl, Ben Shelton, John Isner, entre outros…

Pedro Queixada o 9
Pedro Queixada o 9
4 dias atrás

Precisa ver se o Sinner conseguiria estar pronto pro anti dopping do comite olimpico que é bem mais rigoroso que o padrão. Na olimpiada passada ele já teve compromisso e não pôde ir

João Alberto
João Alberto
3 dias atrás
Responder para  Pedro Queixada o 9

Que comentário triste, maldoso e sem nenhum fundamento. E também totalmente falso em relação ao rigior do controle antidoping. Inveja mata. Melhor você deixar de assistir tênis. Não merece

SANDRO
SANDRO
3 dias atrás
Responder para  Pedro Queixada o 9

Fala sério! Qual é a importância de um “Ouro Olímpico” na carreira de um tenista “Profissional”??? Tenistas que conquistaram o “Ouro Olímpico” como Miloslav Mecir, Marc Rosset, Nicolás Massú, Elena Dementieva, Monica Puig, Belinda Bencic e Zheng Qinwen nunca teriam mais relevância na história do tênis que Jimmy Connors, John McEnroe, Mats Wilander, Ivan Lendl, John Isner, entre outros, que deram muito mais importância ao “Circuito Profissional do Tênis” do que ao Torneio Olímpico… Um “Ouro Olímpico” nunca terá um peso de um Masters Mil ou de um Grand Slam na carreira de um tenista profissional!!!

Pedro Queixada o 9
Pedro Queixada o 9
3 dias atrás
Responder para  SANDRO

Acho que respondeu ao comentario errado

Gabriel
Gabriel
3 dias atrás
Responder para  SANDRO

E porque Djokovic buscou tanto essa conquista? Pq a considera a maior de todas na sua carreira?

SANDRO
SANDRO
3 dias atrás
Responder para  Gabriel

É serio mesmo??? Eu, por exemplo, não acho que um “ouro olímpico” valha mais que um título de Australian Open do Ivan Lendl ou um título de Roland Garros do Mats Wilander ou um título de Wimbledon de John McEnroe ou um título do US Open do Jimmy Connors, sendo que todos esses que citei priorizaram os torneios profissionais e não quiseram disputar o “tênis olímpico”… E duvido que Djokovic seria lembrado como GOAT se em vez de ter seus 24 Grand Slams e 40 Masters Mil, só tivesse “medalhas olímpicas” , não mesmo! Tanto que tenistas que conquistaram o tal “ouro olímpico” como Miloslav Mecir, Marc Rosset, Nicolás Massú, Elena Dementieva, Monica Puig, Belinda Bencic e Zheng Qinwen, mas que não têm Grand Slams e quiçá Masters Mil, não chegam nem perto da fama de Gustavo Kuerten que tem 3 títulos de Roland Garros…

Gilvan
Gilvan
3 dias atrás
Responder para  Gabriel

Porque o Djokovic é carente e mal resolvido. Ele acha que tem que ganhando todos os títulos receberia do público o carinho e o “respeito” que ele pensa merecer. A questão é que o tênis não se resume àquilo que acontece em quadra.

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