Fritz critica Masters 1000 de duas semanas e fala sobre lesão

Taylor Fritz (Foto: Mubadala DC Open)

Washington (EUA) – Taylor Fritz voltou a criticar o formato dos Masters 1000 de duas semanas e afirmou que a ampliação dos torneios tornou a temporada mais desgastante para os principais jogadores do circuito. Em ação nesta semana no ATP 500 de Washington, o número 9 do ranking mundial disse compreender completamente as desistências de Jannik Sinner e Novak Djokovic do Masters 1000 de Montréal.

O californiano defendeu que a ATP encontre um equilíbrio entre os interesses comerciais e o bem-estar dos atletas. Fritz tem lidado com uma tendinite no joelho direito e abriu mão de praticamente toda a temporada de saibro para se preservar.

Cabeça de chave 3, ele estreia em Washington contra o belga Zizou Bergs. Antes de entrar em ação, o norte-americano não poupou críticas ao calendário. “Parece que estou jogando mais partidas. A temporada ficou mais longa para mim. A sensação é de que passamos muito tempo nesses torneios”, analisou.

“Para os principais jogadores, é muito tempo na estrada disputando dois Masters estendidos e, logo depois, o US Open”, prosseguiu. Após o Canadá, os atletas terão Cincinnati pela frente antes do último Grand Slam da temporada.

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Fritz reconheceu que a mudança trouxe ganhos financeiros para os organizadores, mas acredita que os atletas também precisam ser preservados. “No fim das contas, é um negócio. Se os torneios ganham mais dinheiro assim, faz sentido. Mas também precisamos acomodar os jogadores. Os Masters continuam tendo a mesma importância. O problema é que agora você passa muito mais tempo neles”, afirmou.

O norte-americano utilizou o próprio exemplo para mostrar como eventos muito longos podem prejudicar o físico dos tenistas. Em tratamento constante para lidar com a tendinite, ele fez uma reflexão sobre seu momento. “Se pudesse voltar no tempo, teria começado esse trabalho de recuperação desde o início de 2025. Hoje sei que esse não é um processo linear e que sentir dor nem sempre significa que a lesão está piorando. Vai levar tempo para fortalecer completamente o tendão”, explicou.

O ex-top 4, de 28 anos, também reclamou da qualidade das bolas utilizadas no circuito. Segundo ele, desde a pandemia há grande diferença entre lotes da mesma marca, o que dificulta a preparação para os torneios. “Qual é o sentido de treinar para um torneio se a bola que estou usando será completamente diferente da que vou encontrar lá?”, questionou.

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DENNIS
DENNIS
30 dias atrás

E por isso que tem gente desistindo do Canadá, duas lá mais duas em Cincinnati, folga de uma semana duas semanas USOPEN ninguém quer ficar tanto tempo fora de casa.

Verridianinha Filha
Verridianinha Filha
30 dias atrás

é só não jogar Fritzinho! ué! deixa para os outros! se tem muito jogo reclama. se tem tempo pra descansar, reclama.

Felipe
Felipe
30 dias atrás

Mais dias, mais descanso entre os jogos, qual a crise? Acho que querem mais $$ , ok justo, mas o formato muda nada.

Gabriel
Gabriel
30 dias atrás

Que esse modelo ingrato tenha vida curta e retorne ao modelo anterior, onde apenas Indian Wells e Miami dispunham de duas semanas no calendário.

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