Londres (Inglaterra) – Classificada para as quartas de final de Wimbledon pela segunda vez na carreira, Jasmine Paolini destaca sua recuperação ao longo do torneio e de toda a temporada de grama. A italiana só havia disputado uma partida no piso neste ano, sendo eliminada logo na estreia em Eastbourne, e iniciou o Grand Slam londrino sofrendo um “pneu” no primeiro set contra Robin Montgomery. Desde então, reagiu e cresceu a cada rodada da competição.
A temporada de Paolini também foi marcada por uma lesão no pé, que a obrigou a abandonar a chave de duplas em Roland Garros. Segundo a italiana, o principal desafio foi recuperar o ritmo de competição. “Cheguei aqui sem ter jogado muitas partidas”, disse a finalista de 2024. “Foi um período muito difícil, uma verdadeira montanha-russa. Passei por momentos complicados, mas continuei trabalhando com o apoio da minha equipe”.
“A cada dia estou me sentindo melhor e voltando a competir da maneira que gosto. O mais importante é permanecer positiva e aproveitar o meu tênis. Eu amo o que faço, mas preciso me divertir em quadra. Essa é a minha maior força”, complementou a experiente jogadora de 30 anos e 17ª do ranking.
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Paolini lembrou ainda da estreia complicada em Wimbledon e afirmou que aquele momento acabou servindo de impulso para a campanha. “Depois de perder o primeiro set por 6/0, pensei que dali em diante só poderia melhorar. Ponto a ponto, game a game, fui evoluindo nesta superfície. A grama é um piso estranho: às vezes você ama, às vezes odeia. Mas quando está jogando bem e se sentindo confortável, é a melhor superfície para atuar”.
Presença ilustre de Roger Federer na Quadra Central
A vitória desta segunda-feira sobre a filipina Alexandra Eala por 6/4, 4/6 e 6/3 teve um espectador ilustre na Quadra Central: Roger Federer. Ídolo declarado da italiana, o suíço acompanhou a partida do Royal Box e recebeu uma homenagem logo após o fim do jogo.
“Entrar nesta quadra é algo muito especial. A atmosfera aqui é incrível e me sinto muito privilegiada por ter essa oportunidade. Também quero agradecer ao Roger, porque ele é o meu maior ídolo”, disse Paolini ainda em quadra. Depois, revelou que precisou fazer um esforço para não se distrair durante a partida. “Eu tentava permanecer focada e não pensar que ele estava assistindo ao jogo. Vi praticamente todas as finais e torneios que ele disputou aqui, então foi muito especial jogar diante dele”.
Vitória sobre Eala e confronto com Kostyuk
A italiana também conseguiu uma revanche contra Eala, depois de ter perdido para a filipina em Dubai no início da temporada. “Alex é uma adversária dura, especialmente na grama. Foi uma batalha difícil e fico feliz por ter avançado”, comentou. “Acho que em Dubai eu não me preparei tão bem para a partida. Hoje eu estava com uma boa energia e sabia que seria um jogo difícil. Ela disputa os pontos importantes com muita personalidade. Eu sabia disso, tentei jogar o meu melhor tênis e funcionou”.
Nas quartas de final, Paolini enfrenta a ucraniana Marta Kostyuk, 13ª do ranking. “Ela está jogando um ótimo tênis neste ano, evoluiu bastante e é muito agressiva e consegue se mover muito bem em quadra. Ainda preciso assistir um pouco mais para entender como é o estilo de jogo dela na grama, mas espero poder jogar um bom tênis”.











