Londres (Inglaterra) – A italiana Jasmine Paolini fez valer a maior experiência nesta segunda-feira e acabou com a festa da filipina Alexandra Eala, algoz de Iga Swiatek, derrotando a rival em uma dura partida de 2h23 e três sets, definida com parciais de 6/4, 4/6 e 6/3.
Vice-campeã de Wimbledon em 2024, a italiana chega às quartas pela terceira vez em Grand Slam. Curiosamente, todas as vezes que passou das oitavas ela foi longe e só parou na final, algo que fez também na campanha de Roland Garros dois anos atrás.
Sua próxima adversária na grama do All England Club será a ucraniana Marta Kostyuk, que mais cedo bateu a norte-americana Ashlyn Krueger. Será a quarta vez que elas se cruzarão no circuito e Paolini leva vantagem no histórico, com dois triunfos e uma derrota até então.
Com o suíço Roger Federer na tribuna de honra, Paolini contou na entrevista em quadra que precisou se concentrar, agradecendo a presença do oito vezes campeão de Wimbledon. Além dele, o piloto italiano de F1 Andrea Kimi Antonelli também estava acompanhando a partida da compatriota.
O estilo mais paciente e de contragolpes de Eala acabou não se pegando num primeiro set em que a filipina cometeu mais erros não forçados (11) do que conseguiu bolas vencedoras (8). Além disso, o saque também não ajudou, com apenas 53% de aproveitamento.
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Do outro lado, Paolini teve um pouco mais de atitude e sacou melhor (62%) e assim largou na frente. Ela anotou uma quebra no quarto game, viu a rival devolver o break no nono, quando servia para fechar, mas se recuperou e bateu o saque de Eala novamente no décimo e último.
Eala reagiu na parcial seguinte, melhorou o desempenho com o saque, com o qual vence 63% dos pontos, e também foi mais calibrada, com 10 winners e 8 erros não forçados. Por sua vez, Paolini abusou dos erros não forçados e teve 21 só neste set.
O empate veio novamente em um set com três quebras. A filipina conseguiu pressionar mais Paolini, teve seis break-points e converteu dois, ao passo que a italiana teve quatro break-points e só aproveitou um.
No terceiro e decisivo set, as duas tenistas cuidaram melhor do saque e as chances de quebra diminuíram drasticamente. Um game oscilante de Eala no oitavo, quando encarou dois break-points, acabou sendo crucial, Paolini converteu a segunda chance e em seguida selou a vitória.












Foi um jogo brigado e a Paoline aproveitou bem, agora tá um dia complicado hoje devido a eliminação precoce da seleção que está doida ainda, mas aqui a página é do tênis e parabenizar a Paoline, fazer o que no tênis não temos representante em disputa e no futebol nós vimos ontem, então por hoje é o que nos resta.
Tudo bem que a IGA não é mais lá essas coisas, apesar do ranking, mas pra EALA é duro vencer a IGA e depois perder pruma PAOLINI da vida. Paciência.
Sim, é duro perder depois de uma grande vitória, mas a Paolini é uma baita jogadora, é impressionante o que faz, mesmo com a baixa estatura, para os padrões atuais de jogadoras. A questão é que a Paolini vinha em uma má fase grande, até Wimbledon. Mas já foi vice-campeã desse mesmo Wimbledon em 2024, então tem muito mais experiência que a Eala, na quadra de grama e no circuito, e isso faz muita diferença nos momentos importantes da partida.