Londres (Inglaterra) – Apesar do aumento de 20% no valor total da premiação de Wimbledon deste ano, os principais tenistas do circuito ampliarão seu protesto contra a distribuição dos valores arrecadados pelos Grand Slam como novos protestos, segundo informa a BBC.
Alguns jogadores limitaram as entrevistas com a imprensa antes do torneio a 15 minutos em Roland Garros, mas irão um passo além em Wimbledon. Eles não apenas limitarão o tempo oferecido no próximo fim de semana, como também planejam restringir as aparições pós-jogo a 15 minutos durante a primeira semana.
O limite de 15 minutos tem como objetivo simbolizar os 15% da receita que – em linhas gerais – os torneios do Grand Slam destinam aos prêmios em dinheiro. Alega-se que a decisão conta com o apoio da maioria dos 20 melhores jogadores do mundo.
Em Paris, a bielorrussa Aryna Sabalenka encurtou sua coletiva de imprensa pré-torneio, enquanto tenistas como Jannik Sinner e Iga Swiatek também seguiram a diretriz. Porém, Novak Djokovic, que tem se manifestado regularmente em defesa dos direitos dos jogadores, não participou da ação.
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No início deste mês, os jogadores receberam com entusiasmo o aumento de 20% em Wimbledon como um “passo genuíno e significativo em frente”. Contudo, seguem em campanha para que os torneios do Grand Slam vinculem os prêmios em dinheiro às receitas.
Em outros esportes, como o golfe, a premiação dada aos jogadores chega a 30%, sendo que nas ligas norte-americanas a fatia distribuída aos atletas é ainda maior: na NBA, os jogadores recebem 51% da receita; na MLB e na NHL 50%; e na NFL 48,5%.












Andre, esse percentual é surreal!
Pra mim não faz nenhum sentido que os jogadores ganhem 1 centavo a menos que 80% dos lucros
Ainda bem que é para você
Você não deve fazer ideia dos custos para se realizar um GS
Cada uma
Procure a definição de Lucro.
Procure a definiçao de lucro (2)
Eu não vejo a questão de maneira tão simples. Vários pontos tem que ser analisados. Primeiro: No GS só participam a elite do esporte (geralmente os 100 primeiros do ranking). Segundo: para onde vai o lucro dos GS? Fiz uma pesquisa rápida e o dinheiro vai para a federação de tênis, que são entidades sem fim lucrativos, e usam a verba para manutenção da infraestrutura esportiva, fomento da base e subsídio para eventos regionais, de modo a manter ativo o calendário do esporte durante o ano todo. Em que pese os tenistas serem as estrelas do espetáculo, eu pergunto. Vale a pena pegar 80% de todo o lucro de GS e distribuir entre aqueles que já são a elite econômica do esporte, ao invés de investir na base e em torneios menores?