Paris (França) – A russa Diana Shnaider não poupou elogios à sua algoz na partida válida pelas semifinais em Roland Garros. Depois de cair diante da sensação polonesa Maja Chwalinska, a cabeça de chave 25 destacou o potencial da adversária e disse que o estilo dela se adequa perfeitamente ao saibro.
Resignada após cair em sets diretos, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/4, Shnaider também fez um balanço positivo da campanha no Grand Slam parisiense, que a levará perto do inédito top 10 do ranking mundial.
“Estou muito orgulhosa do que conquistei nessas duas semanas. Foram muitas experiências novas e novos objetivos alcançados. Deixei tudo em quadra e saio orgulhosa da forma como lutei. Ela mereceu essa vitória e a vaga na final”, reconheceu.
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A russa foi a responsável por eliminar com virada incrível a número 1 Aryna Sabalenka nas quartas de final, ao ganhar dez games consecutivos. Porém, ela se deparou com o estilo imprevisível da também canhota Chwalinska na penúltima fase e sabe que a rival tem recursos para surpreender também na decisão.
“Maja se movimenta incrivelmente bem. Cobre a quadra inteira e lê o jogo muito de forma espetacular. Quando você acha que ganhou o ponto, ela ainda está lá. E não apenas devolve a bola, mas faz isso de uma forma muito desconfortável para a adversária”, avaliou.
Shnaider pontuou os pontos fortes da polonesa e acredita que irá longe no circuito. “Ela tem muita variedade, joga com bastante spin. O forehand gera bastante efeito e o backhand com slice deixa a bola baixa, com as curtinhas funcionando muito bem. O estilo dela combina perfeitamente com o saibro”, exaltou.
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A tenista de 22 anos acredita que a polonesa não receba a devida atenção por possuir ranking baixo e ter vindo do qualificatório. “Acho que às vezes as pessoas subestimam as jogadoras por causa disso. Um torneio pode mudar completamente uma carreira. Ela está extremamente confiante, jogando um grande tênis e vivendo um momento especial. Não importa qual seja o ranking”, disse. Chwalinska iniciou a competição na 114ª colocação e está perto do top 20.
Shnaider é compatriota e muito próxima de Mirra Andreeva, a outra finalista e favorita ao título. Antes da decisão, ela já aconselha a amiga a como lidar com o jogo da adversária. “Se ela me pedir, vou dar minha avaliação sincera da partida. Acho que será importante ser agressiva, aproveitar o saque e subir à rede”, garantiu.
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“Eu poderia ter sido mais corajosa e agressiva, especialmente subindo mais à rede. Conseguia pressionar do fundo, mas tinha dificuldade para finalizar os pontos porque ela cobre a quadra muito bem”, ponderou a russa.
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Jogo diferente da habitual pancadaria que, atualmente, até o tênis feminino tem sido. Gostei das duas! Chwalinska é um paredão que devolve tudo…