Campeão em 2015, Wawrinka cai e se despede de Roland Garros

Stan Wawrinka (Foto: Jean-Baptiste Autissier / FFT)

Paris (França) – Stan Wawrinka lutou muito em sua despedida de Roland Garros antes de cair logo na estreia do Grand Slam parisiense. Nesta segunda-feira, o suíço teve todo apoio do público, mas acabou superado pelo lucky-loser holandês Jesper de Jong, número 106 do mundo, por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 3/6, 6/3 e 6/4, em 3h04 de confronto.

Wawrinka está em sua turnê de despedida do circuito e disputou a última partida no torneio que conquistou em 2015. Aos 41 anos, o ex-número 3 do mundo ocupa no momento a 113ª colocação do ranking mundial. Após o jogo, ele foi homenageado ainda em quadra.

Na atual temporada, o veterano soma apenas sete vitórias em eventos de nível ATP em 18 jogos. Sem grandes resultados no ano, ele sequer disputou a segunda rodada do ATP 250 de Genebra na semana passada para se preservar. O suíço enfrentaria o local Arthur Fils na estreia em Paris, mas o jovem francês precisou desistir da competição por conta de uma lesão no quadril.

Esta foi a 21ª participação de Wawrinka na chave principal de Roland Garros. Além do título em 2015, conquistado sobre o sérvio Novak Djokovic, ele também foi finalista em 2017, quando perdeu para o espanhol Rafael Nadal. O suíço também ergueu as taças do Aberto da Austrália (2014) e do US Open (2016), e ainda ganhou o ouro olímpico em duplas ao lado de Roger Federer nos Jogos de Pequim, em 2008.

De Jong agora enfrenta o jovem italiano Federico Cina. Após furar o qualificatório, o tenista de apenas 19 anos derrotou no domingo o norte-americano Reilly Opelka em batalha de cinco sets, com parciais de 3/6, 6/4, 6/2, 6/7 (6-8) e 6/4, em 3h26 de confronto. O duelo é inédito pelo circuito profissional.

Wawrinka precisou lidar com outro adversário na estreia, já que a temperatura ambiente estava em torno de 33 graus. No primeiro set, o ex-top 3 sofreu uma quebra no quarto game e teve chance de se recuperar pouco depois, mas desperdiçou as duas oportunidades. Já na segunda parcial, ele pressionou bastante o rival e enfim consolidou um break-point no oitavo game para deixar tudo igual.

O holandês não se abateu e liderou o placar desde o início no terceiro set para somente administrar. Mesmo empurrado pela torcida presente à quadra Simonne Mathieu, Wawrinka perdeu o serviço no nono game. Ele lutou bastante e quase prolongou a partida, mas o oponente reverteu um break-point e fechou no primeiro match-point.

O suíço e o holandês anotaram dez aces cada, sendo que Wawrinka ganhou 71% dos pontos disputados quando colocou o primeiro serviço em quadra, diante de 78% do adversário. No entanto, o veterano cometeu 41 erros não forçados e falhou demais no momento de ameaçar o saque de De Jong, com somente duas quebras em onze oportunidades construídas.

 

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Renato dos santos Pachecocong
Renato dos santos Pachecocong
1 mês atrás

Maior backhand de uma mão da era aberta!

Carlos Alberto Alves
Carlos Alberto Alves
1 mês atrás

Sem dúvida alguma Stanimal vai deixar muitas saudades! Conseguiu se intrometer no meio do big four e beliscar 3 GS. Sem dúvida alguma tinha o BH mais poderoso de uma mão só, haja vista aquela final de RG que ganhou em cima do poderoso Djokovic que especialmente naquele ano estava varrendo o circuito, mas incrivelmente foi a esquerda do Stan que destruiu o Djokovic naquela final. O cara jogou a final da vida, e ganhou com todos os méritos. Agora é hora de parar e curtir um pouco a vida e a família. Parabéns pelo seu legado que sempre será lembrado!

Jasp Pedroso Junior
Jasp Pedroso Junior
1 mês atrás

Stan um grande campeão…3 slans, ouro olímpico e uma Copa Davis

Ricardo Cruz
Ricardo Cruz
1 mês atrás

cara, o que esse cara fez pelo tênis me lembra muito o Fábio Júnior. Uma carreira excelente.

Henrique
Henrique
1 mês atrás

A única esquerda de uma mão melhor do que a dele, era a do Guga. Hahahahahaha

Marcelo Seri
Marcelo Seri
1 mês atrás
Responder para  Henrique

Cara, bem legal essa comparação. As 2 esquerdas são absurdas. Eu também colocaria nessa lista Richard Gasquet e Gastón Gaudio.

Edu Martins
Edu Martins
1 mês atrás

Fico imaginando se no último ano do Djoko ele perder a maioria na estreia como está acontecendo com o Stan como será que vão ser os comentários. Aqui do Wawrinka estão sendo bem benevolentes, oxalá nossa Bia, por exemplo, recebesse o mesmo tratamento e consideração, embora ainda não decretou seu último ano!

Última edição 1 mês atrás by Edu Martins
Cássio
Cássio
1 mês atrás
Responder para  Edu Martins

Excelente.

Rafael Lucena
Rafael Lucena
1 mês atrás
Responder para  Edu Martins

O ser humano possui um ego absurdo, então, naturalmente, as pessoas com a cognição/consciência mais fraca, tendem a odiar tudo que lhes ofende o ego. É um instinto primitivo, nem todos tem capacidade racional pra controlá-lo. Veja se pessoas “normais”, com um emprego/renda mediano, sentem raiva de um morador de rua. Obviamente não, pois não lhes ofusca o brilho e nem oferecem “risco”.
Trazendo pro mundo do tênis, Djokovic é o topo da montanha, o jogador mais eficiente e vencedor da história até o atual momento. Quem passou a vida torcendo pros rivais do sérvio, guarda o ego ferido por ter sido superado e ter apanhado mais do que ter batido. O Stan é um cara carismático, foi um jogador com uma carreira brilhante (inclusive levou 2 slams do Djoko), mas é inofensivo em termos de conquista pros torcedores amargurados, cujos ídolos venceram 20 e 22 slams.
Chega a ser bizarro, mas ter um tenista favorito que venceu menos que o Djokovic fere o ego dessas pessoas a nível pessoal. Não a toa, veja que todas as matérias relacionadas a ele tem uma grande quantidade de comentários desconexos da realidade o criticando (essas pessoas se propõem a gastar tempo/energia pra isso).
Pode ter certeza que quando a derrocada do sérvio for aguda a ponto de só sobrar a aposentadoria, os odiadores vão aproveitar seu curto momento de êxtase. Isso só mostra o quanto o sérvio é imenso.

Profeta do Kaos
Profeta do Kaos
1 mês atrás
Responder para  Edu Martins

Ué, mas a Bia não está em turnê de despedida????

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
1 mês atrás

Parabéns Stan Wawrinka pela grande carreira. Ganhou três títulos de grand slam em época de big 3, sendo uma das finais contra Rafael Nadal e as outras duas contra Novak Djokovic. Ganhou a final do Master 1000 de Monte Carlo 2014 contra Roger Federer. O tênis agradece pelo exemplo e inspiração que deixa para as novas gerações.

Robério
Robério
1 mês atrás

Stan Wawrinka foi gigante: guerreiro incansável, dono de uma técnica refinada e de um backhand espetacular, considerado um dos mais belos da história do tênis. Em uma era dominada por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, conseguiu escrever seu nome entre os grandes do esporte com personalidade, coragem e atuações memoráveis. Sua trajetória é admirável e marcada pela superação, talento e espírito competitivo.

Lara
Lara
1 mês atrás

* sempre

Lara
Lara
1 mês atrás

Stan senpre jogou com raça, luta e muita motivação! O mais lindo backhand de uma mão que já vi! Linda carreira! Parabéns campeão!

Jair
Jair
1 mês atrás

Stan the man… um cara grande entre os grandes…. não foi pouco o que conquistou com entre, Andy, Del Potro, Nadal, Federer, Djoko e outros do seu tempo… esquerda de uma mão fenomenal! Parabéns por sus conquistas…Você é o cara!

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