Atual campeã, Gauff se sente mais forte emocionalmente

Coco Gauff (Foto: Pauline Ballet/FFT)

Paris (França) – De volta ao palco de sua segunda conquista de um Grand Slam, Coco Gauff retorna a Roland Garros sentindo-se mais preparada emocionalmente do que no ano passado. A atual campeã chega confiante depois da boa campanha no saibro de Roma, onde foi finalista, e refletiu sobre o fato de ter crescido cercada de expectativas desde os tempos de juvenil.

Gauff explicou que o amadurecimento mental vem sendo um processo constante ao longo da carreira. “Tenho uma terapeuta com quem trabalho há bastante tempo. Também escrevo muito e tento não ser negativa comigo mesma”, contou durante a coletiva de imprensa da última sexta-feira. “Muitas vezes sou perfeccionista demais e, durante as partidas, quero vencer cada ponto da maneira perfeita. O problema é que isso nem sempre acontece”.

A jovem de 22 anos admitiu que ainda lida com oscilações emocionais, mas acredita estar em situação melhor do que há um ano. “Consigo enxergar claramente onde quero chegar e queria atingir isso o mais rápido possível, mas agora tento focar mais no processo e nos altos e baixos que existem no tênis”, afirmou.

+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp

“Neste ano me sinto muito melhor do que no ano passado. Ainda cometo algumas duplas faltas, mas em Roma tive média de quatro por jogo e consigo conviver bem com isso. Além disso, sinto que sou uma jogadora melhor do que há um ano, e isso me dá muita confiança”, complementou a norte-americana, que estreia contra a compatriota Taylor Townsend.

Campeã em Paris no ano passado e finalista em 2022, Gauff acredita que toda a experiência acumulada no saibro francês ajuda nos momentos de dificuldade. “Mesmo quando não estou jogando meu melhor tênis, sei que consigo encontrar esse nível por causa da minha história aqui”, explicou. Ela também relembrou a derrota para Iga Swiatek em sua primeira final de Slam. “Eu estava muito nervosa. Honestamente, não lembro de muita coisa. Só me lembro de pensar, na cerimônia de premiação, que nunca mais queria perder uma partida daquele jeito”.

A norte-americana entende que a campanha em Roma serviu como preparação importante antes de Roland Garros. “Acho que vivi todos os cenários possíveis antes de um torneio do Grand Slam”, analisou. “Estive perdendo, estive na frente, perdi vantagens, joguei uma final, salvei match-points. Espero conseguir aprender com cada uma dessas situações e fazer melhor agora”.

Protestos contra a direção de Roland Garros

Gauff também comentou sobre a mobilização dos principais jogadores do circuito em relação às premiações dos torneios que compõem o Grand Slam. Assim como outros integrantes do top 10, ela limitou sua entrevista coletiva a 15 minutos, em um protesto simbólico relacionado ao percentual das receitas destinado aos atletas.

“Sim, sou uma das jogadoras que participa dessa ação. Não vou ficar aqui muito tempo”, brincou antes de aprofundar o assunto. “Não acho que isso vá mudar tudo imediatamente, mas mostra que muitos jogadores e jogadoras estão na mesma página e que, pela primeira vez, estamos agindo coletivamente em vez de apenas conversar”.

Ela ressaltou ainda que os atletas tentaram encontrar uma forma de protesto que não prejudicasse os jornalistas. “Era importante encontrar um equilíbrio, porque vocês não têm culpa dessa situação”, afirmou. “Por isso muitos tenistas decidiram atender a imprensa hoje, mesmo reduzindo outras obrigações com televisões e parceiros dos torneios”. Segundo Gauff, a união entre os principais nomes do circuito vem sendo construída desde o ano passado. “Entre os jogadores do top 10 não foi tão difícil nos organizarmos, porque já conversávamos sobre isso há bastante tempo”.

Subscribe
Notificar
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.