Paris (França) – Adversária de Beatriz Haddad Maia na estreia em Roland Garros, Francesca Jones tem uma trajetória impressionante no tênis por conta de sua rara condição genética. A britânica de 25 anos e 105ª do ranking nasceu com displasia ectodérmica ectrodactilia (DEE). Por isso, tem quatro dedos em cada mão e três dedos a menos nos pés, o que exigiu cirurgias frequentes ao longo dos anos, e chegou a ouvir dos médicos que não conseguiria jogar tênis.
Esta será a primeira participação de Jones na chave principal de Roland Garros. A britânica já jogou seis vezes em torneios do Grand Slam e busca uma vitória inédita. Já Bia faz sua sexta aparição no torneio parisiense e foi semifinalista em 2023. Nos dois últimos anos, foi superada ainda na estreia. A brasileira venceu os dois duelos anteriores, ambos realizados em 2021. Quem passar pode enfrentar a tcheca Marie Bouzkova, cabeça 27, ou a italiana Lucia Bronzetti, vinda do quali.
Em entrevista a TenisBrasil durante o SP Open do ano passado, Jones explicou que a condição não exigiu adaptações no estilo de jogo, mas que foi preciso fazer restrições no calendário e rotina de treinamento para se preservar fisicamente. “Eu não posso disputar a mesma quantidade de torneios que as outras jogadoras. Tento fazer um calendário mais curto. E minha rotina de treinos é bem meticulosa quanto a isso. Meu time faz o possível para me manter em forma. Não acho que sou especial por isso, apenas diferente”, explica a tenista que se mudou na infância para a Barcelona, onde teve grande parte de sua formação.
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Falando ao site da ITF, em 2021, Jones diz que as dificuldades se tornaram uma forma de motivação: “Os médicos me disseram que eu nunca poderia jogar tênis devido às desvantagens que eles achavam que eu teria. Quando fui limitada por alguém, ou houve uma tentativa de me limitar, isso só me levou a me dedicar ainda mais”, comentou.
“Obviamente, há muito mais risco de lesões. Na minha mão esquerda, acho que já fiz mais de dez cirurgias. Isso é algo que tenho que lidar de uma maneira diferente, porque tive que trabalhar muito mais no preparo físico. Meus pés funcionam de maneira diferente e isso significa que corro de maneira diferente. Meu equilíbrio passa por meus pés e dedos de uma maneira diferente”.
Jones já venceu torneio no Brasil
Outra boa lembrança que a britânica tem do Brasil é da conquista de um título no ITF W75 de Vacaria, no Rio Grande do Sul, em março do ano passado. Quando foi campeã do torneio gaúcho, em março, a tenista também visitou uma escola e falou sobre sua história no esporte. “Um dos motivos pelos quais eu comecei a jogar tênis era tentar inspirar as pessoas que não têm as melhores condições para se desenvolver. Mas a paixão que eu tenho pelo esporte é o que me ajuda a ter sucesso na vida”.












Linda história, difícil torcer contra a Jones, que ela inspire a nossa guerreira. Vamos Bia!
força Jones! que exemplo. que garra. que superação. ouvir dos médicos que não conseguiria e estar aí… realmente torcida rumo a primeira vitória. é merecedora!
Seria falta de caráter fazer qualquer tipo de comentário inadequado para ambas as jogadoras, qualquer que seja o placar. As duas são vencedoras em suas carreiras e merecem todo respeito.
Espero que o tênis Brasil faça uma moderação de comentários a altura.
Belo exemplo de superação!
Na torcida pela Jones vencer sua primeira em slam, guerreira da superação!
A Francesca Jones tá entalada com a Bia. Ela perdeu pra Bia uma final na Argentina e dessa vez ela vai a desforra.
Todos na torcida para Bia
…..não tomar mais um pneu.
Já dá até pra prever as piadas se Bia perder pra Jones. Mas brincadeiras à parte, essa é uma boa chance pra Bia tentar vencer a 1a R1 do ano. Mas não vejo muita vantagem, vai ter que lutar primeiro contra si.
Grande chance da Jones emplacar a primeira vitória dela em GS.