Sensação em Madri, Vallejo revela: “Sou fã de Djokovic e Murray”

Daniel Vallejo (Foto: Mutua Madrid Open)

Madri (Espanha) – Em sua primeira participação no Masters 1000 de Madri, o paraguaio Daniel Vallejo já está fazendo história para o seu país. Após furar o qualificatório, ele passou pela estreia e neste sábado bateu o norte-americano Learner Tien para alcançar a terceira rodada no saibro veloz da Caixa Mágica. Satisfeito, o jovem atleta celebra sua evolução.

“Foi um dia incrível, com uma batalha do fundo da quadra. As condições de Madri me favorecem, há um pouco de altitude e a bola quica mais. Sou um jogador que usa bastante o quique alto e isso me ajuda porque consigo impor o jogo de saibro. Estou me sentindo muito bem e espero continuar assim”.

Além disso, o tenista de 21 anos se declarou fã do sérvio Novak Djokovic e do britânico Andy Murray. “Sempre acompanhei muito o Andy Murray quando era mais novo, gostava do seu estilo. E agora também sou fã do Novak Djokovic por tudo o que ele faz pelos jogadores e pela forma como os trata”, comentou o tenista de Assunção.

Vallejo se tornou o segundo paraguaio a vencer uma partida de Masters 1000 e está mais próximo de repetir o compatriota Ramón Delgado, que fez oitavas de final em Montreal, na edição de 1999. “Claro que o Ramón é uma referência para mim e a todos do nosso país”, disse sobre o ex-número 52 do mundo

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Vallejo agora se prepara para aprontar outra surpresa, desta vez diante do italiano Flavio Cobolli, cabeça de chave 10. “Agora preciso me preparar bem. O Cobolli é um jogador top 15 e uma grande pessoa. Vou tentar aproveitar ao máximo e manter o mesmo tipo de jogo”, afirmou.

Sobre a campanha que o está aproximando do top 80, o paraguaio prioriza o desenvolvimento, sem deixar de comemorar os resultados. “Nunca presto atenção na premiação, porque para mim o mais importante é me desenvolver como jogador. Se fizer as coisas bem, o dinheiro vai chegar. O mais importante é aproveitar e isso é o que mais valorizo agora”, garantiu.

Paraguaio é contra mudanças no calendário sul-americano

Contrariado ao analisar eventuais alterações na temporada de saibro na América do Sul, Vallejo destacou a importância dos torneios disputados no piso batido para a formação de jovens talentos.

“Cresci assistindo grandes jogadores no saibro sul-americano. Não faz sentido que essa parte do calendário desapareça ou que seja jogada no sintético”, disparou.

“Jogadores como (Guillermo) Coria ou (David) Nalbandian se formaram ali e deram muitas alegrias para os torcedores argentinos. Tomara que tudo seja mantido, porque é uma tradição do tênis”, prosseguiu.

Animado com a campanha em Madri, o atual número 96 do ranking mundial demonstra gratidão pela boa fase. “No Paraguai, há uma empolgação enorme agora. Estou vivendo um momento muito bonito e fico feliz que as pessoas estejam animadas comigo”, celebrou.

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Mário Mendonça
Mário Mendonça
1 mês atrás

E ainda tem gente que acha que o Tien é melhor que o Fonseca!

Edu Martins
Edu Martins
1 mês atrás

Que boa surpresa, que continue evoluindo!

Jorge Luiz
Jorge Luiz
1 mês atrás

Parabéns guerreiro,sou muito fã desse paraguaio, adeus challergers

Evandro
Evandro
1 mês atrás
Responder para  Jorge Luiz

Também torço por ele e por todos os latino-americanos. Vallejo, Tabilo, João, Buse e pelo menos uns três argentinos precisam fincar o pé no top 30, max. 40 para não mais sair. Nova geração da turma que já teve Guga, Ríos, Lappenti e outros

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