Santiago (Chile) – Ainda se recuperando de uma lesão no cotovelo, o argentino Federico Coria praticamente não jogou desde agosto do ano passado, disputando apenas uma partida nesse período, a derrota na primeira rodada do ATP 250 de Buenos Aires. O argentino, ex-número 49 do mundo falou com a Clay durante o ATP 250 de Santiago e destacou a figura do sérvio Novak Djokovic.
Para o argentino de 34 anos, o sérvio pode dividir opiniões entre os torcedores, mas entre os jogadores é praticamente uma unanimidade. “Sempre que você conversar com um tenista, ele vai falar muito bem do Novak, porque quase todo mundo no tênis sabe ou já viu de perto que ele sempre lutou pelos direitos dos colegas e para que mais pessoas pudessem viver do tênis”, disse Coria.
Coria contou ter uma ótima relação com o sérvio, deu detalhes sobre o trabalho que Djokovic fez dentro da Associação de Tenistas Profissionais (PTPA) e sobre sua saída do sindicato que o 24 vezes campeão de Grand Slam criou e promoveu.
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“Eu não entendia: Djokovic estava dedicando energia e comprometimento à causa para que todos nós, jogadores, pudéssemos ter melhores condições. Ele vivia mandando mensagens no grupo do WhatsApp para marcar reuniões e criar mais interesse, ao mesmo tempo em que jogava para ser o maior tenista de todos os tempos”, disse o argentino.
Mudanças nos torneios sul-americanos
Um dos assuntos mais comentados no tênis sul-americano neste ano, a possível mudança de piso e/ou de data no calendário também foi abordada por Coria, que defendeu os torneios por aqui. “A América do Sul é extremamente importante para o esporte. Não se trata apenas de negócios imediatos; é preciso ter uma visão de longo prazo, e a região é extremamente importante para o tênis mundial”.
Ele não se opõe tanto à mudança de piso ou mesmo de data, só defende que os torneios sul-americanos não tenham tanta concorrência. “Se for mudar para quadras duras, então deveriam mudar os torneios europeus e norte-americanos para outubro. Em fevereiro, você mantém a temporada no Oriente Médio — Dubai, Doha e o novo Masters 1000 — e mantém a temporada sul-americana. Não podemos ter três temporadas”.
Coria também comentou sobre a fala do grego Stefanos Tsitsipas, que revelou nunca ter jogado na América do Sul por não receber dinheiro suficiente. “Não gosto dessa postura. Alguns podem dizer: ‘Você nunca recebeu uma oferta financeira para jogar’, mas eu diria ao Stefanos que talvez aqui ele pudesse descobrir um mundo onde encontraria algo que não se pode comprar, algo além do dinheiro: receber o carinho de pessoas de outra parte do mundo, longe de onde ele mora”.












Djoko aprendeu com politicos: prometer migalhas, enquanto ele ficaria com a maior parte do bolo.
Você deve saber mais dos bastidores do que os jogadores. Que preguiça.
Djoko sempre foi além, sempre brigou para as federações melhorarem as condições dos jogadores, ainda mais os jovens iniciantes. Quando parar vai fazer muito falta tanto pelo seu jogo, quanto pelas suas atitudes. Viva Djoko.
Óbvio que um cara irrelevante que que aproveitou as benesses que tinha no PTPA iria elogiar o chefe né? Mas apesar da djokovotização que a imprensa sofreu e da tentativa de nos vender que o picolé de chuchu sérvio é amado, todos nós sabemos que nem na Sérvia nem na PTPA ele é amado. Tanto é que se retirou dos dois.
Depoimentos de jogadores é que de fato contam, ao contrário de comentários de sofazistas movidos por idolatrias e antipatias juvenis.