Indian Wells (EUA) – Responsável pela eliminação da polonesa Iga Swiatek, bicampeã do WTA 1000 de Indian Wells, nas quartas de final deste ano, a ucraniana Elina Svitolina tem feito um grande começo de temporada, foi campeã em Auckland, vice em Dubai e fez semi no Australian Open, um desempenho que a coloca como a terceira melhor da temporada até então.
Os grandes resultados não apareceram do nada para Svitolina. “O tempo que tirei (no fim de 2025), principalmente para cuidar da minha saúde mental, fez muita diferença, porque eu estava sobrecarregada”, afirmou a ucraniana. Que aproveitou também o período para fazer ajustes em seu jogo junto com sua equipe.
“Meu treinador me traz os vídeos e o conteúdo das partidas e também trabalha com a equipe de estatísticas, que fornece o conteúdo. Então, analisamos juntos os pontos que consideramos relevantes. É importante encontrar as pequenas vantagens onde posso melhorar meu jogo”, comentou Svitolina.
“Tive tempo para trabalhar em algumas coisas: no saque, na devolução e, em geral, em tudo. Eu me dediquei ao meu jogo e trabalhei em algumas coisas táticas. Analisei algumas estatísticas em quadra, o que funcionou e o que não funcionou. Acho que foi importante para mim ver com meus próprios olhos”, acrescentou.
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A maior agressividade tem sido um fator importante, não apenas contra Iga, mas nas partidas em geral. “Estou tentando ser mais agressiva, tentando arriscar mais nos meus golpes. Não existe campeã que fique esperando os erros das adversárias”, observou a atual número 9 do mundo,
“Foi um bom dia para mim, joguei muito bem. Não diria que foi a partida perfeita, mas de certa forma, consegui me manter no jogo, lutar e encontrar uma maneira de virar o placar depois de perder o segundo set. Definitivamente estou muito satisfeita com o desempenho geral”, afirmou Svitolina sobre a vitória para cima de Swiatek
Questionada sobre os ajustes que fez no terceiro set, após perder o segundo, ela contou que tentou ser mais consistente. “No segundo set, acho que cometi alguns erros aqui e ali, não aproveitei minhas oportunidades da maneira correta. Mas tive que manter a agressividade. Não mudei algo drasticamente, tentei abrir mais a quadra e trabalhar um pouco mais com a bola”, finalizou.











Svitolina é uma tenista madura e experiente e mesmo assim está se esforçando para aprimorar seu jogo técnica e taticamente. Ontem foi premiada. O tênis exige evolução constante. Quem fica parado é atropelado.
É isso que aconteceu com a Osaka que só vive de mediocridade de fundo de quadra e saque e assim parou no tempo, a Svitolina não varia muito o jogo só que as vezes usa alguns poucos slices ou um pouco jogo de rede para quebrar paradigmas, claro se variasse mais teria mais repertório só que ela conseguiu melhorar mais a intensidade, por isso recuperou o tempo perdido.
Parabéns para a Svitolina pela grande vitória, pela consciência e pela evolução que está conseguindo no seu jogo. Ela pode ser usada como modelo e inspiração pela nossa Beatriz Haddad Maia, pois é 1 ano e 4 meses mais velha que a brasileira, é mãe e mesmo assim se motiva para buscar as evoluções necessárias.
Apenas para corrigir a minha conta, a diferença de idade entre a Elina Svitolina (12/09/1994) e Beatriz Haddad Maia (30/05/1996), é de pouco mais de 1 ano e 8 meses.
Mal voltou e já é top10! Ribakina que se cuide!