Fonseca: “Mudança de piso é essencial para o crescimento do Rio Open”

João Fonseca (Foto: Fotojump)

Felipe Priante
Especial para TenisBrasil

Rio de Janeiro (RJ) – Mesmo já em sua 12ª edição, voltou à tona a questão do piso do Rio Open. Isso porque o atual número 1 do Brasil e 33º do mundo João Fonseca foi enfático ao falar sobre o assunto. Questionado sobre as qualidades do evento, o carioca de 19 anos não poupou elogios, mas advertiu que a troca do saibro pelo piso duro é crucial para seu crescimento.

“Cara, realmente acho o torneio excepcional. Ano passado, pelo que eu vi, o Rio Open tem realmente um diferencial, tratam os jogadores de uma forma diferente e se importam. Já falei com vários jogadores, muitos gostariam de visitar o Brasil, mas é difícil, porque o circuito atualmente está predominante na quadra rápida”, disse Fonseca.

“Acho que se futuramente o torneio tiver a possibilidade de trocar de piso, seria muito benéfico. A mudança de piso é essencial para o crescimento”, acrescentou o tenista da casa, que é o cabeça de chave 3 na competição e abre sua campanha contra um tenista vindo do quali.

Fonseca também não escondeu a vontade de poder voltar a jogar em sua cidade natal em setembro, quando o Brasil receberá a Suíça pela Copa Davis. “Vai ser a minha primeira Davis no Brasil. Se tiver a oportunidade de ser aqui no Rio de Janeiro, acho que vai ser muito legal, a maioria dos principais jogadores do país estão treinando aqui no Rio”, destacou.

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“Acho que pode ser uma boa oportunidade, vai ser divertido”, completou Fonseca, que também lamentou sua ausência contra o Canadá, duas semanas atrás. “Foi difícil falar não dessa vez, porque representar o Brasil é sempre muito bom. Infelizmente não deu, mas com certeza na próxima vamos estar lá representando o Brasil e vai ser uma boa”.

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Gilvan
Gilvan
2 meses atrás

O próximo passo da ATP é acabar com o saibro e com a grama? Já coloca piso único, todos feitos com o mesmo material, todos os torneios na mesma altitude, disputados com a mesma bola. Na verdade, os tenistas nem precisam entrar em quadra. Imagina, ter que se sujeitar a esse inconveniente de jogar uma partida de tênis fora das condições ideais de temperatura e pressão.

Gabriel Potin
Gabriel Potin
2 meses atrás
Responder para  Gilvan

concordo q a temporada de saibro e de grama devem aumentar. No entanto, nesse calendario de fevereiro os torneios precisam dar sequencia na quadra rápida

João
João
2 meses atrás
Responder para  Gilvan

A questão é o momento da temporada. O Rio Open vem logo antes de Indian Wells e Miami, ou seja, quase todos os tenistas priorizam jogar na rápida mesmo. Se o torneio fosse em abril ou maio, aí sim, faria sentido ser no saibro.

Realista
Realista
1 mês atrás
Responder para  João

Eu vejo sentido o Rio ser no saibro, pois existe essa gira de saibro sul-americana em que o Rio faz parte. Só se mudasse de data para ser piso duro.

SDR
SDR
1 mês atrás
Responder para  Gilvan

Acho que não acaba, mas eu não sentiria falta da grama não. No entanto, acho que deixar do jeito que está agrada a todos, tem quem goste especialmente de cada piso.

Wanderson
Wanderson
2 meses atrás

A mudança de piso atrairia jogadores melhores isso é um fato, mas duvido que a atp compartilhe a mesma ideia.

Gabriel Potin
Gabriel Potin
2 meses atrás
Responder para  Wanderson

a atp nao deve se opor, questão é a cultura sul americana do saibro.

DENNY
DENNY
2 meses atrás

Tomara que aconteça.

SANDRO
SANDRO
2 meses atrás

Fonseca deveria falar menos e jogar mais… Desde quando ficou falando que queria ser “Número 1” seu desempenho vem caindo… Agora ele quer acabar com o saibro???

Maurício
Maurício
2 meses atrás
Responder para  SANDRO

Na entrevista pediram a opinião dele. Não a sua…
Se ele que é o segundo melhor tenista Brasileiro, na história, fora o Guga, isso com 19 anos não pode responder as perguntas, dar sua opinião, quem pode é o grande Sandro…

Última edição 2 meses atrás by Maurício
Maurício
Maurício
2 meses atrás
Responder para  SANDRO

Estranho que o tenista não pode dar sua opinião, mas aqui os especialistas podem.
Se o tenista fala que todo mundo quer ouvir está errado, se diz sua opinião, que a pergunta foi feita a ele, tmb está errado.
No mínimo incoerente, não?

Gabriel
Gabriel
2 meses atrás
Responder para  SANDRO

Ele desde sempre demonstra detestar jogar no saibro, sempre diz que RG é seu Slam menos favorito, além de sempre dar murro em ponta de faca na maneira de jogar no piso, não quer trabalhar o ponto e busca trocas curtas sempre. Ano passado foi de longe o seu pior piso (muito embora tenha ganho Buenos Aires) e na temporada oficial de saibro, praticamente não somou pontos.

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Gabriel

Dados objetivos: 2025 (João Fonseca)

39V–17D

* Hard: 22–6 (79%) – R64 no Australian Open e no US Open;
* Indoor Hard: 6–3 (campeão de Basel 500)
* Clay: 8-5 – R32 em French Open; título em Buenos Aires 250
* Grass: 3-3 – R32 em Wimbledon

Lucas Falcão
Lucas Falcão
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Ele fala que o objetivo é ser número 1 deste os 17 anos, no mínimo, e obviamente ele só cresceu

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás
Responder para  Lucas Falcão

Só cresceu de tamanho e não de mentalidade… Nunca será número 1 do mundo no tênis, não, já provou que não tem perfil psicológico/emocional para ser “Número 1”, no máximo, pode ser o “Frustrado Número 1 do Tênis”, já que vive repetindo que quer ser “Número 1 do Mundo”, mas não tem condições de cumprir…

Fernando
Fernando
1 mês atrás

Fonseca gosta de dar pancada na bola e acabar com os pontos rapidamente. No saibro, isso é difícil. Mas concordo que a gira sul-americana no saibro fica meio solta entre a Austrália e Indian Wells. O Rio Open deveria continuar no saibro, mas acontecer após Miami, antes de Monte Carlo. A temporada de saibro é, para mim, a mais interessante do circuito. É quando os jogadores são obrigados a jogar com garra, coração e técnica apurada, pois o saque não resolve. A lei do mais forte não prevalece no saibro. É preciso jogar tênis. Por isso a final de grand slam mais bonita de se ver no ano passado foi no saibro.

SDR
SDR
1 mês atrás
Responder para  Fernando

Gosto muito dos jogos no saibro.

Refaelov
Refaelov
1 mês atrás
Responder para  Fernando

A questão é que pra isso acontecer, Miami e Indian Wells teriam q topar começarem ao menos umas 2 semanas antes e, ambos os torneios ja se mostraram irredutíveis com relação as suas datas atuais..

Alguma dessas mudanças precisariam ocorrer para o torneio nao continuar sangrando(mudança da data ou de piso) mas, a ATP nunca se mostrou muito disposta a nenhuma delas e, atualmente com o apetite dos árabes por mais datas ATP, estará menos disposta ainda a colaborar com os sulamericanos..

Última edição 1 mês atrás by Refaelov
Realista
Realista
1 mês atrás
Responder para  Fernando

Vejo de outra maneira. O saibro exige muito mais parte física e pouca técnica. Técnica todos ali num top 80 tem parecida… a tecnica é mais necessária em pisos rapidos, onde há pouco tempo de reação e preparação de golpes. É nesse curto espaço de tempo, que quem tem mais tecnica se sobressai.
Se saibrista tivesse toda essa qualidade que vc afirma, os sul-americanos reinaram no circuito.

Haroldo
Haroldo
1 mês atrás
Responder para  Realista

Que o diga o Nadal, Alcaraz e Guga….sem técnica nenhuma e nunca foram número 1.

Refaelov
Refaelov
1 mês atrás

Uma outra grande mudança no calendário que pouco se cogita mas q ajudaria muito a melhorar essa distribuição de pisos seria atrasar o Australian Open em uns 2 meses.. inicia a temporada com torneios Hard nos EUA e mundo árabe(com os M100 IW, Miami e Arabia Saudita), faz aquela pequena gira asia/Oceania pre AOpen e inicia a temporada de saibro após o 1° GS do ano.. daria até pra adiantar em 1 mês os M1000 do saibro e Roland Garros e, com isso, expandir a temporada de grama também… mas, sinceramente a impressão e que, atualmente, o interesse da ATP é justamente o oposto: diminuir a variedade de pisos e de velocidade de jogo..uma pena

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Refaelov

É inverno no hemisfério norte em janeiro, então não dá para começar pelos EUA. Miami até vai… mas o resto complica.

Haroldo
Haroldo
1 mês atrás
Responder para  Fernando S P

É tem isso, esqueci das estações do ano.

Haroldo
Haroldo
1 mês atrás
Responder para  Refaelov

Boa ideia, gostei. Eu acho saibro e grama mais exigentes ao jogador. O Hard é só porrada….pontos rápidos na maioria das vezes

Horacio
Horacio
1 mês atrás

Quadro do ATP 250 de Delray Beach:
Fritz, Ruud, Cobolli, Tien, Tony Paul, Tiafoe, Vacherot. Nakashima.Todos top 30.
Melhor não comparar.

Gilvan
Gilvan
1 mês atrás
Responder para  Horacio

Convenhamos que dos 8 nomes citados, 5 são estado unidenses. Mais fácil chamar os atletas da casa, mesmo para um ATP 250.

Fernando S P
Fernando S P
1 mês atrás
Responder para  Gilvan

Sim, não dá para comparar. Aqui, teriam cinco republicano federativos se estivessem no Top 30.

SANDRO
SANDRO
1 mês atrás

Meus Torneios Prediletos são no saibro: Masters Mil de Roma, Masters Mil de Monte-Carlo e Roland Garros… E o saibro ficou mais marcado ainda no meu coração quando o ilustríssimo excelentíssimo Senhor Gustavo Kuerten desenhou aquele coração no saibro!!! Aí vem um “moleque” desses falar mal do saibro, como se o saibro fosse “descartável”, menosprezando a memória afetiva do torcedor brasileiro, cujo maior tenista nacional de todos os tempos conquistou todos os seus 3 fenomenais títulos de Grand Slam justamente no saibro!!! João Fonseca deveria lavar sua boca para desprezar o saibro desse jeito!!! Respeitem a memória do tênis brasileiro que é intrinsecamente ligada ao saibro!!! Esse moleque, João Fonseca, nunca chegará aos pés de Gustavo Kuerten, mas nunca mesmo!!!

Realista
Realista
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Mas ele não está menosprezando o saibro, vc só leu o titulo da matéria?
E o que falou não é nada inédito, muita gente já disse que por ser no saibro não atrai muitos jogadores pq pela data, precisam estar adaptado ao piso duro para jogar IW e Miami..

Gabriel
Gabriel
1 mês atrás
Responder para  SANDRO

Pois ele deve ser adepto ao legado da Maria Esther, lembre-se que os títulos dela de GS se deram na quadra de grama e nenhum no saibro.

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