Consistência de Pegula derruba Anisimova e garante semi inédita

Jessica Pegula (Foto: Jimmie48/WTA)

Melbourne (Austrália) – No duelo entre norte-americanas que fechou as quartas de final femininas do Australian Open, a sexta favorita Jessica Pegula foi mais consistente do que a compatriota Amanda Anisimova e acabou eliminando a cabeça de chave número 4 em sets diretos, com parciais de 6/2 e 7/6 (7-1), em 1h35 de embate.

Será a primeira vez de Pegula nas semifinais em Melbourne, onde foi às quartas três vezes (entre 2021 e 2023) e a segunda seguida em Grand Slam, depois de também atingir esta mesma fase no US Open do ano passado. Vice em Nova York duas temporadas atrás, ela busca sua segunda final nos quatro principais torneios do circuito.

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O próximo obstáculo no caminho de Pegula será a cazaque Elena Rybakina, que mais cedo derrotou Iga Swiatek e adiou o sonho do Grand Slam de carreira da polonesa. Será o sétimo duelo entre elas e um tira-teima, já que cada uma venceu três dos seis anteriores.

Início muito firme de Pegula

Pegula começou a partida em um nível muito mais alto que Anisimova, anotou uma quebra de zero logo no primeiro game e manteve a superioridade em todo o restante do primeiro set. Além dos 12 winners e apenas 6 erros não forçados, a número 6 do mundo também se mostrou afiada com o serviço, vencendo 75% dos pontos disputados.

Depois de perder a chance de uma nova quebra no terceiro game, Pegula voltou a pressionar o saque de Anisimova no quinto, quando a número 4 do mundo voltou a encarar um 0-40 e até salvou o primeiro break-point, mas não resistiu ao segundo. Ela até teve chance de devolver um dos breaks quando Pegula sacou para o set, mas não conseguiu concluir.

Reação de Anisimova e set mais duro

Anisimova voltou a sofrer com o saque no primeiro game do segundo set, mas desta vez se safou ao salvar três break-points. A partir de então, ela entrou mais no jogo e o equilíbrio foi a tônica nos próximos games, com vantagem para a quarta favorita, que bateu o saque de Pegula no oitavo e sacou em seguida para empatar.

Só que foi então veio uma reviravolta final. Ao mesmo tempo que Anisimova baixou a intensidade e oscilou bem mais, do outro lado Pegula se manteve firme e aproveitou as brechas dadas pela compatriota, anotou uma quebra no nono game, deixou tudo igual no décimo e então voltou a bater o saque da rival.

Quando o momento estava todo com Pegula, que vinha de vencer três games seguidos e sacava para o jogo, ela vacilou no momento crucial e permitiu Anisimova forçar o tiebreak, no qual a número 6 do mundo voltou para a linha e finalmente concretizou sua vitória, perdendo apenas um ponto no desempate.

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José Andrade
José Andrade
1 mês atrás

Show de horrores da Anisimova.
Nem sei como chegou até aqui.

Flávio
Flávio
1 mês atrás
Responder para  José Andrade

Chegou com seus méritos, o problema que a Pegula hoje é uma jogadora melhor tecnicamente e mentalmente do que a Anisimova, então ela é boa jogadora porque tem um saque bom às vezes sobe à rede, tem uma boa direita e seu backhand costuma causar estragos, mas falta a ela melhorar mentalmente e tecnicamente.

M. Lima
M. Lima
1 mês atrás

Anisimova tem o mental de uma paçoca KKKKKKK. Peguei um ranço dela por causa dessa cara de choro (pra não dizer outra coisa) que ela faz a partida inteira quando está perdendo. E ainda fica fazendo cara feia e brigando com o box, como se a culpa fosse deles.

Parabéns à Pegula, que está muito firme e mereceu a vitória. Espero que vença a Rybakina.

Flávio
Flávio
1 mês atrás
Responder para  M. Lima

Cara a Anisimova tem esses fantasmas mesmo, mas vem melhorando desde o vexame daquela final de Wimbledon, é uma boa jogadora e torço para ela evoluir mais.

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