Bublik revela que pensou em encerrar a carreira em 2025

Foto: Rolex Paris Masters

Moscou (Rússia) – Em uma temporada que começou com altos e baixos, queda no ranking e frustrações, Alexander Bublik conviveu com várias incerteza, inclusive sobre a continuidade da própria carreira. Atual número 11 do mundo, o cazaque revelou em entrevista para o site alemão Tennis Magazin que cogitou parar de jogar em 2025, antes de protagonizar uma grande volta por cima no circuito.

Bublik começou o ano como número 33 do mundo, mas demorou para engrenar e acumulou oito derrotas nos dez primeiros jogos do ano. Em março, ele já amargava a 82ª colocação e foi quando as dúvidas começaram a pairar a cabeça do jogador.

“Eu estava muito insatisfeito comigo mesmo no final do ano passado e também no início desta temporada. Cheguei a considerar encerrar minha carreira porque estava preocupado em sair do top 100. Isso teria mudado tudo. Depois de Indian Wells, fui para Las Vegas por três dias para relaxar e também para refletir. Desde então, estou em uma missão”, disse o tenista.

Em busca de melhores resultados e da retomada da carreira, ele precisou fazer mudanças em diversos aspectos, dentro e fora de quadra. “Tentei manter meu jogo variado, mas com muito mais consistência. Ajustei um pouco meu treino, o que melhorou meu forehand, principalmente no saibro. Ganhei confiança em torneios challenger e consegui passar pelas rodadas de qualificação. Também melhorei meu condicionamento físico. A troca de raquete também me ajudou muito. Para deixá-la mais leve, lixamos a lâmina até que ela chegasse a 291 gramas”, explica.

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Entre os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, Bublik disputou o Challenger de Phoenix, onde foi finalista, mas acabou perdendo o título para o carioca João Fonseca. O cazaque ainda enfrentaria algumas semanas de oscilação até voltar a levantar um troféu no Challenger de Turim, às vésperas de Roland Garros.

Foi em Paris, no entanto, que ele mostrou sinais de que havia reencontrado seu melhor tênis. No segundo Grand Slam da temporada, colecionou grandes atuações e eliminou dois cabeças de chave, o australiano Alex de Minaur na segunda rodada, e o britânico Jack Draper nas oitavas de final. Ele só foi superado nas quartas, quando acabou eliminado pelo italiano Jannik Sinner.

A partir daí, Bublik ganhou confiança e conquistou títulos em todas as superfícies: na grama de Halle em junho, no saibro de Gstaad e Kitzbuhel em julho e no piso duro de Hangzhou em setembro. Essa versatilidade surpreendeu o próprio tenista: “Eu não sabia disso. Mas isso confirma que estou no caminho certo. Meu objetivo agora é chegar ao top 10. Seria um sonho alcançar isso um dia. E agora sinto que, se eu usar meu potencial e continuar trabalhando com foco, posso realmente conseguir” avalia.

Na mesma entrevista, Bublik afirmou que um dos segredos para essa nova vem do seu entorno e dos tabuleiros de xadrez, uma de suas paixões fora das quadras. “No xadrez também é preciso pensar várias jogadas à frente. Ultimamente, também tenho jogado bastante Apex Legends, um jogo de computador que estou adorando. Mas, no geral, o que mais me beneficia é a minha fantástica rede de apoio, que sempre me ajuda”, frisou.

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