Sinner: “Joguei meu melhor tênis nos pontos importantes”

Foto: Corinne Dubreuil/ATP Tour

Turim (Itália) – Atual campeão do ATP Finals e classificado de forma antecipada para as semifinais do torneio, Jannik Sinner saiu de quadra da partida contra Alexander Zverev bastante satisfeito com o nível de tênis apresentado. Ainda sem sofrer quebras de serviço no torneio, o italiano escapou de todos os sete break-points que enfrentou contra o alemão e sente que conseguiu jogar seu melhor tênis nos momentos decisivos.

“Foi uma partida muito competitiva, muito equilibrada”, disse Sinner, após vencer por 6/4 e 6/3 em 1h37. “Saquei muito bem nos momentos importantes e tentei jogar o melhor tênis possível quando realmente importava, o que felizmente funcionou a meu favor.”

Vindo de outras duas vitórias recentes contra Zverev nas últimas semanas, na final do ATP 500 de Viena e semi do Masters 1000 de Paris, o número 2 do mundo destacou também o desafio tático diante de um dos melhores sacadores do circuito. “Nós dois mudamos um pouco taticamente, tentando bater mais rápido e mais reto na bola. Fiquei muito feliz com a forma como consegui devolver o saque dele. No grupo em que estou, com Sascha e Ben, é muito complicado para devolver os saques, então é preciso estar sempre preparado”.

+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp

O italiano explicou que a confiança no saque foi essencial para lidar com os momentos de pressão. “Ele teve chances de quebra nos dois sets, mas saquei muito bem nessas horas. É por isso que digo que o placar não mostra o quanto o jogo foi equilibrado. Foram um ou dois pontos que decidiram cada set. Se esses pontos tivessem ido para o outro lado, talvez o resultado fosse o oposto”, avaliou.

Sinner também comentou sobre a boa adaptação às quadras duras e cobertas e o conforto que sente nessas condições, com 28 vitórias seguidas. “Acho que esse tipo de quadra combina muito bem com meu estilo de jogo. Quando alguém bate forte, é difícil mudar o ritmo da bola. E isso me ajuda bastante. Ao mesmo tempo, tento variar o ritmo porque é essencial, especialmente com jogadores diferentes. Não há vento, não há sol, e você tem sempre a mesma sensação na quadra. Isso ajuda a se sentir cada vez mais confortável”.

Com a vitória, Sinner garantiu a liderança do Grupo Bjorn Borg e tornou-se o primeiro semifinalista confirmado em Turim. O italiano tenta fechar o ano como número 1 do mundo, mas depende do desempenho de Carlos Alcaraz. Caso o espanhol vença Lorenzo Musetti nesta quinta-feira, às 16h30 (de Brasília), continuará no topo do ranking até o fim da temporada.

Na sexta-feira, Alexander Zverev tentará a recuperação diante do canadense Félix Auger-Aliassime, em duelo que vale a segunda vaga do grupo nas semifinais. Sinner, já classificado, encerra a fase de grupos contra o americano Ben Shelton, que já não tem mais chances de avançar.

Subscribe
Notificar
guest
4 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários
Carlos Alberto Alves
Carlos Alberto Alves
4 meses atrás

O Sinner definitivamente é uma máquina de jogar tênis, e ontem além de não errar praticamente nada, executou algumas curtas com plena perfeição, que claramente irritaram o Zverev. A final deste Finals todos nós já sabemos qual será, porque os dois estão claramente acima de todos no circuito. Hoje não vejo ninguém para ameaçá-los. Quando os dois disputam o mesmo torneio, só uma possivel lesão mesmo, para que eles não disputem a final.

Juanico
Juanico
4 meses atrás

Jannik Sinner parece ter nascido com a bola colada na raquete. Um talento raro, daqueles que o tempo lapida mas o destino já escolheu. Dentro de quadra, o rapaz é quase imbatível: frieza, precisão, instinto de caça. Um atleta que joga como se o mundo fosse silêncio. Mas fora dela, o silêncio começa a se perder. A cada vitória, o olhar sobe um pouco mais, o gesto se enrijece, o sorriso se torna vitrine. O garoto simples dos Alpes italianos começa a escorregar na velha armadilha do sucesso: a vaidade que disfarça o medo. Está a caminho de se tornar o que mais deveria evitar — um mascaradão, convencido, acreditando que o tênis é uma extensão do próprio ego. E nesse caminho perigoso, Djokovic é o farol torto: genial, mas tomado por uma prepotência que confunde convicção com verdade.
Tomara que Sinner perceba a tempo que o jogo bonito não está só no braço, mas na alma. O campeão verdadeiro não é o que vence o adversário — é o que vence a si mesmo antes de subir na quadra.

Carver
Carver
4 meses atrás
Responder para  Juanico

Belo comentário. Mas você vê mesmo essa máscara nascendo no Sinner? Eu não consigo enxergar. Vejo um obcecado, um perfeccionista, como costumam ser os grandes. E vejo simplicidade e humildade, tudo numa nota mais seca, fria, germânica, o que dá a ele um ar meio robótico de vez em quando. Mas é um menino do bem. Sou fã do Alcaraz, mas não tem como não se encantar com esse moleque. Um gênio, que ainda está começando a escrever sua história. Sorte a nossa.

Carlos Alberto Alves
Carlos Alberto Alves
4 meses atrás
Responder para  Carver

Dois belos comentários, também não consigo enxergar o Sinner desta forma. Sou mais na linha do que você escreveu, sou super fã do Alcaraz, mas o Sinner é um cara super do bem, e que joga um tênis pra lá de consistente, não à toa deve terminar o ano ali coladinho do Alcaraz.

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.