Xangai (China) – Alexander Zverev não demonstra preocupação com o retrospecto desfavorável diante de Alexander Bublik, seu adversário nesta segunda-feira pelas oitavas de final do Masters 1000 de Xangai. O alemão perdeu três dos quatro confrontos anteriores contra o cazaque, mas considera que os resultados têm pouca importância para o próximo duelo.
“Acho que os confrontos anteriores são um pouco irrelevantes quando aconteceram há mais de três anos. Espero uma partida difícil, uma batalha dura, mas estou ansioso por esse desafio”, afirmou Zverev após superar o francês Quentin Halys por 6/4, 6/7 (8-10) e 6/3.
Bublik venceu os dois primeiros encontros, em Roterdã, em 2021, e Montpellier, em 2022. Zverev conseguiu sua única vitória em Monte Carlo, em 2023, mas voltou a perder para o cazaque na final de Halle daquele ano. Desde então, os dois não se enfrentaram.
60th win of the season 🚩
A 6-4 6-7 6-3 win sees Zverev past Halys and into the last 32!
@AlexZverev #RolexShanghaiMasters https://t.co/mJs4ZvhuXO
— Tennis TV (@TennisTV) October 11, 2026
O alemão alcançou sua 60ª vitória na temporada ao superar Halys e reconheceu a dificuldade imposta pelo francês, especialmente no saque. “Acho que, para sua altura, ele provavelmente é o melhor sacador do tênis masculino atualmente”, elogiou Zverev. O principal favorito manteve o histórico perfeito contra o rival, agora com quatro triunfos.
Zverev considerou que jogou melhor do que na estreia contra o chinês Yibing Wu, mas também encontrou um adversário mais exigente. “Acho que meu nível foi melhor. Também acho que meu adversário de hoje foi simplesmente melhor do que o do outro dia. Foram confrontos diferentes. Nós dois sacamos em um nível excepcional, com golpes muito potentes”, avaliou.
O germâmico ainda brincou com a dificuldade de enfrentar Halys nas primeiras rodadas dos torneios. “Espero vê-lo como cabeça de chave nos próximos anos, porque não quero mais enfrentá-lo na primeira ou na segunda rodada”, comentou.
Bublik, por sua vez, avançou às oitavas depois de vencer o norte-americano Brandon Nakashima por 6/7 (7-9), 6/3 e 7/6 (7-5). O cazaque chegou a machucar a mão direita ao atingir um recipiente durante um momento de irritação, mas recebeu atendimento médico e continuou na partida para marcar a virada sobre o cabeça 16.
Alemão exalta confiança após títulos de Slam
Zverev também comentou a maneira como passou a administrar a temporada. Campeão de dois Grand Slam em 2026, o alemão explicou que deixou de buscar seu melhor nível em todas as semanas e passou a concentrar esforços nos torneios mais importantes.
“Sinto que neste ano escolhi melhor os momentos em que queria atingir meu auge. Não fazia isso no começo da carreira. Queria jogar bem em todos os torneios”, explicou o tenista de 29 anos.
O atual número 2 do mundo admitiu que sofreu algumas derrotas inesperadas, mas considera que a mudança compensou. Além dos dois títulos de Grand Slam, foi vice-campeão de Wimbledon e chegou a 60 vitórias na temporada.
“Tive algumas derrotas que talvez não devesse ter sofrido, mas valeu a pena, porque conquistei dois Grand Slam, alcancei meu melhor nível nos momentos certos e ainda fui finalista de Wimbledon. Estou feliz com isso, mas acho que as 60 vitórias não contam toda a história”, avaliou Zverev.
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O alemão segue na disputa pela liderança do ranking mundial ao fim da temporada e poderá garantir matematicamente o primeiro lugar caso alcance as semifinais em Xangai. De qualquer forma, com Jannik Sinner fora de ação até a próxima temporada, o atual vice-líder será o novo número 1 de forma inédita ainda em 2026.










