WTA anuncia igualdade nas premiações dos torneios 1000 em 2027

Jessica Pegula e Coco Gauff (Foto: Jimmie48/WTA)

São Petersburgo (EUA) – Depois de uma temporada marcada por muitas discussões sobre o calendário extenso e a obrigatoriedade de disputar determinados torneios, a WTA resolveu atender parte dos pedidos das jogadoras. Nesta quinta-feira, a entidade anunciou mudanças importantes para 2027, com destaque para a igualdade de premiação em todos os WTA 1000 realizados em conjunto com os eventos masculinos.

Os torneios de Roma, Canadá (Montréal ou Toronto) e Cincinnati passarão a oferecer os mesmos valores para homens e mulheres, juntando-se a Indian Wells, Miami, Madri e Pequim, que já adotam essa medida atualmente. O modelo também é seguido nos quatro torneios do Grand Slam.

Outra mudança significativa é a redução do número de WTA 500 obrigatórios para as tenistas do top 50. Atualmente, as principais jogadoras precisam disputar seis torneios da categoria durante a temporada, além dos compromissos previstos nos WTA 1000.

A partir do próximo ano, esse número cairá para quatro, dando maior liberdade para que cada atleta organize o próprio calendário e tenha períodos mais longos de descanso. Além disso, as tenistas jogadoras poderão substituir no ranking um resultado elegível de WTA 1000 por uma campanha melhor obtida em um WTA 500 ou 250. As alterações serão testadas durante a próxima temporada.

As queixas se acumularam ao longo do ano. Além do calendário extenso, algumas das principais jogadoras do circuito criticaram as regras que limitam a escolha dos torneios e diminuem os períodos de descanso e recuperação física.

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As alterações foram discutidas pelo Conselho de Arquitetura do Circuito, grupo que reúne representantes das jogadoras, dos torneios e da própria WTA. A norte-americana Jessica Pegula, atual número 3 do mundo, destacou a importância de dar maior autonomia às atletas. Ela se mantém como uma vozes mais ativas sobre a necessidade de mudanças no circuito.

“Como jogadoras, estamos viajando durante a maior parte do ano, então ter mais flexibilidade em nossos calendários e compromissos faz uma diferença real. As mudanças de 2027 nos dão mais capacidade de construir nossas temporadas em torno dos nossos próprios objetivos, competitivos e pessoais”, afirmou a experiente tenista de 32 anos.

Valerie Camillo, presidente da WTA, também admitiu que as reclamações das atletas tiveram peso na decisão. “Ouvimos o retorno das jogadoras sobre as exigências do calendário e respondemos com uma redução significativa nos compromissos”, declarou.

O calendário terá 55 torneios em 26 países e territórios. A cidade de São Paulo receberá a terceira edição do SP Open entre os dias 13 e 19 de setembro, no Parque Villa Lobos. Entre as novidades está um WTA 250 em Manila, nas Filipinas, enquanto o WTA Finals será disputado pela primeira vez em Charlotte, nos Estados Unidos, em acordo anunciado em meados de setembro.

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