Paris (França) – Os erros não forçados em excesso impediram Victória Barros de ter uma atuação consistente e com isso ela parou nas semifinais juvenis de Roland Garros. A potiguar de 16 anos, terceira cabeça de chave, foi derrotada pela chinesa Xinran Sun, segunda principal inscrita e um ano mais nova, com parciais de 6/2 e 6/3, em 73 minutos.
Victória se tornou a primeira juvenil do país a chegar na penúltima rodada de Roland Garros em quase 40 anos. A última a conseguir este feito havia sido a paulista Andrea Vieira, a Dadá, semifinalista em 1987. Um ano antes, em 1986, a paranaense Gisele Miró chegou às quartas, mesmo resultado obtido pela gaúcha Niege Dias, em 1984.
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A brasileira demorou para se estabilizar no começo da partida, mostrando alguma tensão, e viu a chinesa abrir rapidamente 4/0. Só então Victoria ficou mais firme na devolução, obteve uma quebra e confirmou o serviço, mas os erros continuaram. Terminou o set com 21 falhas não forçadas diante de apenas nove da adversária.
Buscando maiores variações, a potiguar reagiu bem no começo do segundo set e abriu 2/0, antes de Sun retomar a qualidade do jogo de base e virar para 3/2. Victoria então sacou bem para empatar, mas daí em diante a chinesa aprofundou a bola, trocou bem as direções e usou curtinhas bem aplicadas para ganhar os três games seguintes. Barros terminou a partida com o dobro de erros (36 a 18) e apenas um winner a mais (17 a 16).
Sua adversária na final será a russa Alisa Oktiabreva, de 17 anos e já 309º do ranking profissional, que virou em cima da tcheca Jana Kovackova, por 5/7, 6/4 e 6/3.
Logo em seguida, Guto Miguel e Leo Storck decidirão entre si quem irá à final masculina. A única juvenil a fazer final entre as meninas foi Beatriz Haddad Maia, porém na chave de duplas, em que obteve dois vice-campeonatos seguidos, em 2012 e 2013. Mesmo entre os rapares, o tênis brasileiro ainda não conseguiu ser campeão de simples, com vices de Edison Mandarino (1959), Thomaz Koch (62 e 63) e Luís Felipe Tavares (67). Títulos vieram apenas nas duplas: Gustavo Kuerten, em 1994, e Matheus Pucinelli, em 2019.














Tênis é assim mesmo. Tem várias meninas com muita vontade de vencer. As brasileiras estão indo muito bem. Não devemos pensar apenas no número 1. Se for possível atingir o número 1, beleza. Mas tendo uma carreira promissora está muito bom também. A Nauhany Silva e a Victoria são as melhores juvenis desde Beatriz Haddad Maia, que tem uma excelente carreira no profissional.
Eu assisti o jogo no stream. Achei a atitude da Victoria bastante cansativa sempre gritando pro box. Parecia cansada e despreparada frente a Chinesa. Mas acredito que um ano faça bastante diferença. Vamos ver se no próximo a atitude muda. Tênis é jogo mental tanto quanto físico.
Por onde você conseguiu assistir o jogo do Roland Garros juvenil? Procurei por vários dias na internet mas não achei
Estou comentando sem ter visto o jogo…a Victória tem um potencial enorme….tem físico , vontade , determinação…mas seus técnicos tem que pensar no futuro e não só no presente…as vezes observo que está com um jogo muito defensivo, muito de resultado, que funciona no juvenil mas não dá certo no profissional…
Parabéns pela ótima campanha, menina de ouro
Ai simmm
Quem tiver a sensatez de antes de criticar a Vitória, analizar o histórico e assistir partidas da chinesa Zun, verá que não se trata de erros, mas do mérito da Zun, a maior revelação do Tênis Chinês nos últimos anos! Com 15 anos já tem uma pilha de títulos! Ela veio de um laboratório! Victoria está se construindo com humildade e muita, mas muita determinação. Já é nosso orgulho e será muito mais! Parabéns Vitória! Você é grandiosa! Poderia ser seu seu avô e sou seu fã de carteirinha e estarei sempre na arquibancada vendo sua estrela brilhar!
Ai sim assisti e acompanha a evolucao de vick . A vicky unica tenista do circuito juvenil com tantas armas
Não é uma questão de criticar! É apenas uma constatação de quem veio pro tênis pra ser diferenciada, contra outra que provavelmente não passará de mais uma promessa do tênis brasileiro feminino, assim como a Nauhany Silva. Torcer a gente torce, mas sabemos que não adianta lutar contra o óbvio. E o óbvio é que não temos nenhuma jogadora fora do comum para os próximos anos. Em.um jogo.clmo esse, tinha que jogar com “sangue nos olhos”! Mas o que se viu, foi uma Victória Barros que já entrou na quadra derrotada antes mesmo do jogo começar. Bastava vê o semblante dela. Nunca chegou tão perto de conquistar um Slan, pra apenas ver a outra jogar em plena semifinal.
Você vem com monte de sentenças sobre nossas juvenis, algo arrogante. Ou, então, adota o estilo vidente mãe Dinah. É sem qualquer fundamento essa “crítica”. O futuro será o que Deus quiser, não o vc quer.
Nossa vc críticando a Victória Barros agora, pensei que era Hater somente da Naná
Falei aqui ontem, quando da derrota de Nauhany Silva, que não temos nenhuma jogadora extraordinária, e vamos continuar assim. Eu tinha uma leve esperança em Victória Barros, por ela treinar onde treina. Mas esta esperança acabou-se nessa semifinal de Roland Garros. Tudo o que ela construiu até chegar nessa semifinal foi por “água abaixo” no momento em que ela entrou em quadra, pois já entrou derrotada. Não adianta “remar contra a maré”! Entra ano e sai ano, e as nossas tenistas não passam de simples promessas. Porque a outra jogadora não “tremeu na base”, sendo apenas um ano mais velha que a Victória? Provavelmente porque ela sim, deva ser uma extraordinária. Ou não! Porque o “amarelismo” adversário também ganha jogo. Também tem que parar com esse negócio de “vitorinha” “bia”, naná” “duda”, “guto”, entre outros apelidos carinhosos. Isso também apequena os atletas! Não que isso seja o principal motivo, mas que influencia psicologicamente, isso eu não tenho a menor dúvida, pois sou estudioso no assunto. Alguém por acaso já ouviu alguém dizer “Esterzinha”? O nosso maior diferenciado de todos os tempos, foi Gustavo Kuerten. Quando começaram com esse negócio de “guga”, ou “guga kuerten”, o negócio começou a desandar. Ah, mas o “guga” começou a ficar pra trás por causa da contusão. Óbvio que isso também influenciou fortemente. Mas se talvez não tivessem começado com esse negócio de guga pra aqui, guga pra acolá, ele talvez tivesse procurado uma maneira de se tratar, sem se entregar ao que seria o óbvio. Alguém já ouviu falar de “martininha”, “sereninha”, “venusinha”, “arininha”, “iguinha”, e outras “inhas” mais? Espero sinceramente que o João Fonseca, nunca ganhe o apelido de “joãozinho” ou “fonsequinha”, porque o tal “fonsequismo” ou “fonsequizado”, já atrapalhou um bocado. Roger Federer, sempre foi Roger, ou Federer. Djokovic só virou “nole” pro grande público depois da sua ascensão, pois era um apelido só entre os familiares, e Rafael Nadal, sempre foi “rafa” apenas por seus familiares e amigos próximos. Podem até discordar da minha tese, ou considerar pura bobagem, mas quando no tenis se chama o atleta pelo nome, isso lhe dá autonomia e moral. Deixem esse negócio de apelido, pros pais e amigos próximos. Profissionalmente, tem que ser um nome que imponha.
Vc já ouviu falar na “síndrome de viralatas” ?!
Derrota normal. A chinesa é a melhor juvenil do mundo no momento e desponta como possível fenômeno. Tem enfileirado títulos grandes desde o ano passado. Vitória avançou bastante, conseguiu um feito raro para a realidade brasileira e isso já é muito.
Uma grande pena a derrota da Vika mas a chinesa é uma máquina de jogar tênis: é agressiva, muito consistente e com ótima variação de golpes. Salvo engano, ela está invicta nesta temporada de saibro. Acho muito difícil ela não vencer este RG.
O site de Roland Garros diz que a chinesa tem 15 anos, ou seja, 1 ano mais nova que a brasileira.
Exato, ela nasceu em 23/07/2010