Basileia (Suíça) – A entrada do Masters 1000 saudita a partir de 2028 deverá mexer bastante com o calendário e os torneios de ATP 500 para baixo correm riscos. Porém, os eventos suíços Basileia, Genebra e Gstaad permanecem irredutíveis, mesmo diante das lucrativas ofertas que receberam.
Segundo informa o Blick, a ATP pretende recomprar as licenças de vários torneios ATP 250, além de alguns torneios ATP 500 para reduzir ainda mais o circuito. O motivo é que os melhores jogadores devem se concentrar principalmente nos Masters 1000 e nos Grand Slam.
Feliciano López, diretor de Madri, confirmou isso durante o Troféu Ischgl, onde participou do torneio com um elenco de alto nível (incluindo Dominic Thiem e Jo-Wilfried Tsonga). “A ideia da ATP é que os melhores jogadores disputem os Grand Slams, além de, no futuro, dez torneios Masters e talvez alguns outros torneios de nível 500”.
A expectativa é que um ou mais torneios aceitem a proposta. Os valores das ofertas devem variar, começando em dezenas de milhões de libras. Roger Brennwald, presidente do único torneio de nível 500 na Suíça, confirma a carta da ATP, mas também deixa claro que não está disposto a vender o trabalho de sua vida.
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“Respondemos ao pedido imediatamente com um claro não”, contou Brennwald. E o sentimento é semelhante no ATP 250 de Genebra. “Não tínhamos interesse. Pelo contrário, estamos muito satisfeitos com o nosso evento, que também é muito popular entre os jogadores, imediatamente antes de Paris”, disse Rainer Schuttler, diretor do torneio.
Jeff Collet, chefe do tradicional torneio de saibro da série 250 em Gstaad, também afirmou que o objetivo é seguir com o evento. “Ainda estamos muito motivados para continuar”.
Os torneios de fevereiro provavelmente serão o foco principal, uma vez que, de acordo com a ATP, o novo Masters saudita “no início do ano”, provavelmente logo após o Australian Open. Isso afetaria principalmente os torneios ATP 500 de Roterdã e Dallas, bem como os eventos ATP 250 de Marselha e Delray Beach. E possivelmente também o circuito sul-americano.











Que calendário doentio esse que se desenha, 12 torneios de 2 semanas, mais 7 torneios de uma semana. Pouquíssima liberdade pro jogador escolher onde jogar, se hoje possui uma janela de 4/5 torneios que pode escolher como quer, com essas limitações vai ficar completamente engessado. Triste um esporte onde o atleta sempre foi o protagonista. sucumbir tal modelo perante organizações, torneios M1000 e patrocinadores…
O futuro do circuito é muito óbvio e claro pra mim… os tops deverão jogar 4 ou 5 M1000 de duas semanas por ano, os Slams e talvez 2 ATPs que paguem bons cachês… 20 semanas por ano e o resto do tempo vão excursionar fazendo exibições etc… Estarão sempre sem ritmo e vão enfrentar dificuldades para terem bons resultados nesses torneios, logo a ATP deve ser bem menos rigida com manipulação de resultados e doping, afinal de contas um ATP500 ou um M1000 na Arábia não pode investir milhoes de dolares e correr o risco de perder seus convidados na primeira rodada. Pro segunda escalação sobra os outros ATP250 e ATP500 e pro terceiro os challengers e ITFs. Cada vez mais veremos influencers como Raducanu, Kyrgios correndo o circuito e ganhando mais grana com moda e thrash talking do que com tênis. É uma tendencia muito clara, lembra um pouco o caminho que levou o UFC a se popularizar absurdamente mas o aproximou muito do WWE em termos esportivos.
A Arábia quer dominar o mundo. Só se fala em Arábia agora – no futebol e no tênis. E como tudo neste mundo gira em torno do dinheiro, ATP, WTA e muitos jogadores não estão nem aí para a tradição. Querem mais é encher as burras de dinheiro. Parabéns aos suíços pela atitude exemplar!