Roma (Itália) – A guerra na Ucrânia voltou ao centro das declarações de Elina Svitolina neste domingo, após a classificação para as oitavas de final do WTA 1000 de Roma. Depois de superar a norte-americana Hailey Baptiste por 6/1 e 6/2, a ucraniana criticou a recente recomendação do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre atletas bielorrussos.
Nesta semana, o COI propôs o fim das restrições para atletas de Belarus em competições oficiais, o que abriria caminho para que nomes como Aryna Sabalenka e Victoria Azarenka possam voltar a representar oficialmente a bandeira do país. A Federação Internacional de Tênis (ITF), porém, só deve revisar o tema em outubro.
Svitolina demonstrou desconforto ao comentar a possibilidade de flexibilização das medidas envolvendo Belarus e Rússia, países envolvidos diretamente no conflito contra a Ucrânia.
“A guerra ainda continua. Mísseis ainda caem sobre a Ucrânia, e esses dois países ainda são considerados agressores. Para nós, é muito triste e doloroso sequer ouvir falar em suspender as restrições. É um assunto muito delicado. Tenho muito a dizer, mas agora não é o melhor momento. Certamente não apoio essas negociações”, enfatizou.
Bom momento do tênis feminino ucraniano
Elina Svitolina também aproveitou a entrevista coletiva deste domingo para destacar o crescimento do tênis feminino ucraniano em meio ao cenário vivido pelo país nos últimos anos.
Atualmente, sete jogadoras aparecem entre as 100 melhores do ranking da WTA, numa lista liderada pela própria número 10 do mundo. Ela é seguida por Marta Kostyuk (15ª), Dayana Yastremska (52ª), Yuliia Starodubtseva (57ª), Oleksandra Oliynykova (68ª), Anhelina Kalinina (93ª) e Daria Snigur (95ª).
Para a ex-top 3 o desempenho coletivo das ucranianas ganha ainda mais importância diante do contexto enfrentado pelo país desde o início da guerra. “A Marta sempre foi uma jogadora muito forte. Agora ela está ainda mais consistente e jogando em um nível altíssimo. É incrível. Além disso, ter sete ucranianas no top 100 é muito impressionante, especialmente considerando a guerra e tudo o que está acontecendo no nosso país. Acho que ela é uma grande inspiração para as gerações mais jovens e mostra que é possível”, disse.
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Por fim, Svitolina destacou o impacto positivo dessa geração na Billie Jean King Cup, torneio em que é a jogadora ucraniana com mais vitórias, somando 19 triunfos em 29 partidas de simples. A melhor campanha do país aconteceu justamente no ano passado, quando a Ucrânia alcançou as semifinais antes de ser derrotada pela Itália por 2 a 1.
“Temos um ótimo espírito de equipe e somos muito amigas. Praticamente cresci com algumas delas, como as irmãs Kichenok. Marta e Dayana entraram um pouco depois. Me sinto a jogadora mais experiente porque há uma diferença de idade de nove ou dez anos entre mim e algumas delas. Às vezes, tento não me ver como uma concorrente, porque elas estão apenas começando suas carreiras e eu estou perto do fim da minha”, afirmou a tenista de 31 anos.
COI recomenda fim das restrições à participação de atletas bielorrussos












pó!!! parabens a todos os que até aqui comentaram (Wanderson, Francisco, Luiz Fabriciano e José Carlos) … Venho reclamando dessa hipocresia permanentemente.
É bom ver que tem gente com consciencia dos fatos.
Valeu!!!!
As atletas não tem culpa da guerra!
os únicos “agressores” nessa guerra são a OTAN e seus cúmplices
Os atletas não têm nada a ver com a guerra. Acho a maior caretice não exibirem as bandeiras da Rússia e Bielorrússia ao lado dos nomes dos atletas. Por que então exibem as bandeiras de USA e Israel? Não são tão agressores quanto Rússia e Bielorrússia? Dois pesos e duas medidas? Faz muito bem o COI levantar essas restrições esdrúxulas. Punam os atletas de qualquer país que abertamente apoiam essas guerras estúpidas, não uma nação inteira onde a maioria é claramente contra as agressões. A Svitolina já pediu pra não exibirem as bandeiras americanas e israelenses e punirem os atletas desses países também ou ela relativiza agressões de acordo com a ideologia?
Concordo plenamente.
Talvez ela não tenha entendido ainda que, intresicamente, apoia a guerra, mesmo se sentido vítima.
E proibir nomes ao lado de bandeiras é o maior “me engana que gosto” da história.
Eu queria ver o COI, a ATP e a WTA terem peito para não exibir as bandeiras americana e israelense. Parece que os mísseis vindos desses países são rosas e qualquer “traque” vindo do outro lado ideológico da questão já é motivo para entrarem em polvorosa. Digo e repito: punam os atletas que abertamente apóiam essas atrocidades, seja do lado destro ou do lado canhoto da questão, e deixem as nações como um todo fora desse angu! É muita demagogia dessas entidades e de alguns atletas como a Svitolina. Tá chato já.
Por favor pare de misturar esporte com guerra, será que ela não percebe que está promovendo o conflito e não a paz?