Sinner: “Não sou uma máquina, às vezes também tenho dificuldade”

Foto: USTA

Nova York (EUA) – Pela primeira vez neste US Open, Jannik Sinner encontrou dificuldades para se impor e precisou de 3h11 para derrotar o canadense Denis Shapovalov na terceira rodada da competição. Depois de perder o primeiro set, o número 1 do mundo reagiu e venceu por 5/7, 6/4, 6/3 e 6/3, mostrando força mental diante de um adversário que chegou a liderar por 3/0 no terceiro set.

“Eu estava em um momento muito difícil hoje. O placar estava um pouco contra mim, mas eu apenas tentei permanecer ali mentalmente”, disse o italiano, ressaltando a importância de manter a concentração nos momentos críticos.

O atual campeão do US Open também destacou o nível do adversário e o desafio que ele representou. “É normal, você não pode sempre ter o placar fácil. Cada partida é difícil, cada desafio é difícil. Há jogadores que têm mais qualidades ou potencial, e ele é um deles. Ele saca muito bem, tem golpes de base muito limpos, é fisicamente muito forte, tem tudo para machucar os jogadores. Eu sabia disso antes da partida.”

Durante a coletiva de imprensa, um jornalista lembrou que, assim como Grigor Dimitrov havia feito em Wimbledon, Shapovalov também conseguiu incomodar o italiano. Questionado sobre o que achava que esses jogadores fizeram para deixá-lo desconfortável em quadra, Sinner foi direto e sincero.

“Sacando muito bem, pressionando bastante. E eu não sou uma máquina, às vezes também tenho dificuldades. Hoje senti que, do meu lado, não tive problemas, estava jogando um ótimo tênis, e ele também. A partida é sempre diferente do treino e de como você está se sentindo ou jogando. Você só tem que permanecer ali mentalmente”, explicou.

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Sobre a experiência de defender o título em Flushing Meadows e enfrentar partidas exigentes, Sinner ressaltou que ainda não está pensando nisso. “Você tem que ir rodada a rodada. Todo dia tem um adversário do outro lado, você só tenta jogar o seu melhor tênis. Treina-se para esses momentos, para passar por situações difíceis na quadra e encontrar soluções. No final das contas, isso é o tênis”, frisou.

Na próxima rodada, o líder do ranking encara o vencedor da partida entre Alexander Bublik e Tommy Paul. O italiano tem retrospecto positivo de 4 a 2 contra o cazaque e leva a melhor por 4 a 1 sobre o norte-americano.

Perguntado sobre os possíveis rivais, ele destacou respeito por ambos. “Eles ainda têm que jogar. Tudo pode acontecer. Bublik não perdia há muito tempo, vencê-lo é muito difícil. Se for o Tommy, é obviamente muito difícil com a torcida que ele tem aqui. Tivemos batalhas duras no passado, ele é rápido e sabe fazer tudo. Vamos ver o que vem.”

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Rafael
Rafael
16 horas atrás

Não é uma máquina mas parece, e os 9 games seguidos? kkk

Maico
Maico
16 horas atrás

Bela reflexão, ele realmente não é uma máquina. Méritos de ter ficado na partida mentalmente! Assim se formam grandes campeões!

João Prates
João Prates
4 horas atrás

Queria essa camisa dele aí, lindona. :-D

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