Entenda como Jones conseguiu a virada em cima de Bia em Roland Garros

78º BIA HADDAD MAIA (BRASIL) * 6 6(4) 2
105º FRANCESCA JONES (GBR) 1 7 6

Como foi a partida

Bia segue em seu calvário, jogando fora oportunidades de reação na temporada e na carreira. Fez ótimo primeiro set e abriu vantagens nos dois seguintes, mas nos dois momentos o saque se mostrou impreciso e lento. Jones passou a explorar mais o backhand e a partir daí deu problemas constantes. Brasileira segue com apenas quatro vitórias na temporada e fora do top 100.

Com muito mais perna e atitude, britânica ganha quarto game consecutivo. Bia segue limitada ao forehand: 2/4.

Nada resolvido. Os games de serviço da brasileira seguem fracos, permitindo sempre o ataque de Jones: 2/2.

Foi sofrido, mas Bia conseguiu sustentar o saque, o que lhe dá novamente uma vantagem importante na partida: 2/0.

Longo game de inicio de terceiro set. Bia desperdiçou break-points com erros de forehand, mas também foi ajudada por bolas descalibradas de Jones. Na quarta tentativa, conseguiu a quebra: 1/0.

Jones abriu distância no começo do tiebreak, outra vez atenta ao ataque na paralela, e foi fria quando sacou com 5-4, esticando ao terceiro set. Com 33 graus em Paris, preparo físico tem papel importante.

Bia jogou com coragem os dois set-points que precisou salvar, conseguindo bolas profundas para depois usar o forehand, que tem sido seu grande golpe hoje: 6/6.

Outra quebra sofrida pela brasileira a partir de uma boa vantagem, saindo de 30-0. A falta de um saque profundo permitiu que a britânica atacasse as devoluções. Jogo ficando cada vez mais perigoso: 5/6.

Forehand volta a funcionar, mas o importante foi Bia controlar o backhand e manter a bola cruzada sem forçar tanto: 5/5.

Incrível como Bia conseguiu se enrolar. A perda da vantagem custou queda de confiança e a deixou apressada. Tinha 40-0 e começou a cometer erros até sofrer quebra: 4/5.

Outro vacilo com o saque a favor, com dupla falta e um erro muito bobo no 30-30. No break-point, Jones já foi direto para a paralela no backhand e conseguiu a quebra: 4/3.

Outro game firme de devolução, com o forehand profundo e cheio de efeito, o que dá poucas opções a Jones: 4/2.

No momento mais solto de Jones na partida, Bia consegue manter o serviço e isso pode ter sido muito importante. A britânica tem tentado começar o ponto pelo backhand e isso deixa a brasileira mais defensiva: 3/2.

Primeiro vacilo de Bia na partida, perdendo o saque com dupla falta. Mas Jones enfim achou a paralela para colocar a brasileira na defensiva e com isso ganhou até agora todos os pontos quando a brasileira precisou do segundo serviço: 2/1.

Mais uma quebra em favor da brasileira. Jones perdeu de vez a confiança no serviço e não consegue achar o backhand da adversária: 2/0.

Game de abertura do segundo set foi importante. Jones agrediu mais a devolução – o segundo saque da brasileira está com média de 127 km/h – e aí Bia colocou o primeiro saque, sem forçar tanto, e fechou a porta.

Jones está claramente perdida em termos táticos. O serviço não machuca e permite que Bia seja agressiva nas devoluções. Destaque é o forehand da canhota brasileira, que está muito eficiente. Já anotou 11 winners contra apenas 2 da britânica.

Mais dois winners de forehand garantem a ótima vantagem, apesar da pouca eficiência do primeiro saque. Acerto está em 43%: 5/1.

Game longo em que Bia novamente se mostra bem mais à vontade nos games de devolução. Está muito firme com o forehand, principalmente o angulado: 4/1. Vamos ver se agora Bia se solta no serviço.

O serviço segue como ponto frágil da brasileira. Primeiro saque com índice baixo (e por vezes saindo muito longe da linha) e o segundo claramente inseguro. Foi bom ver Bia achar caminhos, três vezes indo à rede: 3/1.

O primeiro game de serviço começou inseguro, com dupla falta e 0-30, mas Bia conseguiu se recuperar. Segue bem firme com o forehand: 2/0.

Bia fez um ótimo game de devolução. Mesmo errando dois backhands, foi bem agressiva com o forehand: 1/0

A expectativa

Bia Haddad vive uma temporada de jogos irregulares, chances perdidas e muitas derrotas, mas Roland Garros é o torneio onde obteve a maior campanha de sua carreira em Grand Slam, com a semifinal de 2022, e assim recordações positivas podem ajudar. Ela venceu os dois duelos já feitos contra Jones, ambos no saibro e há cinco anos. A britânica tenta jogar pontos curtos e assim busca ditar o ritmo o tempo todo.

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Kario
Kario
2 horas atrás

Coitados daqueles q nao tem Disney+ e foram obrigados a assistir e torcer pela Bia. Ainda tem alguém q não abandonou o barco? Eu torço pra ela se dedicar às duplas. Cansei de dar chance.

Silvino Junior
Silvino Junior
2 horas atrás

“Inacreditável”
Já fez muito pelo Tenis Feminino no Br.

Rob
Rob
3 horas atrás

Bastou entrar em quadra…infelizmente a Bia colapsou …. difícil ver alguma luz pra ela.

Diego
Diego
3 horas atrás

Complicado Bia,a gente torce mas vc não se ajuda

Ricardo Schwery
Ricardo Schwery
3 horas atrás

Segue o traumatico serviço da brasileira. Pelo visto, nem o tecnico espanhol conseguiu resultado nesse fundamento. Muito dificil, até para nos amadores, jogar tenis sem um serviço com um minimo de performance aceitável.

Rob
Rob
4 horas atrás

Tortura ver isso

Silvino Junior
Silvino Junior
4 horas atrás

Torcendo muito pra Bia, mas olhaaaaa…..esse 7o game foi terrível, na verdade insegura em quase tudo, a jones querendo perder e a Bia não permite (não vence).
Com certeza mental, e se a mente não tiver Sã o físico padece, esta consideravelmente “nova” ainda.
Na torcida p vencer este 1o Jogo

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