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Sharapova faz alerta sobre a pressão das redes sociais

Foto: Divulgação/Armchair Express

Los Angeles (EUA) – Uma das jogadoras mais midiáticas de todos os tempos, Maria Sharapova viveu toda a sua carreira exatamente num período em que as redes sociais chegaram e se consolidaram no mundo todo. Entre o primeiro de Grand Slam da russa, em 2004, e sua aposentadoria, em 2020, muita coisa mudou e ela sentiu na pele o peso da exposição quase constante na internet.

Há quase quatro anos longe das quadras, ela segue acompanhando o circuito e dando suas opiniões a respeito de assuntos importantes. Em um dos mais recentes episódios do podcast Armchair Expert, com os atores Dax Shepard e Monica Padman, a ex-tenista de 36 anos expressou sua preocupação com o fato de os jogadores terem um “peso extra” de pressão graças às redes sociais, dando ênfase aos mais jovens baseada em suas próprias experiências.

“Existe uma pressão externa de ter que se apresentar constantemente para que haja relevância da sua presença nesse universo digital. Nunca tive ninguém para ajudar em nada do que fiz nas redes sociais, mas definitivamente enfrentei aquela pressão de ‘Ah, se eu não postar por uma semana, ninguém verá minha postagem quando eu fizer’. Mas então você tem que permanecer fiel a quem você é e tocar seus próprios tambores, é esse o ditado?”, disse a dona de cinco títulos de Grand Slam.

Sharapova também respondeu o que pensa sobre os jogadores que se sentem pressionados a terem uma opinião sobre absolutamente tudo. “Não é tão interessante. Isso é o que estou descobrindo, não sei se é desafiador, mas há definitivamente esse peso extra para todos quando você é colocado em uma posição de ter algo a dizer sem realmente ter tempo para descobrir o que você quer transmitir.”

Aproveitando o gancho, a russa também revelou que não tem planos de voltar a se envolver com o esporte como comentarista, pois gosta de ser mais concisa na escolha das palavras. “Não sou uma pessoa que fala muito, não falo o tempo todo só por falar. Sou mais atenciosa e observadora, e depois quando estou confiante eu digo o que sinto quando faço pesquisas suficientes sobre algo e tenho convicção em meus pensamentos. É por isso que não acho que poderia ser uma boa comentarista, porque simplesmente não gosto de encher o oxigênio com palavras”, enfatizou.

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