Londres (Inglaterra) – Às vésperas de sua estreia em Wimbledon, marcada para a segunda-feira na Quadra Central, a bielorrussa Aryna Sabalenka defendeu o boicote parcial às entrevistas coletivas no torneio em forma de protesto à divisão dos lucros nos Grand Slam, cobrando um repasse maior para as premiações.
“É um ótimo começo que o valor dos prêmios tenha aumentado. É um começo fantástico, mas se você observar a evolução dos últimos dez anos e comparar o valor dos prêmios com o de 2016, é praticamente o mesmo, porque houve anos em que até diminuiu”, comentou Sabalenka, em alusão ao aumento de 20% em Wimbledon.
Em linhas gerais, os Slam têm disponibilizado 15% da receita para pagar as premiações, mas os tenistas querem chegar a 20%, que já é inferior em comparação a outros esportes. No golfe, a premiação dada aos jogadores chega a 30%, sendo que nas ligas norte-americanas a fatia é ainda maior: na NBA, os jogadores recebem 51% da receita; na MLB e na NHL 50%; e na NFL, 48,5%.
“Sinceramente, espero que possamos finalmente sentar e negociar e chegar a um acordo que satisfaça todas as partes. Espero que não tenhamos que passar por uma situação como essa novamente. Como eu disse há pouco, se analisarmos a evolução da premiação nos últimos dez anos, ela praticamente permaneceu a mesma”, destacou a número 1 do mundo.
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“Não estamos fazendo isso por nós mesmos, estamos fazendo isso pelo circuito, por todos aqueles jogadores que mal conseguem contratar um técnico. A vida não é fácil para quem está mais abaixo no ranking e estamos lutando por eles. Estou convencida de que o público nos entende. Estamos simplesmente tentando chegar a um acordo que satisfaça todas as partes”, acrescentou.
A bielorrussa defendeu o boicote à mídia e explicou não ser nada pessoal. “Quero que todos entendam que tenho imenso respeito por vocês e aprecio o trabalho que fazem. Sem vocês, teria sido muito difícil sobreviver na era das redes sociais. Isso não é direcionado a vocês de forma alguma; eu realmente os respeito. Estamos simplesmente lutando por algo maior”.
Sabalenka e Rybakina voltam a disputar o número 1 em Wimbledon












Se o problema é principalmente para aqueles tenistas de baixo ranking, então a luta deveria ser por melhor premiação n8s torneios menores e não nos torneios top.
Será que os jogadores não querem 100% do lucro? Eles (a) mesmo organizam. Correm atrás de patrocinadores, mídia etc
Entendo que já ganham super bem. Disputam só três set. O que predomina nos grandes tornrios é uma instabilidade absurda, com jogos de baixo nível técnico com finalistas improváveis.
Só um mero detalhe: nas ligas americanas citadas há a garantia de que o time jogará um certo número de jogos, no tênis não, pois é um esporte individual e eliminatório. Por exemplo, se o Zverev não estivesse na final de RG a audiência seria ainda menor. O Rio Open gastou uma grana pra trazer o Alcaraz e ele se machucou no início de um jogo. E sem contar que pode acontecer uma zebra, principalmente no tênis feminino, que é muito instável.
Não sou contra o aumento da premiação, principalmente pras rodadas de qualy e 1a rodada do torneio, mas temos que abordar todas as nuances de um torneio.
Tomara que seja só pros tenistas de nível baixo e ranking baixo! Os demais tem bela condição financeira!
Ja é milionária pra que tanta grana , ja nem faz a diferença ganhar mais ou menos , muita ganância por parte dela
E os milhoes quase bilhoes arrecadados vc sugere que fiquem com quem?
Você nem leu a matéria, só o título. A proposta é para melhorar as premiações dos tenistas de baixo ranking, que bancam viagens pelo mundo e muitos desistem por falta de dinheiro. Enquanto na NBA os atletas recebem cerca de 50% da receita, no tênis ficam com só 15%. A Aryna Sabalenka está de parabéns por usar a voz que tem para defender isso. Outras estrelas do tênis deveriam fazer o mesmo.
Não entendi a crítica, pois eu penso exatamente como vc. Inclusive já falei milhoes de vezes que 80% do lucro deveria ser destinado aos jogadores