Pequim (China) – Prestes a iniciar a quarta semana na liderança do ranking, a cazaque Elena Rybakina disputou neste sábado sua primeira partida como número 1 do mundo, e decepcionou. Em sua estreia no WTA 1000 de Pequim, ela acabou levando a virada para a armênia Alina Charaeva, 118ª colocada, caindo por 3/6, 6/4 e 6/3, após 2h11 de confronto.
Desde que o ranking feminino foi criado, em 1975, Rybakina é apenas a segunda jogadora a perder o primeiro jogo após alcançar o topo, repetindo o feito negativo da japonesa Naomi Osaka, que foi eliminada pela francesa Kristina Mladenovic na segunda rodada de Dubai, em 2019, depois de pegar bye na primeira fase.
Com o resultado, Rybakina vê cair uma sequência de 14 vitórias consecutivas em estreias de WTA 1000. Sua última derrota na abertura de um torneio deste nível havia acontecido contra a norte-americana Ashlyn Krueger, na segunda rodada de Miami em 2025.
Apesar da queda precoce, a cazaque não tem a liderança em risco e se manterá na ponta, independente do que acontecer na sequência do torneio em Pequim. Ela tem agora 49 vitórias e 14 derrotas em 63 jogos na temporada, com três três títulos: Australian Open, Stuttgart e US Open, além dos vices em Indian Wells e Toronto. O aproveitamento da tenista de 27 anos em 2026 é de 77,7%.
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Por sua vez, Alina Charaeva disputa apenas sua terceira chave principal de WTA 1000 na carreira, depois de furar o quali em Madri e Cincinnati (ambos nesta temporada), mas cair na estreia. Ela registra a maior vitória de sua vida, enfrentando pela primeira vez uma jogadora do top 20. Além disso, torna-se a primeira armênia a derrotar uma número 1 do mundo.
Aos 24 anos, Charaeva marca seu segundo triunfo contra uma campeã de Grand Slam, repetindo o que já havia feito na semana passada, no WTA 250 de Seul, diante da norte-americana Sofia Kenin (campeã do Australian Open de 2020). A armênia, inclusive, vem do seu melhor resultado em quadras duras, após chegar às quartas de final no SP Open. Ela foi eliminada pela russa Anna Blinkova na capital paulista.
Sua próxima adversária no torneio será a britânica Sonay Kartal, que mais cedo derrotou a anfitriã Xinyu Wang, cabeça de chave 31, por 6/3 e 6/2. O duelo será inédito no circuito.
Rybakina sente falta de ritmo e sofre virada de Charaeva
Exatos 21 dias depois de entrar em quadra pela última vez, na conquista do US Open em 12 de setembro, Elena Rybakina voltou ao circuito e mostrou alguma falta de ritmo. Ela começou o duelo contra Alina Charaeva sofrendo uma quebra já no primeiro game, mas reagiu imediatamente e devolveu o break. As duas voltaram a trocar quebras entre o sexto e o sétimo games, até que a cazaque conseguiu a vantagem definitiva no oitavo. Rybakina confirmou o saque na sequência e fechou o primeiro set em 6/3.
O segundo set teve dinâmica parecida, com oscilações dos dois lados e uma quebra para cada jogadora entre o terceiro e o quarto games. Na reta final, porém, Rybakina voltou a enfrentar dificuldades no serviço. Charaeva aproveitou a oportunidade no décimo game, conseguiu a quebra e empatou a partida em 1 a 1.
No set decisivo, a número 1 do mundo chegou a salvar um break-point no quarto game, depois de acertar uma direita na linha e ver Charaeva devolver na rede. A cazaque, no entanto, continuou tendo dificuldades com o saque. Ao longo da partida, acertou apenas 57% dos primeiros serviços, vencendo 60% dos pontos quando colocou a primeira bola em quadra e 50% com o segundo saque.
A pressão voltou no sexto game, quando Rybakina cedeu dois break-points. Charaeva desperdiçou a primeira oportunidade ao mandar uma bola para fora, mas aproveitou a segunda após um erro de Rybakina na paralela de backhand. Com a quebra, a armênia abriu 4/2 e ficou a apenas dois games da vitória.
Charaeva manteve a firmeza no saque na reta final, perdeu apenas um ponto nos dois últimos games de serviço e não permitiu nova reação da adversária. Depois de 2h11 de partida, a armênia confirmou a virada e conquistou uma vitória histórica.











Frustante!!
Que pena que apareceu este problema justo agora, mas faz parte do tenis, que tenha sorte na defesa dos seus pontos daqui pra frente que serão muitos, pelo menos até o AOpen, no saibro e grama não foi bem, quem sabe 2027 seja melhor, tenis ela tem, já provou!
Achei pouco…com essa anódina e o equivalente dela no masculino no n.1 o sono é garantido
Número 1 do mundo…. Tênis feminino sem novidades
O maior desafio de quem chega na liderança do ranking é conseguir se manter na posição. O primeiro ponto é vigiar a si próprio (a) para não relaxar na preparação e buscar formas de evolução porque todos os (as) concorrentes evoluem. Outros obstáculos importantes são jogar sempre como favorito (a), com maior pressão sobre si, e enfrentar adversários (as) mais motivados querendo derrubar o (a) primeiro (a) do ranking. É mais fácil dirigir olhando só pra frente do que ter que olhar várias vezes no retrovisor ao longo do caminho.
A Ribakina perdeu para uma tenista ruim, talvez se ela não fosse a número 1 tinha vencido agora terá a pressão de lidar como número 1 e não sei como ela vai lidar com isso.
O seu comentário acho que confirma o que escrevi.
Acho que depois de ganhar o US Open e o NR. 1 ela não teve mais tanto tempo de treinar. E muita coisa que acontece fora das quadras.
Sim. Mas como n° 1 ela vai começar a entrar nos jogos com a obrigação de ganhar e suas adversárias vão jogar mais motivadas, porque é sempre bom derrotar a n° 1 do ranking.
3 semanas é pouco tempo? Hahahahahaha
Aryna Sabalenka vencendo o torneio ficará a 17 pontos da Rybakina, na corrida da temporada.
Portanto, a disputa pela liderança do ranking será interessante.