Cincinnati (EUA) – Aos 39 anos, Novak Djokovic vem sentindo o peso da idade e já não consegue reproduzir o tênis do seu auge, mas ainda alcança bons resultados. Para o norte-americano Andy Roddick, o sérvio teve que fazer algumas adaptações ao seu jogo, sendo mais agressivo para assim cobrir a menor movimentação.
“Novak já fez ajustes. O segundo saque está mais potente, atingindo o corpo do adversário. Ele não defende tão bem nos cantos da quadra. É possível que ele cometa mais erros. Isso porque ele está tentando se posicionar mais para o ataque”, analisou o ex-número 1 do mundo em seu podcast.
“Novak saca e voleia muito mais do que antes. Todo jogador que era fantástico na defesa perde um pouco do seu ritmo. Como compensar isso? É atacando e jogando menos na defesa. Como isso se faz? É batendo mais forte do fundo da quadra”, acrescentou Roddick.
Para o norte-americano, a defesa ainda é uma característica destacável de Djokovic, porém ele não consegue mais fazer o mesmo por tanto tempo como no passado. “Não sei se o vemos com frequência se concentrar e defender com firmeza”, observou Roddick.
“Ele ainda faz isso quando precisa. No quinto set decisivo contra Félix Auger-Aliassime (em Wimbledon), ele jogou como nunca, mas será que o corpo dele aguenta essa carga defensiva por cinco sets? Acho que a resposta é não”, complementou o norte-americano.
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O próprio Djokovic reconhece que seu corpo não responde como no passado. “Minha sensação agora é que não me movo como antes. Talvez eu tenha perdido alguns décimos de segundo em termos de velocidade, antecipação e tomada de decisão na quadra, em comparação com a época em que dominava o circuito. É normal, biológico”.
Djokovic sofre fisicamente e leva virada na estreia em Cincinnati











Natural pela idade. Os 40 estão batendo na porta! Incrível ser top5!
Pois é. São os reflexos da idade para o GOAT, Novak Djokovic. Fazendo uma comparação com o boxe, um lutador mais velho, com reflexo mais lento, demora mais pra perceber os golpes do adversário e por isso fica mais vulnerável a sofrer ataques mais duros. Por outro lado, com reflexo mais lento, quando vai atacar demora mais pra perceber as oportunidades que o adversário lhe dá e por isso perde a eficiência. Esses dois fatores, aliados à sua menor resistência pela dimuição da força física, faz com que a sua qualidade tenha um declínio muito grande. Esses décimos de segundo de perda de velocidade citados pelo Djokovic, são exatamente o que faz a diferença entre os grandes campeões e os demais jogadores. É a natureza dando os seus sinais de que muito provavelmente não voltará ao nível de antes. E para um jogador que tem família e já conquistou tudo na carreira como o Nole, imagino que o fará repensar se vale a pena ainda continuar a sua carreira profissional.
A análise do Roddick está correta e a queda de desempenho do Djokovic tem justamente a ver com isso. Ele não têm um jogo ofensivo, o jogo de rede dele não é dos mais seguros e ele não consegue variar o tanto que seria necessário para mexer os seus oponentes no fundo de quadra. Até hoje, o ganha pão do Djokovic é a defesa, é a troca interminável de bolas no fundo, é a regularidade, não o risco. Continua fazendo jogos longos, mesmo contra tenistas menos qualificados e, quando ele tenta ir pro risco contra os tenistas do topo, se embanana todo. Devia contratar um técnico para resolver essa questão, mas ele parece muito autossuficiente para isso.