Rio Open define lista de inscritos e Fonseca será cabeça de chave

Foto: Fotojump

Rio de Janeiro (RJ) – A ATP divulgou a lista oficial de jogadores inscritos para a 12ª edição do Rio Open, único ATP 500 da América do Sul, que acontece entre 14 e 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. Único brasileiro classificado diretamente, o carioca João Fonseca será um dos cabeças de chave do torneio.

Frequentador do Rio Open desde a infância, Fonseca fará a sua quarta participação no torneio e vem de uma primeira temporada disputando os torneios de maior nível. O carioca conquistou no ano passado o ATP 250 de Buenos Aires e o 500 da Basileia. A melhor campanha do carioca jogando em casa foi em 2024, quando ele chegou às quartas de final.

O número 5 do mundo Lorenzo Musetti encabeça a lista, que também conta com outros 7 tenistas do top 50 do ranking. Em grande fase, Musetti consolidou-se como um dos principais nomes do circuito, especialmente no saibro, sua superfície favorita. Aos 23 anos, o italiano alcançou feitos inéditos na última temporada ao disputar sua primeira final de Masters 1000, em Monte Carlo, além de chegar às semifinais de Roland Garros e nos Masters 1000 de Madri e Roma.

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Outro grande nome que promete empolgar o público nas quadras do Jockey Club Brasileiro é Matteo Berrettini, que tem forte ligação com o Brasil, já que é neto de uma carioca, e é o dono de um dos saques mais potentes do circuito. O primeiro convite da organização vai para o carismático francês Gael Monfils. Conhecido por seu estilo atlético e descontraído, além da inegável conexão com o público, Monfils soma 13 títulos de simples da ATP conquistados ao longo de mais de duas décadas como profissional. Esta será a segunda aparição de Monfils no Rio Open, que incluiu o torneio carioca na sua turnê de despedida do circuito.

Com oito tenistas no top 50 do ranking da ATP, o line-up do torneio também conta com o atual bicampeão, o argentino Sebastian Baez. Em grande fase, o tenista começou o ano enfileirando sete vitórias consecutivas na United Cup e no ATP 250 de Auckland, onde foi vice-campeão, e vem em busca do tricampeonato no Rio de Janeiro. O chileno Cristian Garin, campeão do Rio Open 2020, o sérvio Laslo Djere, campeão em 2019, o argentino Francisco Cerúndolo, os italianos Luciano Darderi e Lorenzo Sonego e o jovem peruano Ignacio Buse são alguns dos outros destaques da lista de inscrição.

“Estamos muito animados para ver o João Fonseca em ação, em casa, com esse novo status no circuito. Ano passado ainda era tudo muito novo. Hoje ele é um jogador estabelecido entre os melhores. Esse ano também vamos nos emocionar com o Monfils se despedindo e escolhendo o Rio para fazer parte dessa turnê e ver o Musetti no seu melhor momento, além de ter a oportunidade de descobrir novas histórias, novos personagens e continuar desenvolvendo o tênis no Brasil, “disse Luiz Carvalho, Diretor do Torneio.

A chave de simples do Rio Open tem 32 vagas, sendo 23 classificações diretas pelo ranking dos atletas. Três vagas são para convites da organização e um quarto convite é reservado para solicitação de tenistas da lista A+ da ATP. Outros quatro tenistas virão do qualifying, que será disputado nos dias 14 e 15 de fevereiro, também no Jockey Club Brasileiro e com entrada gratuita (mais informações em breve). Por último, uma vaga faz parte do special exempt, reservado para tenistas que não puderem disputar o qualifying por estarem em ação em outro torneio. Caso não precisem ser usadas, as vagas do special exempt e do convite da lista A+ virarão vagas para classificação direta.

Veja a lista de inscritos no Rio Open:

1. Lorenzo Musetti (ITA)
2. Francisco Cerúndolo (ARG)
3. Luciano Darderi (ITA)
4. João Fonseca (BRA)
5. Sebastian Baez (ARG)
6. Lorenzo Sonego (ITA)
7. Daniel Altmaier (GER)
8. Camilo Ugo Carabelli (ARG)
9. Alexandre Muller (FRA)
10. Matteo Berrettini (ITA)
11. Tomas Martin Etcheverry (ARG)
12. Damir Dzumhur (BOS)
13. Francisco Comesana (ARG)
14. Pedro Martinez (ESP)
15. Mariano Navone (ARG)
16. Alejandro Tabilo (CHI)
17. Cristian Garin (CHI)
18. Juan Manuel Cerúndolo (ARG)
19. Emílio Nava (EUA)
20. Laslo Djere (SER)
21. Carlos Taberner (ESP)
22. Ignacio Buse (PER)
23. Vit Kopriva (TCH)
24. [WC] Gael Monfils (FRA)

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Luiz Correia
Luiz Correia
2 dias atrás

Nível ATP 250

Karras Merrin Dyer
Karras Merrin Dyer
2 dias atrás
Responder para  Luiz Correia

Os melhores tenistas não vem para essa estrutura improvisada, só mesmo com cachê milionário e olhe lá. O Rio Open está mais para ATP 250.
Acapulco é muito melhor, não tem nem comparação.
O Brasil deveria construur um complexo de tênis para receber um torneio de alto nível. Seria legal em Curitiba ou Florianópolis.

Gilvan
Gilvan
2 dias atrás
Responder para  Karras Merrin Dyer

Curitiba? Florianópolis? Gringo nem sabe que essas cidades existem. Torneios são realizados não só em locais com boa estrutura (como é o caso do Rio Open), mas em chamarizes para turistas estrangeiros. Quem vai querer se despencar para Curitiba para ver um torneio de tênis?

Karras Merrin Dyer
Karras Merrin Dyer
2 dias atrás
Responder para  Gilvan

Rio Open é estrutura improvisada, gambearra, puxadinho.
Quem tem que saber que a cidade existe é o brasileiro.
Turista vem ao Brasil prá fazer turismo, não prá ver torneio de tênis sem grandes nomes.
Curitiba e Florianópolis tem muitos atrativos e são cidades mais civilizadas. O Brasil não é só Rio e São Paulo. Aliás, já morei nessas 4 capitais e ambas são legais prá caramba.
Você provavelmente não viaja e não conhece o Brasil.

Gilvan
Gilvan
2 dias atrás
Responder para  Karras Merrin Dyer

Tô achando que você nunca foi no Rio Open. Apesar de serem provisórias, as estruturas do Rio Open são excelentes. Aliás, a última Copa do Mundo e a última Olimpíada contaram com estruturas provisórias e desmontáveis. É o novo padrão desses eventos esportivos, para evitar gastos desnecessários de manutenção quando do fim do evento (vide o que aconteceu com o complexo de tênis das olimpíadas do Rio).
Quem vem assistir o Rio Open não vem apenas para ver tênis. Vem curtir o carnaval (vai cair na mesma época esse ano), vem curtir as praias, vem conhecer os pontos turísticos que sempre sonhou, vem curtir pratos e bebidas típicas e espera ser bem recebido, por um povo acolhedor, preparado para o turismo.
Convenhamos que Curitiba e Florianópolis passam longe (beeeeem longe) desse perfil. São cidades anônimas para o turismo estrangeiro (especialmente Curitiba), que podem ser ótimas para se morar (já que “civilizadas”), mas que não seguram a marimba de receber um evento desse porte. Talvez uma feira da uva, ou uma feira da salsicha, mas não um evento internacional. Estamos falando de um povo provinciano, fechado ao outro, ao diferente. E que tem orgulho disso, o que não tem problema, mas não condiz com o que se espera daquele que quer sediar esse tipo de evento.
Faria mais sentido, inclusive, levar para Manaus, ou para algum estado do nordeste, ou mesmo São Paulo e Brasília. O sul é muito civilizado para esse tipo de evento, eu sinto muito.

Karras Merrin Dyer
Karras Merrin Dyer
2 dias atrás
Responder para  Gilvan

Fui uma vez no Rio Open prá ver o Alcaraz jogar, ele ganhou mas fez um péssimo jogo contra o Munar. A estrutura é precária, pouquíssimas quadras. Tenistas reclamaram até dos vestiarios.
Morei 6 anos no Rio. Odeio Carnaval, não gosto de samba, não sou de boteco e não curto praia lotada. Praia eu ia em Grumari em Niteroi. Eu aproveitava a natureza do Rio, os parques, as trilhas e montanhas, paisagens. Adoro o Rio, mas hoje em dia está perigoso para morar. É bom para passear. O povo carioca é muito bacana.
O povo de Curitiba e de Florianópolis é mais fechado e provinciano mesmo, mas tem muitos moradores que vem de fora. São duas ótimas cidades para se morar, adorei ambas.
Morei em Manaus também, o problema é o isolamento, o calor e a demora para sair. 30% da população é de fora.
Os eventos esportivos são muito concentrados em SP e no Rio, tem que variar as cidades.

Karras Merrin Dyer
Karras Merrin Dyer
2 dias atrás
Responder para  Gilvan

Grumari “e” em Niterói, digo.

Andre Borges
Andre Borges
2 dias atrás
Responder para  Luiz Correia

Melhor isso que pagar milhoes pro Zverev vir fazer turismo

Gilvan
Gilvan
2 dias atrás

A chave está mais forte do que no ano passado, mas não muito mais. E o Djokovic? Ele não tinha falado que queria jogar a gira sulamericana? Só goela?

Karras Merrin Dyer
Karras Merrin Dyer
2 dias atrás
Responder para  Gilvan

Prá levar outro calote?

Andre Borges
Andre Borges
2 dias atrás
Responder para  Gilvan

Não pagam ele, aí fica dificil….

André Aguiar
André Aguiar
2 dias atrás
Responder para  Gilvan

Considerando o ranking de entrada, o nível está praticamente igual ao do ano passado entre os 8 cabeças de chave, embora o top 10 em 2025 tenha sido o Zverev (então n° 2) e o deste ano será o Musetti (n° 5).
Mas entre a turma de trás, o nível do ano passado foi um pouco melhor, já que na primeira lista de entrada, o último a entrar foi o n° 82 (Dzumhur) e este ano é o n° 101 (Kopriva).

Luiz Otavio
Luiz Otavio
2 dias atrás

Esta lista ai de 500 esta longe de ser a ideal. Apenas 1 top 10 + 1 top 20. Vai ser aquele publico vazio em 50% dos jogos. Se não tiver brasileiro na final vai estar vazio tb.

Karras Merrin Dyer
Karras Merrin Dyer
2 dias atrás
Responder para  Luiz Otavio

O torneio sendo bom ou ruim lota do mesmo jeito. Parte do público vai por status, tirar foto e colocar na rede social. Aumentaram bem os valores dosningressos e mesmo assim esgotam rapidamente.

Rocky Balboa
Rocky Balboa
2 dias atrás
Responder para  Luiz Otavio

E o mais incrível é que não tem ingresso disponível, mas chega na hora e nunca ta cheio mesmo.

Fonsequismo fonsequisado
Fonsequismo fonsequisado
2 dias atrás

Final Fonseca vs musseti, com o Fonsecao papando mais um 500tao pra casa

Verridiana Parmeggieri
Verridiana Parmeggieri
2 dias atrás

Kopriva? Buse? Taberner? …tudo bem que já sou avó, mas pensei que estava lendo sobre o chalenger de Itajaí gente.

André Aguiar
André Aguiar
2 dias atrás

A lista é praticamente igual à do 250 de Buenos Aires. Esses dois torneios poderiam ser chamados de América do Sul I e II.
Para o público, talvez a maior diferença entre eles reside no fato do AS II (o do Rio) ter transformado-se num evento corporativo, em que a grande maioria dos ingressos é destinada aos mais de 50 patrocinadores, além de convidados e agências de viagem. Do restante, os cambistas ficam com boa parte. Estimo que menos de 10% dos assentos (os das últimas fileiras) são comprados por “reles mortais” diretamente na plataforma de venda de ingressos.

Andre Borges
Andre Borges
2 dias atrás
Responder para  André Aguiar

Acho que nem isso…. eu chutaria que o que nao esta com convidados está com cambista… abrem venda só pra ingles ver, abre esgotado já

José Carlos
José Carlos
2 dias atrás

Prum torneio que se acostumou com Nadal, Zverev, Ferrer os últimos anos tem sido uma grande decepção em termos de qualidade técnica da chave. Seguramente se não for o 500 mais fraco do ano ficará entre os três.

F.F. Real
F.F. Real
2 dias atrás

Torneio melancólico com cara de Challenger..

Refaelov
Refaelov
2 dias atrás

Podiam tentar trazer o Wawrinka com o 2° WC e deixar o 3° para o Guto..

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