Melbourne (Austrália) – Aos 38 anos, Novak Djokovic não parece dar sinais de se despedir do circuito tão cedo. Com a desistência por lesão de Lorenzo Musetti, o sérvio disputará sua 13ª semifinal de Australian Open, seguindo em busca de seu 11º no Melbourne Park e do seu 25º Grand Slam. Durante entrevista coletiva, Novak destacou a liderança de Sinner – com quem lutará para uma vaga na final – e de Alcaraz, número 1 do mundo, mas disse que o desempenho deles não o impede de continuar competindo em alto nível.
“Como [a rivalidade deles] está me afetando? Como eu disse, não sinto que estou os perseguindo. Estou criando minha própria história. Fui muito claro ao dizer que minha intenção é sempre em termos de conquistas, objetivos e resultados. Quero chegar à final em todos os torneios, especialmente nos Slam. Os Slam são uma das principais razões pelas quais continuo competindo e jogando tênis” disse o atual número 4.
Nesse mesmo sentido, Djokovic reconhece que existe uma nova liderança no circuito, mas enfatizou que seus maiores rivais sempre serão os que compunham o Big Three. “Roger e Rafa sempre serão meus maiores rivais. Tenho um enorme respeito pelo que Jannik e Carlos estão fazendo e pelo que farão nos próximos 10, 15, 20 anos… Só Deus sabe por quantos anos eles vão jogar, são tão jovens” disse.
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“Este é um ciclo natural no esporte. Você terá outros dois superastros [e] talvez tenha um terceiro jogador, que eu vou torcer, porque eu sempre fui o terceiro jogador no início. Mas isso é bom para o nosso esporte. Acho que esse tipo de rivalidade e o contraste entre as personalidades e os estilos de jogo são muito bons para o tênis”, completou o sérvio.
Na última temporada, o jogador de 38 anos chegou às semifinais dos quatro Grand Slam. Mesmo tendo sido eliminado em todos eles por Alexander Zverev, Sinner ou Alcaraz, os feitos demonstram que sua presença no circuito permanece atemporal. “Eles são melhores do que eu e todos os outros jogadores no momento? Sim, são. A qualidade e o nível são incríveis. É ótimo. É fenomenal. Mas isso significa que vou desistir? Não. Vou lutar até a última bola, até o último ponto, e dar o meu melhor para desafiá-los”, disse.
O sérvio vem numa sequência de sorte em Melbourne. Na quarta rodada, avançou direto após Jakub Mensik declarar WO por causa de uma lesão no abdômen. Nas quartas de final, não precisou chegar ao fim da partida, que estava 2-0 para Musetti, quando o italiano precisou deixar o confronto após fortes dores na perna direita. Tudo isso traz uma vantagem em relação ao esforço físico para o 10 vezes campeão do Australian Open, que disse que sua única questão no momento é uma bolha.
“Eu tinha uma bolha que precisava ser examinada e enfaixada novamente. Foi o que fiz na última partida e agora. Essa é a minha maior preocupação, para ser honesto. Não tenho nenhum outro problema grave. Há sempre alguns pequenos problemas com o corpo, pelo menos para mim, todos os dias. Mas problemas graves? Não. Felizmente, isso ainda não é um desafio para mim e um obstáculo para que eu possa jogar e me movimentar da maneira que quero”, finalizou.














Bolha no pé ou na mão?
A humildade de uma verdadeira lenda. Reconhecer que era o 3º do “Big-Three”, mas que obviamente depois se tornar o GOAT, (nas entrelinhas fica fácil de deduzir). Dizer que os outros três, incluindo o Sverev, estão melhores do que ele, e que são jogadores incríveis, também é uma coisa que ele reconhece, e que e óbvio. Mas, estão melhores! Não são melhores! E acho que jamais serão. O tempo de Djokovic, Federer e Nadal(Nessa ordem, dos melhores), era um tempo em que não existiam tantas lesões, não se jogava com o calor excessivo, e lógico, o talento era fora do comum, como também, não existiam tantas “novas jóias” surgindo. Mas penso que tanto naquela época quanto agora, o psicológico já abalava os adversários, antes mesmo dos jogos começarem. Considero o tênis de hoje mais sem graça, porque nem sinner, nem Alcaraz e nem Sverev, são extraordinários quanto o “Big-Three”. São jogadores incríveis e estão vivendo seus melhores momentos a cerca de dois anos. Mas não são excepcionais jogadores. Acredito que no máximo, essa hegemonia dure por mais uns cinco anos. Se o João, o Tien, o Di Minaur e o Mensik mantiverem as suas performances de futuros talentos, não será surpresa que venhamos a ter em breve, no mais tardar uns cinco anos como citei antes, pelo menos um “Big-Five”. É o que espero, para o bem de um tênis mundial mais competitivo.
Também espero que apareça jogadores para encararem o big 2. Do contrário, ficará sem graça
Parei no nem Sinner nem Alcaraz não são excepcionais jogadores. Achar o big3 melhor é um bom ponto, não achar o big2 excepcional é falta de ponto.
Só contando com as desistências dos adversários mesmo…
Ano passado ele chegou em todas as semis do Grand Slam. Contou com quantas desistências pra isso?
E o Sinner ano passado em Wimbledon perdia por 2 a 0 para um jogador 15 anos mais velho que ele, ja estava praticamente eliminado e o adversário abandonou o jogo e depois o Sinner venceu o torneio ainda. Parece que isso so acontece com o Djokovic so quando acontece em favor dele que os haters comentam.
Bem lembrado.
Resumo: Aos amigos os favores, aos inimigos a lei !
E lembrando que Jannick Sinner sequer tinha esboçado reação quando Dimitrov teve que sair.
Lembrando também que Lorenzo Musetti é 15 anos mais novo e já perdia o terceiro set. Quando saiu, estava 15×40 no game.
Estar perdendo de 0-2 não é garantia de derrota, mas que ambos foram “ajudados”, não há dúvida.
Não mesmo e ninguém está negando a sorte. Ajuda não houve em nenhum caso.
O Dimitrov se lesionou em um lance rápido, enquanto o jogo estava normal no terceiro set e logo foi embora. Precisou ser ajudado para sair de quadra.
Musetti vinha piorando seu estado desde o set anterior e desistiu antes do último saque do game.
Força Djokão, faltam só mais duas desistências, vamos dobrar a meta (2 pra 4) e chegar no 25° Slam!
Tenho prints salvos aqui de que ele não chegaria na segunda semana, se ativar o serviço de imagem eu posto aqui.
A ideia é essa mesma, chegar na semi, torcer por tropeço do Sinner ou Alcaraz, como não teve tropeço, bora tentar RG e depois Wimbledon e US na mesma lógica.
Lembrando que ele vários jogos saindo de 2×0. Tsitsipas que o diga.
É inacreditável que este sérvio seja derrotado apenas pelo Sinner e Alcaraz
O sarrafo de Alcaraz e Sinner está muito alto, mas contra o restante do circuito Djokovic ainda é um nome a ser respeitado.
Por mais que eu goste de ver o Djoko em quadra, ele ser Top 4 diz mais sobre os adversários do que sobre ele. Só não sei por quanto tempo. A forma como se deu a derrota para o Musetti é para ligar o alerta.
Que derrota?