“Provei para mim mesmo que ainda consigo”, diz Berrettini

Matteo Berrettini (Foto: FFT)

Paris (França) – Após superar maratona de 5h16 e vencer em cinco disputados sets, Matteo Berrettini não escondeu a emoção por voltar às oitavas de final em Roland Garros pela primeira vez desde 2021. O italiano superou o argentino Francisco Comesana e destacou a experiência para lidar com situações adversas, especialmente por ter salvado dois match-points.

O ex-número 6 ainda ressaltou a importância do seu saque para sustentar seu jogo e também demonstrou enorme satisfação com a condição física, depois de lidar com inúmeros problemas. Ele não competia em Paris desde 2021, quando alcançou as quartas de final, e tenta repetir seu melhor resultado diante de outro argentino, o canhoto Juan Manuel Cerúndolo.

Berrettini extravasou com o triunfo por 7/6 (7-3), 5/7, 6/7 (4-7), 6/4 e 7/6 (15-13). “Talvez a diferença tenha sido o fato de eu não jogar este torneio há cinco anos e simplesmente querer aproveitar mais uma partida”, disse.

“Quando fica tão apertado assim, com match-points para os dois lados, tudo se resume aos nervos e, às vezes, também é preciso um pouco de sorte. Estou muito feliz e me senti bem física e mentalmente. Lutei por cada ponto do começo ao fim”, continuou.

Conhecido pela potência no serviço e forehand, o romano reconheceu que depende dos golpes para extrair o seu melhor. “Meu saque é a base do meu jogo, mas, ao mesmo tempo, quando você não está mentalmente dentro da partida, não importa quais armas tenha, elas acabam te deixando na mão nos momentos decisivos”, analisou.

A classificação decidida nos detalhes foi explicada pelo atleta de 30 anos. “Hoje meu saque funcionou nos momentos decisivos, e isso prova que eu estava presente mentalmente. Fui duro, resiliente. Uma coisa é ter uma arma. Outra é saber como usá-la”, filosofou.

+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp

Berrettini comentou sobre a relevância da longa trajetória para prevalecer. “Os batimentos aceleram, fica mais difícil respirar. Sinto isso desde que comecei a jogar tênis. É importante tentar relaxar e respirar mais devagar”, avaliou.

“Quando os jogadores ficam tensos, tendem a jogar apenas com a força do braço, e não com o corpo inteiro. Perdi um forehand porque estava nervoso. Às vezes, uma diferença de um centímetro muda tudo”, considerou.

Recuperação e alívio após temporadas frustrantes

Vice-campeão de Wimbledon em 2021, ele exaltou a sua experiência. “Eu sei o que é necessário para ir longe em um Grand Slam. Mas também é verdade que fazia muito tempo que eu não chegava tão longe em um Slam. Preciso encontrar o equilíbrio. Não cheguei ao torneio com tanta confiança, mas estou na segunda semana. Isso significa que posso ir longe”, afirmou.

O italiano está subindo da 105ª colocação do ranking para a 74ª posição, ainda longe do seu auge. Mas ele reitera estar motivado. “Talvez eu tenha duvidado de mim mesmo mais do que deveria nos últimos meses e anos. Mesmo com o apoio incrível da minha família, dos amigos e da equipe, eu realmente pensei que não conseguiria voltar”, reconheceu.

“Fiquei emocionado porque provei para mim mesmo mais uma vez que ainda consigo fazer isso. Consigo jogar bem, lutar e aproveitar meu tempo em quadra. Muitas vezes meu corpo estava bem, mas a mente não. Em outras, a mente estava bem e o corpo não. É preciso que muitas coisas estejam alinhadas para jogar o seu melhor tênis”, concluiu.

Leia mais

Berrettini salva match-points e volta às oitavas após 5h16 de batalha

Subscribe
Notificar
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.