Miami (EUA) – Classificado para a fase de oitavas de final do Masters 1000 de Miami, o norte-americano Taylor Fritz fez uma autocrítica sobre o estilo de jogo. Ele admitiu que precisa aprimorar o jogo de rede para diversificar suas opções dependendo da partida e das condições de cada evento.
“Concordo que finalizar mais pontos junto à rede vai me ajudar bastante. Porém, preciso construir melhor os pontos para bolas mais fáceis que me permitam subir. Preciso aperfeiçoar os golpes que antecedem o voleio”, afirmou o atleta de 28 anos, que agora enfrenta o tcheco Jiri Lehecka.
Ciente de que caiu de rendimento nos últimos meses, Fritz coloca como prioridade evoluir a questão técnica. “Às vezes, não coloco os meus adversários em uma posição suficientemente adequada, então eles conseguem fazer a passada ou me obrigam a executar um voleio perfeito”, ponderou.
“A ideia é bem clara, de como devo agir, mas é muito fácil falar isso da cabine de comentarista. Dentro da quadra se torna algo complicado, nem sempre funciona. Você precisa estar em sintonia com as condições do piso e das bolas, e se sentir confortável com todos os aspectos envolvidos”, pontuou o norte-americano.
Ao ser indagado sobre a vitória diante do compatriota Reilly Opelka por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, Fritz disse como é complicado jogar contra alguém próximo. “Não é necessariamente divertido quando você precisa enfrentar um amigo, embora eu já esteja acostumado a isso há muito tempo.
“Depois de jogar tantas vezes contra Reilly, Tommy (Paul) ou Frances (Tiafoe), você acaba se acostumando. Quando nos conhecemos, com 14 ou 15 anos, eu era o pior do grupo, posso garantir, todos vão confirmar. Eu sentia que estava bem atrás deles naquela época”, garantiu em tom de brincadeira.
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O tenista californiano aproveitou para apontar a chave para a vitória. “Hoje percebi que teria mais sucesso recuando, então segui esse plano. Foi engraçado porque quebrei o saque dele da mesma forma que como ele costuma fazer comigo, é bem irritante (risos)”, disse.
Já sobre os grandes desafios da carreira, Fritz reiterou como ainda pensa em chegar ao topo, depois de já ter derrotado grandes nomes do circuito. “Ganhei de grandes jogadores, mas sei o quanto ainda preciso evoluir para dar o próximo passo. É fácil falar, mas não é tão simples de colocar em prática.
“Quando venci o (Rafael) Nadal pensei que talvez eu pudesse ser número 1 algum dia, mas não é assim como as coisas funcionam. Contra o (Novak) Djokovic foi a mesma coisa, embora não estivesse pensando em ranking na época. Na Laver Cup, venci o Carlos (Alcaraz) pensando em somar mais um ponto para o Time Mundo”, destacou o ex-número 4 do ranking mundial.
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Isso. Sempre vá à rede pra cumprimentar o adversário vitorioso.