Pegula aplica ‘pneu’ em Sabalenka e volta à final em Berlim

Jessica Pegula (Foto: Berlin Tennis Open)

Berlim (Alemanha) – Campeã em 2024, a norte-americana Jessica Pegula está de volta à decisão do WTA 500 de Berlim. Neste sábado, a atual número 4 do mundo superou a líder do ranking, Aryna Sabalenka, por 2 sets a 1, marcando as parciais de 6/4, 6/7 (4-7) e 6/0, após 2h13 de partida e uma longa pausa de mais de duas horas devido à chuva durante o tiebreak da segunda parcial.

Tenista de 32 anos, Pegula alcança a 23ª final da carreira e vai em busca do 12º troféu, e o terceiro em quadras de grama. Na atual temporada, ela já foi campeã na quadra dura de Dubai e no saibro de Charleston, podendo vencer no domingo o terceiro torneio em piso diferente no ano, igualando o feito de 2025, quando faturou Austin (sintético), Charleston (saibro) e Bad Homburg (grama).

Pegula também diminui a desvantagem no histórico geral contra Sabalenka, agora com quatro vitórias e nove derrotas. O último triunfo sobre a bielorrussa havia sido em outubro, na semifinal do WTA 1000 de Wuhan.

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Sua adversária na decisão sairá do duelo entre a tcheca Linda Noskova e a filipina Alexandra Eala, que se enfrentam ainda neste sábado pela segunda semifinal do dia. Pegula tem retrospecto negativo de 2 a 1 contra Noskova e venceu o único duelo anterior diante de Eala.

Por sua vez, Sabalenka amarga o quarto torneio seguido sem chegar ao menos à final. Depois de conquistar três títulos (Brisbane, Indian Wells e Miami) e um vice (Australian Open) nos quatro primeiros torneios do ano, ela caiu na terceira rodada em Roma e não passou das quartas em Madri e Roland Garros. Mesmo assim, mantém 947 pontos de vantagem para a vice-líder do ranking, Elena Rybakina.

Pegula supera a número 1 e pausa por chuva

Na partida deste sábado, Jessica Pegula precisou lidar com dois obstáculos: a líder do ranking mundial do outro lado da rede e uma interrupção inesperada pela chuva quando vencia o tiebreak do segundo set por 3-1. Mesmo com a longa paralisação e a reação da adversária na retomada do jogo, a americana se recuperou no terceiro set e garantiu a vitória.

O duelo começou equilibrado, com games disputados desde os primeiros pontos. Pegula precisou salvar dois break-points já no segundo game e, logo depois, aproveitou a primeira oportunidade que teve para quebrar o saque de Aryna Sabalenka. A americana ainda pressionou novamente no sétimo game, quando desperdiçou cinco chances de quebra, mas isso não comprometeu sua vantagem. Pouco depois, fechou a parcial em 6/4.

Chamaram atenção as três duplas faltas cometidas por Sabalenka no primeiro set e o aproveitamento de apenas 59% com o primeiro saque. Sob pressão, a bielorrussa venceu somente 39% dos pontos disputados com o segundo serviço.

Mais agressiva na volta para a segunda parcial, a número 1 do mundo conseguiu uma quebra logo no início, abrindo 3/0 e depois 5/2. Ela chegou a ter dois set-points no saque de Pegula no oitavo game, mas não conseguiu converter. A reação da americana veio em seguida, com uma quebra quando Sabalenka sacava para empatar o jogo. Com tudo igual, a definição foi para o tiebreak.

Com dois minibreaks, Pegula começou a série de desempate melhor, mas o jogo foi interrompido devido ao mau tempo após o quarto ponto. A partida foi suspensa por mais de duas horas até que finalmente as jogadoras voltaram à quadra. A pausa foi fundamental para Sabalenka, que retornou melhor e venceu seis dos sete pontos disputados, empatando a partida.

No entanto, a reação da bielorrussa parou por aí. Bastante errática e nervosa, ela não ganhou mais nenhum game e foi derrotada com um ‘pneu’ na parcial decisiva, com apenas 50% (7 de 14) dos pontos ganhos com o primeiro saque e 11% (1 de 9) com o segundo, enquanto Pegula venceu todos os 11 pontos quando acertou a primeira bola em quadra e metade (2 de 4) com o segundo serviço.

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Cristiane
Cristiane
20 dias atrás

Entramos sempre no mental. Ela mesma declarou isso na derrota em R.G. e todos os grandes tem esse momento. Sorrir por fora mas dentro é a panela de pressão que começa a dar a apitar a QQ hora. Todos nós temos e é humano. Não importa o monetário. Só se vc não tem sentimentos… Se treinou ao máximo desde o começo a sua mente a não ceder, a ser frio. Mas é difícil.
É necessário a busca do equilíbrio e ter certeza que neste momento o ranking e troféus não é o que vai te fazer feliz agora. Embora os torcedores, imprensa, ex-tenistas e críticos não entendam e nem respeitem o que está acontecendo.
E se for necessário ir pra Ibiza que vá… Ir pra Grécia… casar… Lua de mel… Filhos… Se distanciar… Mudar a equipe… O que for necessário. Que se dane o resto.

luiz
luiz
20 dias atrás

Sabakenka está namorando muito, razão da sua ligeira queda nos torneios.
Tudo pelo amor.

Ernani Pinheiro Chaves
Ernani Pinheiro Chaves
20 dias atrás
Responder para  luiz

O namorado bradileiro nao quer nem saber, kkkkk….

Juscelino
Juscelino
20 dias atrás

Torço muito pela Sabalenka. Tomara que seja só uma nuvem e passe logo.
Ela é o que há melhor no tênis feminino.

Jonas
Jonas
20 dias atrás

Bizarro, kkkk…

Samuel, o Samuca
Samuel, o Samuca
20 dias atrás

O que está acontecenfo com a número um.
Não é normal. Dois pneus em dois torneios seguidos!!!

Flávio
Flávio
20 dias atrás

Pelo nível da Pegula falta um título de Slam, quem sabe possa ser o de Wimbledon porque ela sabe jogar na grama.

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