Para Kostyuk, mudança de mentalidade é o segredo dos bons resultados

Marta Kostyuk (Foto: Tony O Brien/AELTC)

Londres (Inglaterra) – Em sua melhor temporada na carreira, Marta Kostyuk consegue duas grandes campanhas consecutivas em Grand Slam, com a semifinal de Roland Garros e as quartas de final de Wimbledon. A ucraniana de 24 anos também venceu 20 dos últimos 21 jogos que disputou, conquistando os títulos de Rouen e Madri no saibro. Para ela, a mudança de mentalidade foi determinante para alcançar esse momento.

Apontada como uma das maiores promessas do tênis desde muito jovem, Kostyuk venceu o Australian Open juvenil aos 14 anos e, na temporada seguinte, chegou à terceira rodada do torneio profissional aos 15. Com isso, passou a conviver cedo com grandes expectativas, algo que aprendeu a administrar apenas nos últimos anos.

Fora das quadras, a ucraniana também precisou lidar com os impactos da guerra em seu país, tornando-se uma das principais vozes do circuito sobre o conflito. Para ela, todas essas experiências contribuíram para um importante processo de amadurecimento pessoal.

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Para a atual número 13 do mundo, o principal trabalho foi deixar de associar sua autoestima aos resultados dentro de quadra. “Fiz um trabalho muito profundo para me entender como pessoa, para descobrir de onde vem o meu valor. Ele não vem do fato de eu ser tenista. Acho que conseguir separar essas duas coisas fez toda a diferença”, explicou após a vitória sobre a norte-americana Ashlyn Krueger por duplo 6/4. “Antes da terceira e da quarta rodada, eu disse para minha treinadora que já sabia que havia feito um bom torneio. Estou muito feliz com minha evolução na grama e com a forma como estou jogando. Independentemente do resultado, eu continuaria feliz”.

Kostyuk afirmou que tenta levar esse pensamento para todas as partidas, embora reconheça que o processo ainda exige atenção constante. “Trabalhei muito para não voltar aos velhos hábitos. Já falei em Paris que mudar essa maneira de pensar foi a coisa mais difícil que já fiz na vida. Jogar tênis acaba sendo muito mais fácil, porque esse processo exige muito mais tempo, autoconhecimento e dedicação”, acrescenta a italiana, que enfrentará a italiana Jasmine Paolini nas quartas.

Ela acredita que o amadurecimento também veio da experiência adquirida depois de viver o sucesso tão cedo. “Quando você conquista grandes resultados muito jovem, acontecem muitas coisas ao mesmo tempo e você não sabe como lidar com tudo isso. Depois que entende o caminho para chegar lá e passa por essas situações algumas vezes, começa a saber o que esperar. Talvez seja menos empolgante, mas tudo fica muito mais estável”, concluiu.

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